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O DataRicoMatinal estima que 80% dos 13 leitores deixam para comprar presentes de Natal em cima da hora, mesmo em ano de pandemia, e correm risco de aglomerar nos shopping centers.

Para ajudar os mais indecisos, e também para rechear as prateleiras dos investidores mais bem-informados do Brasil (sim, são vocês, também segundo o DataRM), pedimos dicas de leituras para alguns personagens importantes do nosso dia-a-dia e separamos essa lista de leituras imperdíveis.

Como nosso time e “agregados” são muito diversos, os livros são bastante heterogêneos entre si, o que enriquece (com o perdão do trocadilho) ainda mais essa seleção. Vamos aos nomes.

Laio Santos, head da Rico, o poderoso chefão no bom sentido, que se empolgou e mandou logo uma biblioteca inteira

A regra é nao ter regras: A Netflix e a Cultura da Reinvenção (Erin Meyer e Reed Hastings

“Livro do ano. A gente já sabe que o culture deck da Netflix é f*dido. Mas ler o livro e entender de onde saíram aqueles Arial 48 faz você realmente perceber que existe espaço para tudo, quando você percebe que a empresa são as pessoas.

Além das projeções de hockey stick – Você tem uma empresa. Ela cresceu? É dominante no mercado? Leia esse livro e descubra o que você está vendo nos powerpoints do seu time.”

Originais: Como os Inconformistas Mudam o Mundo (Adam Grant)

“Fala sobre o poder do inconformismo e as lendas sobre pioneiros, que, na verdade, são pessoas comuns, incomodadas e que fizeram acontecer.”

High Growth Handbook: Scaling Startups from 10 to 10,000 People (Elad Gil)

“Desafios do crescimento e melhores práticas com os monstrinhos das startups (tipo Marc Andreessen).”

A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike (Philip H. Knight)

“Acho que em termos de construção de marca é uma reflexão fantástica.”

Digital Branding: Estratégias, Táticas E Ferramentas (Afonso Celso da Cunha Serra)

“Achei mega interessante pra aprender sobre alavancas de negócio do digital.

Inteligência artificial – Kaifu Lee. Duas coisas são interessantes: uma discussão fácil de ler sobre o tema e umas previsões para o futuro mind blowing.”

“Mas eu sempre vou recomendar os tops: O Lado Difícil das Situações Difíceis (Bem Horowitz); A Loja de Tudo (Brad Stone); Mindset (Carol Dweck); Incrivelmente Simples: A Obsessão Que Levou a Apple ao Sucesso (Ken Segall); A História da Airbnb (Leigh Gallagher); Reinvente sua empresa: Mude sua maneira de trabalhar (David Heinemeier Hansson e Jason Fried); Bullshit Jobs (David Graeber); O Erro de Descartes (António Damásio)…”

Thiago Salomão, criador do Stock Pickers (e do Rico Matinal), mas primeiro palmeirense

Fora de série – Outliers (Malcolm Gladwell)

“É o livro que fez um verdadeiro mind blowing na minha cabeça sobre como as circunstâncias da sua existência e o contexto em que você está inserido são fundamentais para o seu desenvolvimento e o seu sucesso (em outras palavras: ele desfaz aquela ideia de “eu sou o responsável pelo meu próprio sucesso” ou “tudo que eu conquistei foi graças ao meu suor”).”

Rachel de Sá, analista de macroeconomia e convidada mais frequente dos conteúdos Rico

Paris é uma festa (Ernest Hemingway)

“Um livro para apaixonados pelos anos 1920, movimentos artísticos e uma vida boêmia em Paris. Um clássico de Hemingway, que na minha opinião tem um talento único em fazer uma leitura: direta ao ponto, inteligente, e sempre um pouco irônica. Cansou da economia e dos mercados durante o dia? Melhor pulinho no século passado para espairecer!

Única parte ruim desse livro é fazer ficarmos extremamente chateados por não vivermos há um século atrás – de café em café, bebendo vinhos deliciosos a 1 Euro a garrafa e conversando com amigos que anos depois serão reconhecidos como os maiores músicos, pintores e artistas da história.”

