• Depois de uma semana curta (mas intensa), mercados globais amanhecem em alta
  • Na agenda, a publicação dos dados de inflação nos EUA deve ajudar a entender quando o banco central americano vai começar a reduzir os estímulos monetários e a subir a taxa básica de juros por lá
  • Inflação em alta continua preocupando mercados em todas as línguas, já que os preços também pesam no andamento da recuperação econômica global
  • Em meio a ambiente político ainda turbulento, foco no Brasil é a discussão precatórios x teto de gastos

Depois de uma semana curta (mas intensa), mercados globais amanhecem em alta com expectativa de que os dados de inflação nos Estados Unidos que serão publicados nessa semana ajudem a entender quando o banco central americano deve começar a reduzir os estímulos monetários e a subir a taxa básica de juros por lá. Futuros do S&P sobem0,54%, do Nasdaq sobem 0,46% e Euro Stoxx 50 ganha 0,63%.

Um mês em uma semana. Nem parece, mas a semana passada foi mais curta com feriados nos EUA na segunda, e no Brasil na terça. A repercussão do 7 de setembro, aliás, foi a principal causa da volatilidade no mercado brasileiro, e tivemos que ficar grudados no noticiário para acompanhar as movimentações políticas pós-feriado. Mesmo com a disparada do Ibovespa no fim da quinta, o índice fechou a semana com queda de -2,3%.

Não entre em pânico! O cenário brasileiro se tornou tão imprevisível quanto uma viagem pelo universo criado no Guia do Mochileiro das Galáxias, com a somatória entre riscos fiscais, políticos (as eleições de 2022 vêm aí), inflacionários e (ainda) sanitários, em meio à pandemia. No caldo, temos o vaivém das discussões entre os três poderes da República, como vimos nas últimas semanas. ​Com a volatilidade virando melhor amiga das pessoas que investem no Brasil, nosso time montou um guia para te ajudar a investir nesse contexto de incertezas no mercado. Clique aqui para ver nossas recomendações.

Mas também não teve folga lá fora. O avanço da variante Delta continua trazendo incertezas sobre o andamento da recuperação econômica, e o combo inflação em alta + sinais de que o Federal Reserve (BC americando) pode começar a reduzir os estímulos à economia levou as bolsas gringas a fecharem em baixa na última sexta.

Ela, a inflação. Nem só a política influenciou o mercado brasileiro. O IPCA de agosto superou as expectativas do mercado e chegou a 9,6% no acumulado em 12 meses. Como nossa chefe de economia Rachel de Sá já explicou, o principal direcionador dos mercados nos últimos tempos têm sido o futuro dos juros e dos estímulos monetários, que têm tudo a ver com os números de inflação. Veja como se proteger desse cenário no Brasil aqui.

Em inglês, inflation. O principal indicador econômico esta semana é o índice de preços ao consumidor de agosto dos EUA, que sai amanhã. Todos os olhos se voltam para esse dado que, junto à alta para 8,3% na inflação ao produtor divulgada na última semana, deve ditar o ritmo da redução monetária do Fed. Nós esperamos que o Fed anuncie um calendário de retirada gradual dos estímulos em sua próxima reunião de política monetária, na semana que vem.

Em francês, l’inflationEsta semana também serão divulgados a inflação ao consumidor na França, Itália e Reino Unido. Na semana passada, o Banco Central Europeu anunciou que vai reduzir gradualmente o ritmo de seu programa de compra de ativos. As expectativas de inflação a termo de cinco anos na Zona do Euro atingiram 1,8% nesta manhã, o nível mais alto desde 2017.

A inflação e as expectativas de inflação também estão em alta nos mercados emergentes. Muitos bancos centrais já estão aumentando as taxas de juros, como Rússia, Chile, Peru e República Tcheca.

Em meio ao ambiente político ainda turbulento, o foco no Brasil se volta para a discussão de precatórios no Congresso. Segundo a Bloomberg, a equipe econômica quer resolver o impasse no orçamento de 2022 negociando um limite anual para o valor desses pagamentos, que são determinados pelo Judiciário com base nos processos de cobrança do governo já finalizados, e que aumentaram 80% em relação ao ano passado. A proposta, que estava em negociação com o STF, seria incluída em projeto de lei que já tramita na Câmara dos Deputados.

Nas horas vagas

Como boa filha de psicanalistas, eu sonho bastante e, desde 2020, venho tendo mais pesadelos que o normal.

Segundo uma vídeo-reportagem da BBC, o fenômeno é global: estamos tendo mais sonhos ruins, e isso não necessariamente é um mau sinal e nos ajuda a processar experiências emocionais. Assista tudo aqui.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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