• Mercados em leve alta nessa manhã, na expectativa de estímulos monetários por mais tempo nos EUA. Na China, o setor de games segue sofrendo em meio a discussões regulatórias no país.
  • Por aqui, acordamos com Selic a 5,25% e um tom mais falcônico do Banco Central, como esperado.
  • Política volta aos holofotes, com decisão do STF de incluir Bolsonaro em investigação contra fake news.
  • Ainda em Brasília, a Reforma Tributária avança no Congresso, podemos ter também votação para privatização dos Correios, e a PEC sobre os precatórios segue em discussão e fonte de impactos aos mercados.

Devagar com o andor, diria o FED se gostasse de ditados brasileiros – Bolsas internacionais amanhecem levemente positivas nessa manhã de quinta-feira, após dados menores do que o esperado sobre o mercado de trabalho ontem reforçarem a postura mais “dovish” do Banco Central dos EUA (o FED) em direção a manutenção dos estímulos monetários, apesar da solidez da recuperação econômica. Na mesma linha e com aumento de preocupações sobre a variante Delta no país, o vice-presidente da autoridade monetária disse ontem que o banco central mira elevar as taxas de juros apenas em 2023.

Ainda na gringa, Europa avança e China cai – Na Zona do Euro, as vendas no varejo de junho vieram bastante fortes, enquanto na China, ações de tecnologia ligadas a jogos voltam a cair, após governo ameaçar remover benefícios fiscais para “setores em estágio inicial de desenvolvimento”.

Por aqui, você já esperava a elevação da Selic, certo? Em reunião que terminou ontem após o fechamento do mercado, o Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou alta de 1pp na taxa básica de juros, elevando a Selic para 5,25% ao ano. Nós por aqui já esperávamos essa decisão, como sei que você também leu no nosso Esquenta de ontem, assim como a grande maioria do mercado. Contamos tudo o que você precisa saber sobre a decisão aqui. Hoje, espere impactos no mercado de renda fixa e câmbio, com leve desvalorização de títulos de curto prazo e valorização no longo, e um folegozinho a mais para o real.

 Já que ninguém morre de tédio no Brasil, a política volta aos holofotes – Depois da Live da semana passada em que o presidente Bolsonaro atacou possibilidade de fraudes no sistema de votação por meio das urnas eletrônicas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu incluí-lo no inquérito que apura a disseminação de notícias falsas e seu financiamento. O episódio amplia o clima de tensão entre Bolsonaro e o Judiciário, e é desafio para o ministro Ciro Nogueira, que ontem tomou posse na Casa Civil prometendo funcionar como um “amortecedor” entre os três Poderes em Brasília. Espero que seja melhor do que aquelas molinhas do uma vez cool “Nike Shox”.

Reforma do imposto de renda e Correios privados? Ainda em política, deputados aprovaram ontem o regime de urgência para o projeto de reforma no imposto de renda, o que permite que a proposta seja analisada um pouco mais rápido do que o normal. O presidente da Câmara, Arthur Lira, espera votar o projeto já na semana que vem. Além disso, Lira também pretende colocar em pauta o texto que trata da privatização dos Correios.

E ainda temos os precatórios – Como você também já sabe tudo sobre o tema, pois leu nosso texto por aqui, a discussão um possível parcelamento do pagamento de dívidas judiciais (precatórios) pelo governo segue em andamento. A última novidade é incluir na proposta de mudança constitucional (PEC) um fundo com receitas de privatização, venda de imóveis e dividendos líquidos, que repasse 20% dos recursos para famílias pobres e outros 20% para pagamento de dívidas parceladas, fora do teto de gastos. A discussão ainda deve seguir polêmica, trazendo impactos aos mercados.

Nas horas vagas, eu leio sobre ditados – “Devagar com o andor, que o santo é de barro”. Esse é a origem do meu jogo de palavras ali no início do resumo. Fiquei curiosa sobre as origens da frase (que, claro, ouço sempre da rainha dos ditados, minha mãe), e descobri que andor é uma estrutura que serve de apoio para carregar santos em cortejos. Então, está aí: ande devagar com o andor, porque se você derrubar, o santo de barro vai se espatifar no chão!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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