• Para quem investe na Bolsa, momentos de volatilidade pedem uma exposição seletiva e bem estruturada
  • Commodities e empresas do setor agrícola têm uma boa perspectiva para os próximos anos e podem ser uma posição estratégica na sua carteira.
  • Confira os 3 motivos para investir no setor agro hoje e acesse gratuitamente nossa lista com recomendações de empresas descontadas nesse setor.

Já não é novidade que o cenário macroeconômico brasileiro vem trazendo volatilidade para a nossa bolsa. Mesmo neste contexto, bons negócios e empresas de qualidade, com teses de investimento sólidas, trazem oportunidades interessantes na bolsa brasileira. Entre os destaques nessa frente estão as empresas do setor agro.

Antes de dizer os motivos, um breve contexto. Para trazer uma visão de grandeza, o Brasil é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo: mais de 26% do PIB do país no ano de 2020 foi fruto de atividades do agronegócio — aqui, falamos de itens como grãos, proteínas, café, açúcar e algodão, por exemplo.

Sim, no Brasil, agro é realmente “pop”. Isso nos deixa numa posição favorável para surfar o bom momento do setor.

Por que é um bom momento para o setor?

Destacamos hoje 3 motivos principais para você considerar incluir commodities agrícolas na carteira.

1. Proteção contra a inflação e as oscilações do câmbio.

Essas empresas oferecem proteção contra altas do dólar, já que boa parte da receita, em muitos casos, está ligada a exportações. O agronegócio contribui com mais de 44% das exportações brasileiras, para se ter uma ideia.

Elas também são um escudo contra a inflação. Como commodities são produtos básicos, servem como insumos para diversos outros setores, o que mantém a demanda elevada mesmo em períodos turbulentos. Com isso, caso a oferta diminua por problemas na safra ou restrições à exportação (o que está acontecendo agora, como mencionamos no nosso De Olho No Mercado), os preços sobem e os produtores são beneficiados.

Em outras palavras, por estar posicionada no início da cadeia de produção, as empresas de commodities (neste caso, commodities agrícolas) se beneficiam de cenários inflacionários. Logo, mais lucro é gerado pelo negócio e isso reflete na cotação da ação.

2. Crise energética e biocombustíveis.

O subsetor agro de Açúcar & Álcool deve ser destaque nesse trimestre, dado que os preços do açúcar seguem elevados, assim como o petróleo, o que influencia no preço do álcool e gasolina, respectivamente.

Com a alta do preço do petróleo, que também impactou o preço da gasolina no Brasil, as indústrias de Açúcar e Álcool decidiram mudar o mix e aumentar a produção de etanol. Porém, dada a perda de produtividade da cana-de-açúcar o cenário atual é de falta de etanol hidratado, o que o levou a um preço de referência do etanol em torno de 75% do preço médio nacional da gasolina (que também segue em alta).

3. Condições climáticas.

A seca dos últimos tempos prejudicou as últimas safras, o que levou o estoque a cair enquanto a demanda permaneceu, pressionando preços.

Para a safra de 2022, a perspectiva é melhor, já que se espera que o clima melhore, mas aí vem um pulo do gato: no setor de grãos, boa parte da produção da próxima safra já foi vendida a preços elevados, o que sustenta uma visão positiva não só para as vendas de commodities, mas também para a compra de insumos, como sementes.

Em outra frente, a demanda contínua por etanol devido à crise energética e ao fato de possibilitar uma geração de energia mais limpa deve mudar o mix de oferta daqui pra frente. Assim, o açúcar deve continuar com preços altos.

Dito isso, consideramos o setor agro com uma boa perspectiva para o próximo ano, como uma posição estratégica em relação à inflação. Para te ajudar a encontrar boas empresas nesse setor, lançamos uma lista de ações que estão descontadas em relação ao seu histórico de preços para investir agora!

Para acessar essas recomendações, clique aqui.

Se quiser mais detalhes sobre as perspectivas para o setor, confira também este conteúdo da XP Investimentos.

Elaborado por:

Betina Roxo, CNPI 1493
Paula Zogbi, CNPI 2545

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