• Sexta-feira sem grandes indicadores no radar do mercado internacional, que se recupera da “semana da inflação alta”.
  • Mas cenário geopolítico chama atenção, com preocupações sobre o fornecimento de gás natural por conta de conflitos entre Rússia e Ucrânia, ameaçando a crise energética sentida no mundo.
  • Na China, o “dia dos solteiros” animou os mercados, e investidores aguardam atualizações de programação da Bitcoin.
  • No Brasil, a ausência de notícias negativas no cenário político e o avanço da PEC dos Precatórios dão espaço para reações positivas sobre resultados de empresas na Bolsa, e amenizam o estresse das últimas semanas.

Geopolítica, lembra de mim? O “sextou” nos mercados internacionais começa com clima relativamente leve, com poucos indicadores a serem publicados no dia, após semana de volatilidade levada por dados. Mas o cenário geopolítico começa a chamar atenção, com alerta dos EUA aos aliados europeus de que a Rússia estaria preparando uma nova invasão na Ucrânia.

A Rússia nega as alegações, mas analistas ficam de olhos atentos ao imbróglio, já que o país é parte do “caminho” para o transporte de gás natural à região europeia, e a situação na vizinha Belarus já tem ameaçado piorar ainda mais o cenário de crise energética no mundo. Isso porque o presidente do país ameaçou cortar o abastecimento à parte ocidental do continente em meio a conflito com imigrantes que cruzam o país para entrar na União Europeia via Polônia.

Falando em crise energética. A produção industrial da Zona do Euro ficou praticamente estável entre agosto e setembro, resultado melhor do que as estimativas de mercado, mas ainda fraco. O setor manufatureiro tem sido bastante impactado pelos gargalos nas cadeias de suprimentos globais e forte elevação dos custos energéticos. Esperamos diminuição gradual das restrições de oferta ao longo dos próximos trimestres.

Os solteiros vão às compras. Na China, os mercados encerram a semana em alta, impulsionados pelo dia de descontos Single’s Day  – dia de descontos no varejo voltado à vendas para “solteiros”, uma espécie a Black Friday chinesa – que registrou novos recordes de vendas. Já o Bitcoin segue andando de lado, após queda de sua máxima histórica, registrada na última quarta-feira. Os investidores aguardam o lançamento do Taproot, programado para este domingo (14), visto como uma das mais importantes atualizações da criptomoeda, que promete aprimorar sua segurança e eficiência.

No Brasil, no news is good news. Em um dia de poucos ruídos políticos como há semanas não se via, o Ibovespa encontrou espaço para repercutir a enxurrada de resultados corporativos que saíram antes da abertura da Bolsa e continuam após o fechamento.

Na mesma onda, o dólar comercial voltou a cair, fechando a quinta-feira em R$ 5,40. A evolução da PEC dos Precatórios (que te contamos tudo por aqui), tem sido vista de maneira positiva por analistas de mercado, uma vez que – apesar de alterar as regras do teto de gastos – ela é vista como uma saída para que a situação fiscal não se deteriore ainda mais.

Mas a batalha da PEC ainda não acabou. Após aprovação na Câmara dos Deputados, o governo vê margem estreita para aprovar a PEC dos Precatórios no Senado. Segundo estimativas do jornal Valor, há 32 senadores propensos a votar contra o texto do governo. Com isso, sobrariam 48 para validar a proposta, um a menos que o necessário.

Na agenda, de olho nos serviços. Na agenda econômica de hoje, destaque para a publicação do resultado do setor de serviços em setembro, especialmente depois do resultado pior do que o esperado do setor de varejo divulgado ontem. O setor contraiu 2% no 3º trimestre do ano, como resultado da inflação elevada, declínio da confiança do consumidor e maior proporção das despesas das famílias sendo deslocada do mercado de bens para serviços.

Além disso, vale destacar o impacto da escassez de insumos (pois é, as mesmas restrições de oferta que tem afetado a economia no mundo todo) sobre as vendas de veículos e eletroeletrônicos. Com a melhora gradual do mercado de trabalho nos próximos meses, esperamos que o varejo se recupere um pouco, mas a inflação e a alta de juros (que apertam o crédito) devem seguir freando o setor.  

Nas horas vagas (…). Eu tentei fazer bolas de chiclete, sem sucesso. No clima da nossa incrível campanha Saia da Bolha nos seus investimentos, levamos isso para outro nível, nosso time decidiu tirar fotinhos divertidas com “bolhas” de chiclete nas horas vagas entre relatórios e vídeos. Acontece que descobri que tenho sérias dificuldades em realizar essa façanha (não sei como nunca me frustrei quando criança!).

Pesquisando, descobri que alguns chicletes fazem bola e outros não. Você sabia? Segundo essa reportagem da Super Interessante, o ingrediente plástico misturado às gomas que fazem bola é mais elástico do que o que compõe as gomas mais simples. É tudo uma questão de química: Os plásticos usados nos chicles de bola são formados por cadeias moleculares mais longas, o que lhes confere mais elasticidade.

Mas então o chiclete que vocês tentavam não fazia bola? No caso, não era o caso. Parece que meu problema fica mesmo nesse outro fator descrito na reportagem…Com a elasticidade garantida, basta ter habilidade para posicionar o chiclete na frente da língua, soprar, fazer aquele bolão irado e voltar a mascar de novo. Paciência!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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