Trilogia do Ken Follet: Queda dos Gigantes, a Eternidade por um Fio, e o Inverno do Mundo

“Já começo pela parte mais triste desse livro: morrer de saudades da companhia dos personagens do livro. Uma trilogia incrível (e um pouco longa, admito), que conta a história das três grandes guerras mundiais: 1GM, 2GM e Guerra Fria. A parte mais legal? O fio da meada são famílias ao redor do mundo, cujas histórias se entrelaçam por gerações ao longo dos 100 anos descritos precisa e maravilhosamente pelo autor.

Começando em uma casa digna de “Downton Abbey”, passando pela revolução Russa, pela crise dos mísseis em Cuba e a morte dos Kennedy nos EUA, o livro é um prato cheio para quem é fã de história, diplomacia e economia – como eu!”

Sol Azcune, analista de política internacional a quem recorremos incontáveis vezes para entender as eleições americanas (será que entendemos?)

The Burnout Society ( Byung-Chul Han)

“Tem uma perspectiva distinta sobre tendências atuais, que o autor explica dentro do marco de positividade ”exacerbada”. É também uma reflexão interessante sobre os efeitos da tecnologia.”

1984 (George Orwell)

“Um clássico que muitos já conhecem, mas, para aqueles que ainda não tiveram o prazer de ler, super recomendo! Escrito em 1948, sobre um futuro já passado, não deixa de ser relevante, especialmente na era das redes sociais.”

Matheus Soares, ex-Rico (mas cada vez mais rico, assim como as small caps que ele acompanha)

One Upon on Wall Street ou O Jeito Peter Lynch de Investir (Peter Lynch)

“Lynch é investidor profissional de Small Caps e responsável por um dos maiores retornos acumulados da indústria americana de fundos de ações. Durante 13 anos ele foi gestor do Fidelity Magellan Fund, período no qual o fundo obteve um retorno médio anual de 29,2% em DÓLARES e saiu de US$ 18 milhões para US$ 14 BILHÕES em ativos sob gestão.

No livro, Peter Lynch simplifica o universo das ações e quebra muitos mitos criados pelo mercado financeiro, como por exemplo o de que só os profissionais do mercado ganham dinheiro com investimentos. Ele descreve minuciosamente como as pessoas físicas tem até mais chances que os “profissionais” de ganhar dinheiro no mercado e detalha, com exemplos, as oportunidades que aparecem para quem se dedica a investir por conta própria.”

Evandro Lima, analista técnico das Seleções Rico

Comprar ou Vender? (Eduardo Matsura)

“É um bom começo para quem quer ingressar na renda variável e entender os movimentos do mercado.”

Betina Roxo, estrategista-chefe do planeta Terra (no nosso ponto de vista)

O mais importante para o investidor: Lições de um gênio do mercado financeiro (Howard Marks),

“O gestor que brilha os olhos de qualquer investidor — até os de Buffett – é a minha recomendação. O fundador da Oaktree Capital Management (gestora global especializada em crédito, com mais de USD 100 bilhões sob gestão) e um dos maiores investidores do mundo é uma grande referência, assim como o seu livro, que nasceu a partir de seus tão famosos memorandos.

Eu já recomendava esse livro, mas depois de ter tido a oportunidade de falar com o próprio Howard Marks (!!!!!), virou minha recomendação permanente e digo mais: leitura obrigatória para investidores, já que é muito mais que o conjunto de habilidades necessárias para investir. É sobre a mentalidade para ser um bom investidor.

Exemplo disso é o que ele chama de pensamento de segunda ordem. Os investidores sempre buscaram investir em bons negócios, mas a atitude chave é buscar investir em bons negócios que ainda não foram percebidos como bons pelos grandes investidores.

No fim da minha conversa com Howard, disse a ele que “A coisa mais importante” é o livro mais recomendado pelos convidados do Stock Pickers e perguntei quais eram os livros recomendados por ele. Além do seu próprio livro, Howard recomendou outros dois: “Iludidos pelo acaso”, de Nassim Nicholas Taleb, e “A short history of financial euphoria”, de John Kenneth Galbraith, um herói pessoal do investidor.”

“O segredo para o sucesso do investimento a longo prazo não é um objetivo ocasional, é uma defesa de longo prazo, consciente dos riscos que você está assumindo e apenas fazendo isso com sabedoria.” – Howard Marks

Julia Aquino, rainha da análise quantitativa e das figurinhas de zap

Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons)

“Provavelmente meu livro preferido, ainda que seja um quadrinho, Watchmen é uma história de heróis cheios de falhas, e que não tem superpoderes. O famoso ‘who watches the watchmen?’ questiona o conceito de que ‘com grandes poderes vem grandes responsabilidades’ quando os vigilantes agem às margens da lei em um mundo à beira do apocalipse.

Existem muitas subtramas bem desenvolvidas que se conectam à questão central, e a arte é espetacular — algumas cenas dariam quadros lindos, principalmente as mais contemplativas. Mergulhamos profundamente em cada personagem e em suas motivações, não existem vilões óbvios. Apesar de ser dos anos 80, Watchmen é atual nos questionamentos sociais que faz e encarna uma visão cruel e pessimista do mundo. Todo mundo diz isso, mas quero reforçar que esse é um marco na história dos quadrinhos. Também recomendo a série da HBO de mesmo nome, de 2019, que continua a trama e expande o universo dos quadrinhos muito bem. Meu personagem preferido é Ozymandias, O Homem Mais Inteligente do Mundo. Depois de ler escreva para gente e me conte o seu ;)”

Lucas Collapso, único membro do clube das 3 da manhã (não, não é 5 am)

Gestão de Fundos de Investimento (Bolivar Godinho de Oliveira Filho)

“Não, este não é um livro que retrata uma histórica heroica cine plástica de algum grande nome do mercado, ou mesmo grandes marcos de empreendedorismo. Este livro vai abordar de forma didática sobre fundos de investimento, desde a história desta indústria no Brasil até a gestão e seleção de fundos de investimento.

O livro tem uma abordagem direta e clara, e ao final de cada capitulo você encontrará exercícios que irão te auxiliar a fixar estes conceitos. Atualmente, quase 90% da nossa carteira recomendada de diversificação é feita utilizando fundos de investimento, são produtos fundamentais para qualquer pessoa que tenha escassez de tempo, desinteresse no assunto ou mesmo que não domine a ciência do investimento.

Já fiz essa recomendação para diversos amigos e todos me disseram após a leitura: “ah, então era isso…”. Dito isso, faço a recomendação para nossos caros 13 leitores.”

Paula Zogbuy/Zogbond/Zogbull, “desculpa, o gato pisou no teclado”

Ilusões Perdidas (Honoré de Balzac)

“Visão afiadíssima da sociedade francesa do século XIX a partir da trajetória de um (anti) herói altamente convencido de seus dons que quer ser reconhecido no meio das letras e do jornalismo. As ilusões que se perdem são as do próprio protagonista e das pessoas ao seu redor que também apostaram muito além do que deveriam em suas capacidades.

Uma lição sobre o nascimento da imprensa, a área em que o protagonista vai tentar a vida e é friamente retratada, mas também sobre humildade e (perda da) inocência, para fazer qualquer um que leia com atenção descer do pedestal. Basicamente, um tapa na cara muito do bem dado.”

Antifrágil: Coisas que se beneficiam com o caos (Nassim Nicholas Taleb)

“Obrigatório. Taleb, autor também de A Lógica Do Cisne Negro, apresenta o conceito de antifragilidade, que não é robustez e nem resiliência: é o exato oposto de fragilidade. O livro fala muito de economia e mercado, mas passa até por biologia para explicar o fenômeno de se fortalecer não apesar de, mas justamente por consequência das adversidades e choques.”

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493

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