* Por Maria Fernanda Violatti, analista de fundos imobiliários da XP

  • Julho foi um mês intenso para os fundos imobiliários, com destaque para o vaivém da reforma do IR
  • O saldo que ficou dessa história é positivo para os FIIs: sem tributação prevista para os proventos, criam-se oportunidades, principalmente para dois segmentos
  • Confira o “resumão” dos FIIs em julho e o que esperar para agosto

Que julho foi esse? No último mês, nós tivemos uma série de acontecimentos que acabaram impactando diretamente os fundos imobiliários. Esse Insight é a estreia de um “resumão” sobre esse mercado que eu farei para o time da Rico todo mês.

A apresentação da proposta da reforma tributária que visava tributar os dividendos em 15% e alterar a alíquota do ganho de capital de 20% para 15%, num primeiro momento, fez com que os fundos de um modo geral tivessem uma queda de performance — o pessimismo tomou conta por alguns pregões.

No entanto, o relator da proposta indicou que os dividendos dos fundos imobiliários permanecem isentos. Com isso, não esperamos grandes alterações e impactos no segmento dos fundos imobiliários. Na verdade, se os dividendos de ações passarem a ser tributados, conforme a proposta, abrem-se ainda mais oportunidades para a categoria entre investidores(as) em busca de dividendos.

Onde estão as oportunidades?

Diante desse cenário, vimos oportunidades em fundos que possuem uma combinação de portfólios de alta qualidade e preços atrativos. Nossos segmentos favoritos para surfar essa onda são lajes corporativas (os famosos edifícios de escritórios) e ativos logísticos (os galpões, que servem, por exemplo, empresas de comércio eletrônico).

Nem toda oportunidade está na mesa neste momento. É fato que a sinalização do ministro em manter a isenção tributária dos dividendos dos fundos imobiliários ajudou na performance dos FIIs, que acumulam no mês de julho uma alta de 2,3%*, contra queda de 0,9% do Ibovespa no mesmo período.

Por outro lado, com o avanço da vacinação contra a covid-19, o mercado vem aos poucos reagindo. De acordo com a SiiLA, empresa que monitora o mercado, o segmento de lajes corporativas registrou pela primeira vez, desde o início da pandemia, absorção líquida positiva (em outras palavras, mais inquilinos chegando nos escritórios do que saindo deles). Isso aumenta o otimismo para uma possível retomada das ocupações dos escritórios, após um 2020 e início de 2021 extremamente desafiadores com o fantasma da crise e do “home office eterno”.

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*Performance até o dia 29/07/21

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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