• Bolsas e mercados futuros sobem, digerindo a inflação acima do esperado nos EUA e de olho na temporada de resultados das empresas
  • Falando nisso, os primeiros balanços já divulgados estão mostrando números acima das expectativas
  • Commodities e problemas na oferta seguem pressionando preços. Crescem apostas sobre o fim dos estímulos à economia global
  • No Brasil, o Banco Central atuou (e vai atuar mais) para aliviar a demanda por dólares no mercado.

Bolsas e mercados futuros em alta nesta quinta-feira, digerindo os dados recentes da inflação nos Estados Unidos. Divulgado ontem, o índice de preços ao consumidor, o CPI (consumer price inflation, na sigla em inglês), registrou avanço de 5,4% nos últimos meses até setembro – acima do esperado por analistas.

Em foco: cadeia produtiva. A inflação alta continua refletindo o movimento de pressão sobre preços de commodities e problemas na oferta de insumos ao redor do mundo – com ausências que vão de semicondutores para carros no mundo, a plástico e vidro no Brasil, e ursinhos de pelúcia para o Natal nos EUA. A Apple inclusive reduziu em 10 milhões a sua meta de produção do iPhone 13 (devido também à escassez global de semicondutores).

Estímulos até quando? O Fomc, comitê de política monetária do banco central americano (FED) divulgou ontem a ata de sua reunião de setembro, aumentando expectativas de que o programa de estímulos à economia pode começar a ser reduzido em novembro, começando pela diminuição no ritmo de compra de ativos no mercado. Aqui na Rico, ainda vemos esse processo de aperto monetário feito de maneira gradual, com a redução de compras iniciando em dezembro e as primeiras altas da taxa de juros apenas em 2023, apesar da inflação pressionada atualmente (lembrando que juros mais altos desestimulam a economia e tendem a aliviar a alta dos preços).

Energia que dá… pano pra manga. Depois de cair ontem por conta de projeção da OPEP (organização de países exportadores de petróleo) sobre menor demanda global pela commodity, o petróleo sobe nesta quinta, com a expectativa de que os altos preços do gás natural, com a aproximação do inverno (no hemisfério norte), podem levar a uma mudança para o petróleo para atender às necessidades de demanda de aquecimento. O preço do barril segue firme e forte acima dos US$ 80.

Apita o árbitro. Foi dada a largada da temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre nos EUA. A instituição financeira JPMorgan divulgou seus resultados ontem, superando as expectativas do mercado e ajudando no bom humor desta manhã. Ainda antes da abertura de hoje, saberemos os números financeiros de outros gigantes do setor: Bank of America, Citigroup, Morgan Stanley e Wells Fargo.

E não foram só os bancos. Dentre as empresas que fazem parte do S&P, 26 de 500 empresas reportaram resultados do 3º trimestre. Dessas, 73% tiveram números acima do esperado, com surpresa agregada de 9% (ou seja, os números vieram quase 10% acima do previsto, no cálculo geral). Na Nasdaq, 42 de 3002 empresas reportaram, 52% delas acima do esperado, com surpresa de 4%. Um destaque otimista: a Delta Airlines reportou primeiro trimestre lucrativo desde o início da pandemia.

Impostos, taxes, impuesto. Os ministros das finanças das maiores economias do mundo endossaram um acordo global de tributação de multinacionais, abrindo o caminho para aprovação do projeto pelos chefes de estado em cúpula no final do mês. A declaração de apoio do Grupo dos 20 ministros e governadores do banco central se baseia no acordo alcançado na semana passada por 136 governos para um imposto mínimo global e o fim dos novos impostos digitais. Te contamos tudo sobre esse tema aqui.

E o dólar, heim? No Brasil, ontem o Banco Central fez uma intervenção no mercado de câmbio quando o real era destaque negativo entre as moedas emergentes. Uma venda de US$ 1 bilhão em contratos de swap (um tipo de derivativo que o próprio BC explica direitinho como funciona nessa página) fez com que nossa moeda fechasse com valorização de 0,4%. Depois do pregão, o BC anunciou que fará mais intervenções para aliviar o câmbio nesta quinta. Mas vale destacar: o motivo da intervenção é relacionado a maior demanda por dólares no mercado diante de questões tributárias nesse período do ano (o chamado overhedge de instituições financeiras). Assim, não deve ser visto como uma política para efetivamente mudar o patamar da moeda.

Anota aí. Na agenda econômica de hoje, destaque para a publicação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de setembro e dos pedidos semanais de seguro-desemprego nos Estados Unidos. No Brasil, mercados de olho na divulgação dos resultados do setor de serviços (PMS – Pesquisa Mensal de Serviços) referentes a agosto – estimamos ligeira alta de 0,2% em comparação a julho e aumento de 15,9% em relação a agosto de 2020.

Nas horas vagas: o escândalo do granulado

Na semana passada, o Twitter me contou que algumas guloseimas coloridas, como o cereal fruit loops, são bem diferentes em uma parte da Europa. Por lá, alguns corantes de cores mais… vivas são ilegais, então muitas marcas precisaram adaptar seus produtos.

Eis que poucos dias depois eu me deparo com a história do “sprinklegate” (algo como “o escândalo do granulado). Uma padaria em Leeds, no Reino Unido, foi denunciada (!) por usar granulados ilegais (!!) e obrigada a parar de vender alguns dos itens mais queridos do seu cardápio — eles usavam confeitos importados dos EUA com os tais corantes proibidos.

Parece até piada (e o próprio empresário afetado disse ter rido em um primeiro momento), mas a situação deixou confeiteiro e clientes bastante irritados no fim das contas. Aparentemente, algumas substâncias foram ligadas a efeitos de hiperatividade em crianças. De todo modo, a história é muito boa e eu recomendo acompanhar no Facebook da marca e no site da BBC (sim, rendeu reportagem na BBC).

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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