• Mercados em alta com expectativa de recuperação econômica e avanço de distribuição de vacinas
  • Casa Branca deve propor grande aumento de impostos federais para pagar programa econômico de longo prazo
  • Decisão do FOMC nessa semana pode sinalizar que juros vão subir antes do que foi projetado anteriormente pelo Fed
  • Ajuste seu relógio: hoje o pregão no Brasil volta a funcionar entre 10 e 17h

Mercados globais amanhecem em alta nessa segunda-feira, com investidores focados na recuperação econômica e no avanço da distribuição das vacinas pelo mundo. Os futuros do S&P500 sobem 0,26%, enquanto o EuroStoxx50 sobe 0,34%. Enquanto isso, o rendimento dos títulos do tesouro americano está em 1,61%, próximo de atingir o valor mais alto em 13 meses.

Com a aprovação do pacote de estímulos de US$1,9 trilhão nos EUA, os investidores também estão considerando um possível impacto de impostos mais altos e como isso pode afetar o crescimento do lucro das empresas. Segundo a Bloomberg, o presidente Joe Biden está planejando o primeiro grande aumento de impostos federais desde 1993 para ajudar a pagar por um programa econômico de longo prazo.

Em entrevista ontem (14), a secretária do Tesouro Janet Yellen procurou diminuir as preocupações dos mercados com um aumento da inflação, e disse que os riscos continuam controlados. Uma possível alta da inflação preocupa os investidores há algum tempo. Esse aumento das expectativas, na visão do mercado, pode levar o Fed a sinalizar que começará a aumentar as taxas de juros mais cedo no comunicado com suas projeções econômicas após reunião do FOMC na quarta-feira.

Apesar de esperarem que a taxa de juros nos EUA continue no mesmo patamar, entre 0 e 0,25%, os investidores estão interessados no comunicado do Banco Central americano, em especial sobre o que esperar agora, em um cenário de tensão no mercado por conta da alta recente dos títulos do Tesouro dos EUA e também após o Banco Central Europeu (BCE) prometer na última quinta aumentar o ritmo das compras de títulos.

No Brasil, expectativa sobre a promulgação da PEC Emergencial na manhã desta segunda-feira, o que abrirá espaço para a edição das medidas provisórias com a liberação de recursos e detalhamento das regras para o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial, que deve começar em abril.

Fique de olho: essa semana o Comitê de Política Monetária (Copom) divulga nova decisão sobre a taxa básica de juros brasileira, a Selic. Nossa expectativa é de que a taxa aumente 50 pontos-base, para 2,5% ao ano. Leia nosso insight da última quarta para entender por que nossa expectativa para a Selic mudou e, agora, esperamos fechar 2021 com a taxa em 5% a.a.

Lá fora, destaque para a divulgação de dados de atividade referentes a fevereiro nos EUA, além de decisão de política monetária do FOMC.

Ajuste seu relógio: hoje a B3 muda o seu horário de operação, e o pregão volta ao seu horário tradicional de funcionamento, entre 10h e 17h.

Na semana passada, o Ibovespa teve mais dias turbulentos e fechou em queda de -0,9%, a 114.160 pontos. Na segunda-feira (8), a Bolsa recuou fortemente com o aumento de riscos políticos após a decisão do ministro Edson Fachin de anular todas as condenações do ex-presidente Lula, tornando-o elegível para se candidatar a presidente em 2022. Ao longo da semana, o índice voltou a subir com as aprovações em segundo turno da PEC Emergencial pela Câmara e do pacote de US$ 1,9 trilhão nos EUA.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493

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