• Mercados amanhecem em queda após reação positiva ontem ao discurso do presidente do Fed, que sinalizou continuidade dos estímulos
  • A fala também acelerou uma queda do dólar ante o real
  • Depois de dizer que estava tudo certo com seu pacote trilionário, o presidente dos EUA recebe uma má notícia de senadores do seu próprio partido
  • De olho na tributária e no crescimento, time de economia revisa cenários
  • Em Brasília, presidente internado e CPI estendida

Mercados mundiais amanhecem sem direção definida após subir ontem com declaração do presidente do Fed. Futuros do S&P caem -0,22%; do Nasdaq avançam +0,20% e o Euro Stoxx do outro lado do oceano opera em -0,81%. Na China (+1,3%), investidores reagiram positivamente a dados fortes, como o crescimento do PIB (+7,9%, pouco abaixo da expectativa de +8,1%).

Chá de camomila. O presidente do banco central americano (Fed), Jerome Powell, buscou tranquilizar o mercado ontem após a inflação se mostrar acima do esperado (IPC, na terça, subiu 5,4% e índice de preços ao produtor, divulgado quarta, +1%, ambos superando expectativas). Ele disse mais uma vez que pressão nos preços é transitória, e que qualquer movimento no sentido de reduzir o suporte à economia americana ainda não está próximo de acontecer. Uma fala dele foi a seguinte: “ainda estamos distantes de atingir o patamar de ‘mais progresso substancial’, mas os participantes esperam que o progresso continuará”. Ou seja: “relaxem”.

É que o Ibov sobe e o dólar desce. Esse bom-xi-bom de tranquilizar novamente o mercado sobre os estímulos (e algum efeito restante das mudanças na reforma do IR) ajudou o mercado brasileiro a fechar em leve (bem leve mesmo) alta ontem, de +0,19%. O destaque mesmo foi o dólar, que caiu 1,87%, a R$ 5,08.

“Aqui não, Biden!” Após o anúncio de acordo na comissão de Orçamentos do Senado para uma alocação de US$ 3,5 trilhões para o Plano das Famílias Americanas, dois senadores democratas que não fazem parte da comissão – Joe Manchin e Jon Tester – disseram “nananinanão”: eles consideram o valor alto demais. Conforme escrevemos ontem, o acordo na comissão é um primeiro passo para o projeto, mas ele ainda deve passar pelos democratas mais conservadores na pauta fiscal, o que deve diluir o valor final, assim como medidas de financiamento. Vale lembrar que Biden precisa do apoio de 100% de seus senadores para aprovar a pauta.

Os dois lados da reforma e uma revisão. A versão do relator da reforma tributária do imposto de renda corrigiu boa parte dos problemas da versão anterior e animou os mercados, mas o corte de impostos proposto pode ser excessivo, para um país com dívida ainda elevada. O time de economia publicou revisão mensal de cenários, elevando a projeção de PIB de 5,2% para 5,5% este ano e de 2,0% para 2,3% em 2022. Aumentou também a projeção de IPCA deste ano de 6,4% para 6,6%.

Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro foi internado ontem após um quadro de obstrução intestinal. O boletim médico informou que ele passará por um “tratamento clínico conservador”, sem mencionar possibilidade de cirurgia de emergência, que, segundo o Planalto, seria avaliada com a transferência dele para São Paulo. O presidente passará por nova bateria de exames nesta quinta.

Ainda em Brasília, o presidente do Senado anunciou a prorrogação da CPI da Pandemia por mais 90 dias. Ela não poderá tomar depoimentos no recesso da casa, mas a cúpula do colegiado busca maneiras de manter o tema em evidência. Hoje o colegiado escuta Cristiano Carvalho, representante da empresa que tentava vender 400 milhões de doses de AstraZeneca e que teria recebido pedido de propina.

O que rolou com as siderúrgicas? As empresas de siderurgia tiveram forte queda ontem, em resposta a uma fala do ministro Paulo Guedes sobre uma potencial queda de 10% (1,2p.p.) na tarifa de importação de aço, que hoje é de 12%. Adicionalmente, disse que entrou em acordo informal com o setor siderúrgico para a não elevação de preços até o final do ano. Para os nossos analistas do setor, a notícia é negativa, mas existe espaço para redução do preço no mercado doméstico. A recomendação deles segue de compra para Gerdau e neutra para Usiminas.

Quem avisa, amiga é

Vem aí! No dia 6 de setembro vai acontecer o próximo rebalanceamento do Ibovespa, com a primeira prévia em 2 de agosto. É quando a carteira teórica que compõe o índice se movimenta (algumas ações entram, outras podem sair, em função do seu volume de negociação). A XP fez um estudo e descobriu que devem entrar no índice nomes como a novata Rede D’Or (RDOR3, que estreou na bolsa em dezembro!), o Banco Inter (BIDI4), Petz (PETZ3) e Alpargatas (ALPA4), além de outras 3 ações com probabilidade menor. É importante saber disso porque os nomes que passam a fazer parte do nosso principal índice de ações tendem a subir de preço, em função da adequação de vários produtos que replicam o Ibov no mercado. Leia aqui o estudo completo e veja todas as empresas.

Um convite: Hoje às 18h30 tem programação especial no nosso YouTube! A live mensal sobre fundos imobiliários que normalmente é fechada apenas para assinantes da nossa Análise Mensal de FIIs vai ser gratuita! Mais que isso, vai ter um convidado especial: o gestor da VBI Ricardo Vieira. Guarde o seu lugar e já mande suas perguntas clicando aqui.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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