• Amanhã é Dia dos Namorados. Dia de comemorar com fondue, vinho e… o boleto do aluguel?
  • Cada CPF precisa ter uma conta de investimentos própria, mas isso não significa que o planejamento da sua carteira tem que ser totalmente estranho para seu (sua) parceiro(a) de vida
  • Conheça a nossa visão sobre finanças em casal — e construa a sua própria em conjunto com o “plus one”

Tive um chefe que disse uma vez, sobre ter conta conjunta no casamento, o seguinte: “se vocês querem estar juntos até o fim da vida, faz sentido um ficar velhinho no Einstein [hospital de ponta em São Paulo] e o outro no SUS?”

A isso, alguém rebateu: “ainda não sei se vamos estar juntos até o fim da vida”.

Nessa véspera de Dia dos Namorados, caros(as) 13 leitores(as), a primeira coisa que eu quero dizer é: os dois estavam certos.

Quando dividimos nossa vida com alguém, normalmente se torna necessário pensar nas finanças do lar em conjunto. Afinal de contas, muitos objetivos e sonhos se tornam comuns: morar na mesma casa, fazer as mesmas viagens, celebrar as mesmas ocasiões e, eventualmente, criar os mesmos filhos e dividir a mesma aposentadoria, por exemplo. E como você já sabe, aqui na Rico a gente vê os investimentos como a melhor forma de chegar mais rápido aos seus objetivos — seja individualmente ou em mais pessoas.

A receita depende do bolo

Mas a forma como cada casal vai fazer isso é extremamente particular. Para alguns, vai fazer sentido juntar todas as receitas em uma única conta conjunta; outros podem optar por separar totalmente as finanças, cada um na sua 100%. Por fim, existe ainda a possibilidade de cada membro do casal ter a sua conta e ambos contribuírem para uma terceira conta, essa sim com dupla titularidade.

Outra decisão que vai caber aos pombinhos é o quanto cada um vai contribuir para as despesas da casa, caso as finanças não sejam totalmente combinadas. Há alguns anos eu venho observando cada vez mais adeptos da configuração em que a pessoa que ganha mais, coloca mais dinheiro no lar (e nos investimentos destinados a objetivos em conjunto).

Um exemplo, para facilitar. A gente sabe que (infelizmente) mulheres ainda recebem, na média, salários equivalentes a 77,7% dos salários dos homens. Num casal heterossexual que estivesse exatamente dentro dessa média, poderia fazer sentido que o homem contribuísse com 22,3% a mais que a mulher para as despesas e investimentos em comum aos dois (ou seja, gastar e investir no lar R$ 122,30 para cada R$ 100 da parceira).

Mas tem quem ache esse arranjo burocrático demais ou se sinta desconfortável, e isso é totalmente compreensível! A decisão é muito particular a cada dupla (e é justamente por isso que eu nem vou falar como fazemos aqui em casa).

E investir?

E claro, aí entram também os investimentos. Diferentemente das contas bancárias, hoje em dia as contas de investimento só podem ser criadas com um CPF, por questões operacionais. Isso traz um novo dilema para aqueles casais que optam por juntar investimentos destinados aos mesmos objetivos: deixamos as aplicações no nome de um só? Criamos duas contas?

Acho que você já sabe o que eu vou dizer aqui, né? Direi mesmo assim: depende. É possível manter os investimentos em apenas um CPF, mas, como o ideal é ter uma carteira diversificada, nada impede que parte dos ativos seja alocada na conta de um parceiro, e o restante na do outro. Isso pode “combinar” com os interesses e os conhecimentos de cada um (por exemplo, eu assumo carteira de FIIs e você a de ações; eu crio o fundo para previdência, você escolhe um multimercado focado no médio prazo, e assim sucessivamente) ou os dois podem investir em duas carteiras igualmente diversificadas.

Isso pode até dificultar o controle do dinheiro, já que, com finalidades em comum, dividir as aplicações implica fazer o rebalanceamento de carteira considerando duas contas diferentes. Mas também pode significar maior tranquilidade para, digamos, eventos inesperados.

O que estou tentando dizer aqui, em resumo, é: o mais importante é ter muito diálogo. Fale com seu parceiro ou parceira sobre dinheiro sempre que achar importante, nunca esconda problemas financeiros e conheça (e respeite) o perfil e a vontade da outra pessoa. Não dá para o lado “trader” do casal obrigar o lado conservador a arriscar o dinheiro da aposentadoria dos dois — e também é ruim que o casal deixe dinheiro na mesa por medo excessivo de arriscar vindo de um lado.

Quando temos duas pessoas diferentes, com sonhos e situações financeiras diferentes, rumo à mesma linha de chegada (uma lua de mel, uma casa, a escola das crianças), é essencial entender como cada um pode contribuir e qual risco ambos estão dispostos a tomar, além de sincronizar o timing dos aportes. A parte boa é que bater as asas em sincronia nos permite voar mais alto: sonhar junto pode ajudar vocês a poupar ainda mais e melhor.

Então aproveite o dia de amanhã para fazer alguma coisa que você e sua cara-metade amem (pode deixar a conversa sobre dinheiro pra outro momento) e começar a planejar todos esses sonhos que a organização financeira vai ajudar vocês a realizar. Feliz Dia dos Namorados!

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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