• Mercados amanhecem em leve bom humor, com dados de exportações na China reduzindo um pouco do medo de uma desaceleração muito forte do crescimento.
  • Por outro lado, o minério de ferro volta a sofrer, por receios de novas restrições aplicadas pela mesma China sobre a produção de aço no país.
  • Mas hoje os olhos focam mesmo é na inflação, com divulgação de dados de setembro nos EUA. O número é importante para indicar próximos passos do Banco Central americano sobre a redução de estímulos por lá
  • Por aqui, o Fundo Monetário Internacional revisou a projeção de crescimento da nossa economia no ano que vem. Mas mudança não deve surpreender analistas brasileiros.

Clima de alívio e preocupações. Bolsas e negociações em mercados futuros amanhecem em leve alta nessa quarta-feira, na esteira de dados positivos de atividade econômica vindos da China. A balança comercial por lá veio mais forte do que o esperado em setembro, reduzindo um pouco do medo de uma desaceleração muito forte do crescimento no gigante asiático. Apesar de importações mais fracas (principalmente por conta dos altos preços de commodities), as exportações cresceram além da expectativa dos analistas, especialmente puxadas por vendas de produtos aos Estados Unidos.

E as preocupações, então, vêm de onde? No caso, de receios sobre novas restrições à produção pelo governo chinês, que tem focado em reduzir a emissão de gases estufa e a poluição no país, especialmente para as Olimpíadas de inverno do ano que vem. Essa restrição pesa sobre os preços do minério de ferro, que são a principal matéria prima do aço – impactando empresas produtores da commodity ao redor do mundo, como a brasileira Vale. Já contamos pra vocês tudo sobre esse imbróglio por aqui.

Um olho na inflação… Parece que nem passou um mês, e estamos aqui novamente naquele momento: o dia da divulgação da inflação ao consumidor nos EUA – o famoso CPI (consumer price inflation, na sigla em inglês). Aquele indicador do qual os mercados passam a semana à espera, e que se tornou ainda mais importante nos últimos meses por conta da esperada redução de estímulos por parte do Banco Central americano (o FED). Seguimos na expectativa que o FED comece a comprar menos ativos no mercado (ou seja, injetar liquidez indiretamente) em dezembro. O número da inflação de hoje e a ata da última reunião do FOMC (o comitê de política monetária do FED), também divulgada hoje, serão os principais “hot topics” do dia nos mercados.

O impacto por aqui? Como temos falado, menores estímulos no mundo acabam pesando negativamente em países considerados mais arriscados, como o Brasil. Afinal, com menos dinheiro sendo injetado nos mercados globais, investidores se tornam mais avessos à riscos.

Outro (olho) nos resultados. Dando início à temporada de divulgação de resultados trimestrais de empresas listadas nas bolsas americanas, 22 de 500 empresas listadas no S&P já reportaram seus resultados – 68% delas vieram acima do esperado, mas a surpresa veio bem mais baixinha do que costumávamos ver nos últimos meses (pouco menos de 1%). Já na Nasdaq, 34 de 3002 empresas reportaram, 52% delas acima do esperado, com surpresa de 4%.

Por aqui, seguimos de impactos da inflação alta e de discussões fiscais. No Brasil, a quarta-feira começa sem muitas novidades, com destaque ainda para a piora da inflação no país (que contamos pra vocês mais com detalhes por aqui), e impactos sobre mercados – os juros futuros fecharam com alta na segunda-feira. Enquanto isso, discussões sobre o orçamento do ano que vem seguem sem uma solução que faça caber tudo o que é discutido, sem mudar as regras fiscais que temos hoje, o que adiciona ao caldo de preocupações com a alta de preços, por conta do nosso risco fiscal.

E com menor crescimento esperado pro ano que vem. O Fundo Monetário Internacional (o famoso FMI) – organização multilateral que atua como centro de pesquisa econômica e credor de empréstimos para países em dificuldades financeiras – reduziu as projeções de crescimento para o Brasil no ano que vem. Por conta principalmente dos efeitos da taxa de juros em elevação para conter a inflação, o FMI agora espera que nosso PIB agora cresça 1,5% em 2022, ante 1,9% da previsão anterior.

Vale destacar que esse número não é surpresa para nós ou boa parte dos analistas brasileiros, que já vínhamos esperando um crescimento mais fraco ano que vem. Na Rico, esperamos crescimento de 1,3% do PIB em 2022.

Nas horas vagas

…Eu assisto a filmes clássicos, e indico a todos fazerem o mesmo! Usei o feriado para dar uma descansada e assistir novamente ao maravilhoso musical “Chicago”. É incrível como passa ano, vai ano, e esses filmes só ficam cada vez mais atuais, e como uma boa música e belos figurinos dos anos 1920 nos embalam de uma maneira que nem o whatsapp checamos! Assim, indico a trama da Roxie Hart e suas colegas de cela. #ficaadica!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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