• Mercados acordam em leve alta nesta quarta, depois do S&P bater um novo recorde ontem, de olho nos balanços
  • No radar das vacinas, a má notícia é a pausa na imunização com o produto da Johnson & Johnson nos EUA; as boas são uma entrega mais veloz da Pfizer e a taxa de eficácia da Moderna seis meses depois da segunda dose
  • Preços nos EUA subiram um pouco mais que o esperado, mas as Treasuries deram uma trégua
  • No Brasil, a questão do orçamento divide protagonismo com a CPI da Covid e com a possível PEC que pode retirar despesas do teto. Essa última “dificilmente deve vingar”, segundo nossos analistas políticos.

Mercados amanhecem em leve alta, mas sem tração de olho na vacinação contra a Covid-19 e na expectativa da divulgação de resultados do primeiro trimestre. Futuros americanos sobem 0,09% e o Euro Stoxx opera em +0,12%. O movimento é parecido com o fechamento de ontem, quando o S&P registrou mais um recorde.

Má notícia… Investidores ainda absorvem com decepção a notícia de que a vacina da Johnson & Johnson foi paralisada temporariamente nos EUA e Europa depois da descoberta de problemas de coagulação em seis mulheres — um problema parecido com o que acometeu algumas pessoas que se vacinaram com o produto da AstraZeneca na Europa. Hoje mesmo o comitê de imunizações deve ter uma reunião emergencial sobre o tema.

… Contrabalanceada. Depois do fechamento do pregão, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse que a farmacêutica pode entregar 10% mais doses do que o esperado de vacina aos EUA até o final de maio. A Moderna também deu boas novas: seu produto teve eficácia de mais de 90% seis meses depois da segunda dose.

Aí vêm os bancos. Hoje mesmo os bancos JP Morgan, Goldman Sachs e Wells Fargo vão publicar os seus números do primeiro trimestre desse ano. É esperado que o crescimento dos lucros das empresas do S&P seja o maior desde 2018 depois do baque da Covid.

E os preços? O índice de inflação ao consumidor dos EUA saltou 0,6% mês a mês e 2,6% em 12 meses em março, levemente acima da expectativa de 0,5%, com grande participação da alta do petróleo. Mesmo assim, os juros das Treasuries ontem aliviaram para 1,64%. Todos de olho em uma fala do presidente do Fed, Jerome Powell, hoje às 13h.

“Fura teto”? No Brasil, em meio ao fogo cruzado da CPI da Covid e a tensão do Orçamento de 2021, ganhou repercussão ontem uma possível PEC defendida pelo Ministério da Economia para retirar despesas da pandemia do teto de gastos. Seriam excluídas da regra fiscal as despesas com saúde, o BEm, o Pronampe, além de medidas ditas como emergenciais de outros ministérios. Mas a XP Política levantou que integrantes do Palácio do Planalto e do Ministério da Economia acreditam que a PEC “dificilmente deve vingar”.

Recuperação? As vendas no varejo de fevereiro vieram mais fortes do que o esperado, mas a alta foi concentrada em veículos e matérias de construção. No geral, a demanda final segue enfraquecendo, refletindo a queda da renda disponível, o mercado de trabalho ainda fraco, a piora da pandemia e a alta da inflação.

E no radar de empresas, ontem o Banco do Brasil anunciou a renúncia de dois vice-presidentes, depois da saída do ex-presidente André Brandão, que foi vista como interferência política por parte do mercado. A notícia era esperada, mas a visão dos analistas da XP é negativa, uma vez que os vice-presidentes do banco são mais representativos em termos de operação do banco do que pares privados.

Nas horas vagas

Você conhece alguns debates em torno das criptomoedas: o preço atual é justo? É ou não reserva de valor? Tem potencial para ser o “novo ouro”? E para se tornar um meio de pagamento universal?

A nova pergunta que não quer calar sobre esse mercado é: dá para ser verde?

Inspirado no Acordo de Paris, o Crypto Climate Accord, ou acordo climático cripto, em tradução livre, é um compromisso firmado por 20 signatários até agora para garantir que todos os ativos em blockchain do mundo sejam alimentados por fontes de energia 100% renovável até 2025 e alcancem a neutralidade em carbono, incluindo emissões passadas, até 2040. 

Você acha que vai ser tarefa fácil? Só o Bitcoin consome mais que países como Suécia e Holanda em energia e cerca de 25% do gasto anual do Brasil (140 terawatts), sendo que 60% dessa energia vem de combustíveis fósseis. Leia mais no Capital Reset.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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