• Mercados amanhecem em alta, após S&P 500 ter ontem o melhor dia desde março deste ano
  • Impulsionam o otimismo nos mercados a sanção da medida que eleva teto da dívida dos EUA e os bons resultados de companhias reportados até aqui
  • Nova proposta para a cobrança de ICMS sobre combustíveis pretende tornar alíquota do imposto invariável frente a variações de curto prazo do preço do combustível ou de mudanças do câmbio, como ocorre hoje

“Sextou” ensolarado para os mercados lá fora: o dia começa em tom positivo, com os principais índices futuros nos EUA no verde e subindo +0,3% após o S&P 500 (principal índice de ações americanas) registrar ontem o melhor dia desde março deste ano. Na Zona do Euro, os mercados também amanhecem positivos (+0,4%).

Pegando o gancho de “melhores dias” nos EUA, o presidente Joe Biden sancionou a medida que eleva teto da dívida em US$ 480 bilhões, assim evitando um default (calote) americano. Segundo estimativas do Tesouro, o tema terá que ser retomado pelo Congresso em dezembro. No momento, lideranças democratas estudam alternativas como a possibilidade do Tesouro aumentar o teto por conta própria.

Ah, essa sanção somada aos bons resultados das companhias divulgados até agora é o que está dando esse “gás” nos mercados. Destaque para os bancos Bank of America e Citi, que superaram as expectativas do consenso. A TSMC também reportou fortes resultados, impulsionada pela escassez global de semicondutores.

Do lado de indicadores econômicos, os pedidos de seguro desemprego nos EUA na semana passada caíram para um novo mínimo durante a pandemia, mostrando que os empregadores estão tendo algum sucesso em reter trabalhadores em um mercado de trabalho apertado. Ainda na “Terra do Tio Sam”, os preços pagos aos produtores aumentaram em setembro em um ritmo mais moderado, sugerindo uma trégua nas pressões da cadeia de abastecimento e escassez de materiais que aumentaram o custo de produção nos últimos tempos.

De olho na bomba (de combustível)! A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (13) o projeto que estabelece um valor fixo para a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis. O texto obriga estados e Distrito Federal a especificar a alíquota para cada produto por unidade de medida adotada, que pode ser litro, quilo ou volume, e não mais sobre o valor da mercadoria. O limite da cobrança (em reais por litro, por exemplo) será determinado pela média do preço da gasolina dos dois anos anteriores. Na prática, a proposta torna o ICMS invariável frente a variações de curto prazo do preço do combustível ou de mudanças do câmbio — como ocorre hoje.

Explicando melhor: o valor do ICMS sobre os combustíveis não se elevará a cada aumento de seus preços nas refinarias. O relator do projeto estima que as mudanças na legislação devem levar à redução do preço final praticado ao consumidor de, em média, 8% para a gasolina comum, 7% para o etanol hidratado e 3,7% para o diesel B. Mas, a longo prazo, o preço a ser reajustado no futuro tende a aumentar (dada a correção com base nos anos anteriores).

Ainda tem muita água para rolar nessa discussão, e o projeto deve enfrentar bastante dificuldade para ser aprovado no Senado.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro disse ontem que vai determinar ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que “volte à bandeira [tarifária de energia] normal a partir do mês que vem”. A estimativa do nosso time de economia é que o impacto dessa medida no IPCA pode variar de -0,31 ponto percentual, se retornarmos à bandeira vermelha 2, até -0,95 p.p., se voltarmos para a bandeira verde.

O IBGE divulgou ontem que a receita real do setor de serviços em agosto cresceu 0,5% em comparação com o mês anterior, acima da expectativa. A recuperação dos serviços prestados às famílias ainda está em andamento e devem responder por grande parte do crescimento total do PIB neste semestre — a tendência é que, à medida que a economia reabre, os gastos das famílias migrem de bens para serviços e a recuperação do emprego ganhe fôlego.

Nas Horas Vagas

“Sai Neymar com a 10, entra Criptoativo com a 2021”. Sim, os criptos não invadiram apenas o mundo financeiro, mas também estão sendo escalados dentro dos gramados.

Em 2019 na Europa, os chamados “Fan Tokens” apareceram: são ativos digitais emitidos na blockchain e têm um função específica dentro do ecossistema que são aceitos, como acesso a serviços — em resumo, são uma nova forma de gerar receita dentro dos clubes de futebol.

Os times brasileiros já se movimentam para esse sentido também. O “Mengão” (Flamengo) prepara o lançamento de seu Fan Token para o dia 19 deste mês. O clube carioca pretende emitir 1 milhão e meio de tokens (FTO), o que seria suficiente para enquadrar a oferta como a segunda maior da história (ainda recente) deste mercado, atrás somente do time inglês Arsenal.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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