• Bolsas acordam de mau humor, após dados de atividade econômica na China virem mais baixos do que o esperado, indicando impactos na economia da variante Delta da Covid-19.
  • A inflação continua “a pulga atrás da orelha” do investidor global. Apesar de a inflação ao consumidor nos EUA indicar os preços perdendo força, a maior inflação dos últimos 9 anos no Reino Unido aumentou as apostas para alta de juros em breve na terra da Rainha.
  • O Brasil não é diferente, e atenções aqui começam a se voltar pra reunião do nosso Comitê de Política Monetária (Copom) da semana que vem. Esperamos que a Selic suba 1pp., para 6,25% ao ano.
  • Em um cenário político-econômico mais complexo do que a explicação por trás dos looks do MetGala, revisamos nossas projeções para as principais variáveis macroeconômicas.
  • Mas “não entre em pânico”! O Guia da Rico para Mercados Voláteis veio aqui para te ajudar! Nele, contamos “tim tim, por tim tim” como investir no momento atual.

Foi culpa da Delta – Bolsas acordam de mau humor nessa quarta-feira. Os dados de vendas no varejo e produção industrial chinesa, divulgados nessa madrugada, confirmam a desaceleração do crescimento global, impactado pela variante Delta da Covid-19. Vale lembrar que o governo chinês está implementando uma política de “zero covid”, o que significa que a qualquer sinal de novos surtos da doença, medidas de restrição de mobilidade são novamente impostas. Dado o papel do gigante asiático como um dos principais motores da economia global, soluços no crescimento por lá acabam saindo mais como “bocejos de mau humor” – fazendo todo o mundo bocejar o mau humor junto.

Inflação: a pulga atrás da orelha nos quatro cantos do mundo – Enquanto isso, a inflação continua preocupando os investidores. O índice de inflação ao consumidor (CPI) americano de agosto, divulgado ontem, veio abaixo do esperado por analistas de mercado, apesar de seguir bastante alto para patamares históricos. O resultado reforça as apostas que o Banco Central por lá (o FED) deve anunciar seu plano de redução de estímulos na reunião de novembro, com o começo da redução da compra de ativos no mercado, de fato, em dezembro. Por outro lado, o dado do Reino Unido, divulgado hoje, mostrou o maior número em 9 anos, fazendo as apostas de elevação dos juros aumentarem e o câmbio valorizar na terra da Rainha (maiores juros à maior atração de capital à valorização da moeda).

Fala, que te escuto, Banco Central! No Brasil, a fala do presidente do presidente do Banco Central (BCB), Roberto Campos Neto, “deu o que ouvir” por aqui ontem. O presidente do BCB disse que elevará a taxa Selic ‘aonde precisar’ para o controle da inflação, mas que ‘não mudará o plano de voo da política monetária’. Em bom português, a próxima reunião do Copom (nosso Comitê de Política Monetária), que acontece em uma semana, deve trazer como resultado uma alta de 1pp. na Selic – elevando a nossa taxa básica de juros para 6,25%. Depois da fala, preços e expectativas se acomodaram no mercado por aqui; ou seja, as taxas futuras de juros apresentaram queda nos vencimentos curtos e intermediários, refletindo uma alta menor da Selic no curto prazo.  

A volta dos que não foram, versão Auxílio Emergencial – Acompanhando o “migo Campos Neto” no dia de falas que movem os mercados, o ministro Paulo Guedes falou sobre uma possível nova edição do Auxílio Emergencial – programa de transferência de renda emergencial, vigente desde o início da pandemia no ano passado (com valores reduzidos atualmente).  Segundo o Ministro, caso não seja aprovada a Reforma do Imposto de Renda (que está parada lá no Senado), uma nova rodada do programa poderia ser uma alternativa, dado que a arrecadação fruto da reforma que seria a fonte de financiamento para o “Bolsa Família aumentado”, desenhado pelo governo. Como sabemos, todo esse vai e vem sobre aumento de gastos (o tal do risco fiscal) tende a aumentar a volatilidade no mundo dos investimentos.

Novas projeções, mesmo Guia – Como você, que lê nossos conteúdos todos os dias com afinco, já sabe, as incertezas sobre a economia brasileira cresceram bastante no último mês, trazendo uma bela onda de volatilidade para o mundo dos investimentos – na bolsa, na renda fixa, no câmbio. Neste cenário mais complexo do que a explicação por trás dos looks do MetGala desse ano, revisamos nossas projeções para as principais variáveis macroeconômicas. A realidade: real fraco, inflação alta, Selic respondendo à altura, e PIB crescendo menos no ano que vem. Mas, sim, irei te lembrar novamente de não entrar em pânico! O Guia da Rico para Mercados Voláteis veio aqui para te ajudar! Nele, contamos “tim tim, por tim tim” como investir no momento atual. Spoiler: diversificação de ativos e geografias são o começo e o fim dessa jornada intergaláctica.

Nas horas vagas, indico locomoções feitas por uma bicicleta, se você puder! Sempre fui adepta a passeios de bicicleta por todo canto. Quando me mudei para “dentro da cidade” (sempre morei em uma região afastada), decidi que seria meu meio de locomoção. Mas chegar suanis em todo canto, ninguém merece, não é mesmo? Por isso, comecei a explorar as maravilhas de bicicletas que nos ajudam no pedal! Sim, aquelas elétricas. Gente, estou chocada com a praticidade. Não, isso não é #publi! Só indico mesmo, porque afinal, nada melhor do que dar tchauzinho pro povo parado no trânsito enquanto você pedala “your way everywhere“.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

Este relatório de análise foi elaborado pela Rico Investimentos, que é uma marca da XP Investimentos CCTVM S.A. (“Rico”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Rico não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Rico e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Rico. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Rico estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários do Grupo XP. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da Rico. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Rico, podendo também ser divulgado no site da Rico. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Rico. A Ouvidoria da Rico tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 771 5454. SAC. 0800 774 0402. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Rico: https://www.rico.com.vc/custos A Rico se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela Rico. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento