outubro 18, 2021

IPCA acumulado: o que é e qual a inflação hoje [2021]  

IPCA acumulado é um dos índices mais importantes do Brasil, porque mede a inflação oficial do país. 

Calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasilia de Geografia e Pesquisa), o IPCA é a sigla para Índice de Preços ao Consumidor Amplo. 

Mas como o IPCA acumulado afeta a sua vida na prática?  

De maneira bastante direta, na verdade. 

O IPCA mostra a variação de preço dos produtos ao longo de um período, que pode ser de um mês, de um ano ou de uma década, dependendo do interesse do observador. 

Assim, ele mede e acompanha o custo de vida dos brasileiros (os consumidores), por meio de uma cesta de bens e serviços consumidos por brasileiros.   

Além de revelar a evolução do seu poder de compra, o IPCA acumulado também serve como referência importante para a política monetária do Banco Central, responsável por definir a meta da taxa Selic

E para o investidor, o índice revela se uma aplicação teve rentabilidade superior à inflação ou não.  

Neste artigo, você vai entender como o IPCA acumulado é calculado, qual é a taxa atual, por que é importante acompanhar esse indicador mensalmente e como levá-lo em consideração nas suas decisões de investimentos.  

O que significa IPCA Acumulado?

Mulher sentada no sofá aprendendo sobre IPCA acumulado com a Rico.

O IPCA é o principal índice de inflação no Brasil, calculado todos os meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Ele mostra a evolução da inflação ao longo de um determinado período, acompanhando a variação do custo de vida do brasileiro de um mês para o outro. 

Funciona assim: o IBGE calcula o custo de uma cesta de bens e serviços todos os meses, de acordo com o consumo estimado das famílias.  

Cada produto tem um peso diferente dentro dessa composição. 

Assim, o percentual de variação do IPCA, de um mês para o outro, indica quanto os preços se alteraram no período.  

Se o IPCA de um mês foi aferido em 0,2%, por exemplo, isso significa que o custo das famílias aumentou nessa proporção.  

Se, no mês seguinte, o IPCA ficar em 0,1%, a leitura é de que o preço dos produtos cresceu menos – mas continuou subindo.  

Se a variação for negativa, interpreta-se como deflação, quando os produtos ficam mais baratos de um mês para o outro.  

Dentro desse contexto, o IPCA acumulado soma, levando em consideração os juros compostos, a variação do IPCA em determinado período.  

O IPCA acumulado permite enxergar a variação total da inflação em uma determinada janela temporal.  

A mais utilizada é a janela de um ano, no caso, o IPCA acumulado em doze meses.  

serve como referência não apenas para alguns investimentos, mas também para os cálculos de reajuste de salários, por exemplo.  

Assim, se o seu salário for corrigido por um valor inferior ao IPCA acumulado no período, você sabe que o seu poder de compra está sendo reduzido.  

Ou seja, aquilo que você podia comprar por determinado valor no período anterior, hoje você pode não mais conseguir com o mesmo valor.   

Da mesma forma, o IPCA acumulado é utilizado nos investimentos.  

Se a sua aplicação rendeu menos, em determinado período, do que o IPCA acumulado, significa que você está perdendo para a inflação. 

Conceito de IPCA 

O conceito de IPCA é simples: trata-se do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.  

De acordo com o próprio IBGE, o IPCA é o mais importante índice de inflação do país, porque é considerado o índice oficial por todos os entes.  

Assim, o governo federal e o Banco Central usam o IPCA como referência tanto para as metas de inflação quanto para as alterações na taxa de juros

Na prática, o IPCA mede, todos os meses, o custo de vida de famílias brasileiras, em um cálculo que abrange famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos (o INPC, por exemplo, é outro índice de inflação, que mede a inflação sentida por consumidores que recebem até 5 salários mínimos).

Quando sai o índice do IPCA?

A coleta de dados se inicia no último dia útil do mês anterior e segue até o penúltimo dia útil do mês que está sendo analisado. 

Para apurar os dados de janeiro de 2021, por exemplo, o IBGE coletou os dados entre 28/12 e 28/01. 

Já o resultado do IPCA é divulgado, em geral, até a segunda semana do mês seguinte.  

Confira, abaixo, o calendário de divulgação do IPCA em 2021 para cada mês: 

Janeiro 12/01/2021 
Fevereiro 09/02/2021 
Março 11/03/2021 
Abril 09/04/2021 
Maio 11/05/2021 
Junho 09/06/2021 
Julho 08/07/2021 
Agosto 10/08/2021 
Setembro 09/09/2021 
Outubro 08/10/2021 
Novembro 10/11/2021 
Dezembro 10/12/2021 
Calendário de divulgação do IBGE, disponibilizado pela plataforma governamental no dia 05/01/2021. 

Como o IPCA é calculado 

Para calcular o IPCA, o IBGE esboça uma série de gastos que refletem o custo de vida dos brasileiros. 

São consideradas as despesas com as seguintes áreas: 

Moradia 
Saúde e higiene pessoal 
Artigos para casa  
Despesas pessoais 
Educação 
Comunicação 
Transporte 
Vestuário 
Alimentação e bebidas 
Dados retirados da plataforma governamental IBGE em 27/07/2021. 

Com base nos seus levantamentos, o IBGE define a proporção que cada gasto terá dentro da despesa familiar.  

Em seguida, é realizado o levantamento mensal dos custos desses produtos e serviços, em 13 áreas urbanas do país.  

São consideradas as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador e Vitória, além do Distrito Federal e das cidades de Goiânia e Campo Grande. 

No total, o IBGE obtém mais de 430 mil preços em 30 mil locais diferentes. 

Com os dados em mãos, é feita a comparação com os dados aferidos no mês anterior.  

A diferença entre esses valores, em termos percentuais, indica o IPCA do período. 

Tabela IPCA acumulado

Confira, a seguir, a tabela do IPCA acumulado dos últimos 20 anos, segundo dados oficiais do IBGE: 

IPCA Acumulado em doze meses (em dezembro) dos últimos 20 anos Taxa (%)  
2020 4,52 
2019 4,31 
2018 3,75 
2017 2,95 
2016 6,26 
2015 10,67 
2014 6,41 
2013 5,91 
2012 5,84 
2011 6,5 
2010 5,91 
2009 4,31 
2008 5,9 
2007 4,46 
2006 3,14 
2005 5,69 
2004 7,6 
2003 9,3 
2002 12,53 
2001 7,67 
2000 5,97 
Dados retirados da plataforma governamental IBGE em 27/07/2021. 

Qual o IPCA hoje e acumulado de 2021

De acordo com dados oficiais do IBGE, o IPCA do mês de referência (setembro) foi de 1,16%.  

Esse percentual se refere ao mês de setembro de 2021 e é o mais recente da série histórica. 

Em janeiro de 2021, o IPCA aferido foi de 0,25%. 

A variação acumulada no ano foi de 6,90%.  

Já no acumulado de 2021 (até setembro), o valor é de 10,25%. 

Por que é importante acompanhar o IPCA

Mês 
(2021) 
Índice do mês (em %) Índice acumulado em doze meses (em %)  
Janeiro 0,25 0,25 
Fevereiro 0,86 1,11 
Março 0,93 2,05 
Abril 0,31 2,37 
Maio 0,83 3,22 
Junho 0,53 3,77 
Julho 0,96 4,76
Agosto 0,87 5,67
Setembro 1,16 10,25
Outubro   
Novembro   
Dezembro
Dados retirados da plataforma governamental IBGE em 09/09/2021

A inflação é capaz de corroer o valor do dinheiro ao longo do tempo, e é o IPCA acumulado que mostra essa variação. 

Digamos, por exemplo, que você recebesse um salário de R$ 3.000 em 2010. Isso significa que era possível comprar produtos que custavam R$ 3.000 à época. 

Mas quanto esse dinheiro valeria hoje? 

De acordo com o IBGE, o IPCA acumulado nesse período de dez anos foi superior a 77%. 

Assim, para manter o seu poder de compra, seu salário de R$ 3.000 em 2010 precisaria ter sido reajustado para R$ 5.313,63 para manter o seu padrão de compra. 

Entendeu como é importante acompanhar os indicadores de inflação? 

É por isso que o IPCA é usado como referência por alguns empresários e comerciantes no reajuste do preço de produtos e de salários. 

Também por isso, o Banco Central acompanha a evolução do IPCA, para manter a inflação sob controle.  

Dependendo da variação do IPCA, o Copom – Comitê de Política Monetária, responsável por definir a taxa Selic, pode aumentar ou diminuir a taxa de juros, como um estímulo ou freio ao consumo. 

Além disso, o IPCA acumulado também tem impacto direto sobre os investimentos, como veremos no próximo tópico. 

Qual o impacto do IPCA nos investimentos

 Homem segurando celular, sentado a mesa em frente ao computador entendendo sobre a influência do IPCA nos investimentos com a Rico.

Se o IPCA mostra o poder de compra do seu salário, ele também mostra o poder de compra do seu patrimônio e dos seus investimentos. 

Nos investimentos, o IPCA é utilizado como um parâmetro, principalmente para as aplicações em renda fixa

Isso acontece porque, se o rendimento da aplicação não conseguir superar o IPCA do período, isso significa que o investimento não está sendo o suficiente para garantir o seu poder de compra. 

É por isso que existem investimentos em renda fixa que são atrelados ao IPCA, de maneira que eles sigam a variação do indicador ao longo do tempo e evitem a perda do poder aquisitivo. 

Essa é uma maneira simples de proteger o seu patrimônio e garantir um retorno acima da inflação, principalmente para quem busca investimentos com pouco risco, de olho no longo prazo.  

Ao analisar o IPCA acumulado, você vai descobrir, por exemplo, que a caderneta de poupança não costuma ser uma boa opção de investimento

Isso ocorre porque o seu rendimento não costuma superar o IPCA acumulado do período, mesmo com a inflação controlada.  

Quando a poupança supera o IPCA, a vantagem é praticamente ínfima. Ou seja: ela mal consegue proteger o seu poder de compra. 

Mas quais os investimentos que protegem contra a inflação e acompanham o IPCA? É o que veremos a seguir. 

4 Investimentos atrelados ao IPCA

Imagine um cenário de inflação alta, como o Brasil viveu em 2015, com IPCA acumulado acima de 10%. 

Nesse cenário, pode ser difícil encontrar investimentos que remunerem acima da inflação. 

Por isso, muitos investidores procuram por investimentos atrelados ao IPCA, porque, além de garantir um rendimento superior à inflação, eles também protegem o patrimônio.  

Listamos, a seguir, os principais investimentos atrelados ao IPCA.  

1. Tesouro IPCA (NTN-B Principal) 

Tesouro IPCA é um título híbrido do Tesouro Direto. 

Isso significa que ele possui a rentabilidade atrelada ao índice, além de uma taxa de juros pré-definida. 

Assim, a rentabilidade do NTN-B Principal será a do IPCA acumulado, mais uma taxa de juros estabelecida no momento do investimento. 

Isso garante que o investimento vai superar o IPCA do período (considerando que o título seja carregado até seu vencimento)

Para obter a rentabilidade contratada, o resgate deve ser feito apenas no vencimento

2. Tesouro IPCA com Juros Semestrais (NTN-B) 

A diferença do título anterior para este é que o Tesouro IPCA com Juros Semestrais oferece o pagamento de juros semestrais ao investidor.  

Ou seja, o valor investido se mantém, e os rendimentos são pagos a cada seis meses. 

É importante lembrar que, devido ao pagamento semestral de juros, há cobrança maior de Imposto de Renda, que incide sobre os ganhos a cada seis meses, e não apenas no fim da aplicação. 

3. Letras de Crédito Imobiliário (LCI) 

Embora o objetivo das Letras de Crédito Imobiliário não seja acompanhar o IPCA, a modalidade híbrida da LCI pode ser atrelada ao índice. 

Nesse caso, o rendimento será de uma taxa precificada, somada à variação do IPCA no período.  

4. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) 

A  Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) tem funcionamento bastante semelhante ao da LCI. 

O objetivo não é acompanhar o IPCA, mas, também na modalidade híbrida, é possível encontrar opções que são indexadas ao IPCA. 

Esse tipo de investimento, no entanto, é um pouco mais raro, e a aplicação, em geral, possui um tempo de vencimento maior do que as demais.  

Conclusão

Mulher em pé, tomando café e olhando para um gráfico na parede referente a variação do IPCA Acumulado

Como você percebeu ao longo do artigo, o IPCA tem um impacto direto sobre a sua vida financeira. 

Responsável por medir a inflação oficial do país, ao acompanhar o custo de vida das famílias, o IPCA mostra a variação do seu poder de compra ao longo dos anos. 

Assim, acompanhar o movimento do IPCA significa acompanhar o seu dinheiro e descobrir se ele está valendo mais ou menos a cada dia que passa. 

Além disso, também é importante para quem deseja entender o cenário macroeconômico do Brasil, para compreender as decisões do Copom e a evolução da Taxa Selic ao longo do tempo.  

Essa compreensão ajuda quem deseja tomar as melhores decisões de investimento, porque há títulos de renda fixa que se tornam menos vantajosos à medida que o IPCA avança ou retrocede. 

Se você não acompanhar a evolução do IPCA, não conseguirá encontrar opções de investimento que protejam o seu patrimônio no longo prazo e correrá o risco de ver o seu poder de compra corroído pela inflação.  

time de especialistas da Rico está sempre preparado e informando as mudanças no mercado financeiro dos impactos do IPCA nos investimentos.  

Ao abrir sua conta na Rico, disponibilizamos periodicamente relatórios e materiais exclusivos para que você se mantenha atualizado e invista com segurança.  
 

Então, se você quiser ver o seu dinheiro crescer e  começar a investir hoje, o primeiro passo é abrir a sua conta na Rico e se manter informado no Riconnect.  

Assim, você não perderá nenhuma novidade do mercado financeiro.  

Comece agora mesmo e acelere a realização dos seus sonhos! 

Agradecemos por ler até aqui! 

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março 19, 2021

O Que é Taxa de Juros e Qual a Sua Relação com Investimentos  

A taxa de juros tem influência direta nos seus investimentos e no volume de investimentos privados no Brasil.

Quanto maior a taxa de juros, maior a rentabilidade das aplicações feitas no mercado financeiro.

Essa taxa nada mais é do que a relação entre os juros recebidos ao fim de um determinado período e o dinheiro que foi aplicado.

Poe exemplo: se você investir R$10 mil e receber R$12 mil após certo tempo, a taxa de juros será de 20% no período. Ou seja, a relação entre o valor recebido e o investido.

Por isso, é muito importante conhecer quais são os tipos de taxas existentes, a fim de se beneficiar delas.

Pensando nisso, criamos esse guia completo com tudo o que você precisa saber sobre taxa de juros em 2018 e o impacto que ela tem em seus investimentos.

Nesse artigo, você vai:

  • Aprender o que é taxa de juros de maneira simples
  • Conhecer os diferentes tipos de taxas de juros
  • Aprender a calcular a taxa de juros hoje
  • Entender a relação da taxa de juros com investimentos
  • Saber onde investir com a queda e a alta dos juros
  • Conhecer a relação entre poupança e taxa de juros
  • Saber quais são os investimentos melhores que a poupança

Boa leitura!

O Que é Taxa de Juros de Maneira Simples

taxa de juros o que e
Entenda a o que é esse índice da economia

A taxa de juros, ou taxa de crescimento do capital, é o valor referente ao lucro que você terá ao fim de um determinado investimento.

Ou seja, ela é a relação entre o dinheiro aplicado e o tempo total da aplicação. 

Essa taxa é calculada em porcentagem e, normalmente, aplicada de maneira mensal ou anual. 

Por exemplo, se você investir o seu dinheiro em um título de renda fixa com juros de 10% ao ano, você receberá R$0,10 para cada R$1,00 investido.

A taxa de juros também pode ser definida como a relação entre os juros pagos ou recebidos no final de um determinado período de tempo.

Assim, você pode entender esse conceito como sendo o percentual pago pelo empréstimo de dinheiro feito a alguém, que é o que você faz ao investir o seu dinheiro. 

A rentabilidade de qualquer operação, seja ela na forma de dividendos ou dinheiro, por exemplo, pode ser classificada como juros.

Para entender melhor a taxa de crescimento do capital, você precisa levar em consideração os seguintes fatores que estão embutidos nesse valor:

  • Risco: é a incerteza existente do pagamento de uma dívida ou investimento
  • Custos Administrativos: é o valor que corresponde aos levantamentos de pessoal, administrativo, cadastral, entre outros
  • Lucro: é a quantidade de dinheiro que você pode receber ao optar por um investimento em detrimento de outro
  • Expectativas Inflacionárias: é o valor que atua como proteção para possíveis perdas do poder aquisitivo de uma determinada moeda quando a economia de um país está estável, apresentando uma inflação anual baixa

Existem duas formas de medir a taxa de crescimento do capital.

Uma delas é utilizando a taxa de juros nominal ou TIN, que nada mais é do que a porcentagem acrescida no valor de um investimento no momento do pagamento dos juros.

O segundo indicador é a taxa anual equivalente ou TAE. Esta mede o ganho total ao fim de um determinado ano.

Tipos de Taxas de Juros

A taxa de juros pode ser classificada de duas maneiras:

  • Em relação ao regime de capitalização: simples ou composta
  • Em relação ao valor inicialmente investido, que é usado como base de cálculo: nominal ou real

Uma classificação, no entanto, não exclui a outra. Assim, uma taxa pode ser nominal composta ou nominal simples, por exemplo. 

É muito importante que você entenda essa classificação para obter sempre as melhores rentabilidades com o seu investimento.

Regime de capitalização

As taxas de juros classificadas de acordo com o seu regime de capitalização podem ser simples (ou linear) ou composta (ou exponencial).

A taxa de juros é simples quando o valor do juros total não incide sobre os juros acumulados. Ou seja, sua incidência se dá apenas sobre o capital inicialmente investido.

Já a taxa de juros composta é o valor total dos juros que incidem sobre o valor do investimento inicial e também dos juros acumulados no período.

Valor inicialmente investido

Como vimos, essa classificação é divida em duas: nominal e real.

A taxa nominal é o valor declarado ou contratado em uma operação financeira. Por exemplo, se você decidir investir em um fundo de ações que remunera 20% ao ano, essa será a sua taxa de juros nominal.

Já a taxa real, é o valor que realmente vai gerar dinheiro para você, já que essa taxa remunera acima da inflação. 

Ou seja, a taxa nominal é a soma da taxa real com a inflação.

taxa de juros nominal e real

A taxa nominal é a taxa de juros acrescida da inflação

Selic e Taxa de Juros São a Mesma Coisa?

taxa de juros e selic
A taxa Selic determina todas as taxas de juros

Sim e não!

A taxa Selic é a taxa básica de juros. Ela determina todas as outras taxas que são praticadas no mercado.

Ou seja, é só depois que a Selic é determinada que as outras taxas são definidas no mercado econômico.

Quando a taxa Selic é determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), assume-se que ela é a taxa nominal em vigor.

Taxa Selic em 2018

A taxa Selic é uma ferramenta de política monetária, usada para incentivar a atividade econômica e conter a inflação do país.

Na última reunião do Copom, a Selic permaneceu no menor patamar histórico desde a sua criação em 2012, de 6,5% ao ano (dado de Agosto de 2018).

Segundo o Comitê, não houve mudanças significativas no cenário econômico brasileiro e a inflação continuou controlada. Esses fatores tornaram inviável o aumento da taxa básica de juros.

Ainda vão ocorrer mais 3 reuniões do Copom até o fim de 2018, mas a previsão é que não haja alteração no valor da Selic. Tudo vai depender da evolução da atividade econômica brasileira entre uma reunião e outra, no entanto.

Como Calcular a Taxa de Juros Hoje

taxa de juros como calcular

É importante acompanhar a evolução dos seus rendimentos, a fim de saber se os seus objetivos financeiros estão trilhando pelos caminhos certos.

Então, é interessante conhecer a taxa básica de juros hoje!

Existe fórmula para a Selic?

Ao fim de todos os dias úteis, ocorre o cálculo da taxa Selic pelo sistema Selic. Essa conta é baseada na seguinte equação:

calculo taxa selic taxas de juros

Fórmula utilizada para o cálculo da taxa Selic – Fonte: Banco Central

Onde:

Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação
Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação
n: número de operações que compõem a amostra

Você não precisa se preocupar com essa conta, pois ela é realizada pelo próprio Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Se você quiser saber quanto está a taxa Selic atual, essa informação pode ser encontrada no site do Banco Central do Brasil.

taxa selic hoje

Tela de consulta da Taxa Selic diária – Fonte: Banco Central

Qual a Relação da Taxa de Juros com Investimentos

A taxa de juros que afeta de forma direta os seus investimentos é a taxa Selic. Suas oscilações influenciam o mercado financeiro como um todo, principalmente os títulos de renda fixa.

Renda Fixa

Alguns títulos do Tesouro Direto rendem de acordo com a variação da taxa básica de juros. 

Dentre as opções disponíveis, existem aquelas que são indexadas  à inflação, à Selic e os prefixados.

O ativo indexado à taxa básica de juros é o Tesouro Selic. Com isso, quando a Selic aumenta, o rendimento dessa aplicação também sobe. 

É importante que você saiba que rentabilidade bruta desse título é baseada na taxa Selic mensal.

Os títulos fixados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) também sofrem influência da Selic.

O CDI é determinado de acordo com os juros praticados, ou seja, ele é a taxa Selic Over. Com isso, os valores do CDI e da taxa Selic são sempre próximos.

Normalmente, os empréstimos são realizados baseados na Selic e recebidos em CDI. Então, a fim de evitar operações de prejuízo ou lucratividade, essas taxas sempre são bem parecidas.

Renda Variável

Ao investir em renda variável você não sabe qual será a rentabilidade do seu ativo. Com isso, o seu rendimento é sempre imprevisível.

Por conta disso, essa categoria de aplicações possui a maior frequência de oscilações do mercado. Quanto maior é a oscilação, no entanto, maior é a possibilidade de ganhos.

Se você decidir começar a investir nesse tipo de aplicação, não esqueça que possuir um perfil de investimento de risco é essencial.

Entre todas as opções de renda variável disponíveis, temos, por exemplo:

Onde Investir com a Queda dos Juros

Para continuar lucrando mesmo com a queda das taxas de juros, você precisa se livrar de todas as taxas e tributos que conseguir!

Por exemplo, se investir R$10 mil e obtiver uma rentabilidade de 20%, o seu rendimento bruto terá sido de R$2 mil. Porém, você terá gasto 15% disso em Imposto de Renda (R$ 300) 3% de taxa de administração sobre o total acumulado (R$360). 

Ou seja, o lucro líquido terá sido de R$1.340,00, ou a rentabilidade de 13,4%.

Essa taxa ainda é bastante atrativa, mas é sempre bom diminuir os custos envolvidos em uma operação financeira, a fim de melhorar os resultados da sua carteira.

Existem diversos títulos que são isentos de impostos, o que pode ser uma ótima opção para essa situação.

Vendas de ações mensais de até R$20 mil são isentas de Imposto de Renda, por exemplo.

Mesmo que 0,005% de todas as operações na bolsa de valores fiquem retidas na fonte, essa quantia é muito mais baixa do que a da maioria das aplicações existentes.

Também existem outros títulos que são isentos de IR, como:

Assista ao vídeo abaixo com mais dicas de onde investir quando há queda na Selic:

 

Onde Investir com Alta na Taxa de Juros

taxa de juros onde investir
A alta dos juros pode alavancar seus resultados

Quando a Selic está em alta, investimentos da renda fixa são ótimas opções, por exemplo.

Entre eles, podemos destacar o Tesouro Selic que é indexado à taxa básica de juros. Com isso, quanto mais alta a Selic estiver, maiores serão seus rendimentos. 

Além disso, essa é uma ótima opção para quem busca uma alta liquidez. Ou seja, para quem quer ter a liberdade de retirar o capital investido mais a sua rentabilidade a qualquer momento.

Da mesma forma que acontece quando a Selic cai, investir em LCIs, LCAs e CDBs é uma ótima alternativa.

Esses títulos podem ser prefixados, pós fixados e pré e pós fixados.

Todas essa categorias estão atreladas a índices, como a taxa Selic.

Além disso, esses títulos são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege as aplicações de até R$ 250 mil caso a instituição financeira emissora venha a falência.

Poupança e Taxa de Juros

A poupança é uma das aplicações menos vantajosas do mercado. Ela segue a uma regra de rentabilidade que foi definida em 2012 pelo Governo Federal:

  • Se a taxa Selic for maior ou igual a 8,5% ao ano, a poupança renderá 0,5% ao mês mais a TR
  • Quando a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% a.a., a poupança renderá o equivalente a 70% da Selic vigente no período

Hoje, como a taxa Selic é de 6,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 4,55%. Ou seja, quanto menor a Selic, menor ainda será o rendimento da poupança.

Independente disso, apostar em outros ativos da renda fixa pode trazer muito mais lucro para você. 

Investimentos Melhores do Que a Poupança

taxa de juros investimento melhor que a poupanca
Existem diversos ativos mais rentáveis que a poupança

Investir na poupança não vale a pena, seja a curto, médio ou longo prazo.

Existem diversos títulos que possuem uma rentabilidade muito maior em qualquer cenário econômico. Ou seja, você não tem motivo nenhum para continuar mantendo o seu dinheiro na poupança.

Aqui na Rico você encontra as melhores opções de investimentos para alavancar os seus ganhos. 

Entre eles podemos citar:

Conclusão

taxa de juros conclusao
Invista o seu capital agora mesmo e lucre mesmo com a queda da Selic

A oscilação da taxa de juros influencia diretamente todos os seus investimentos. Então, é muito importante que você saiba onde e como investir tanto na alta da taxa de juros quanto na queda.

A taxa que rege o nosso mercado é a taxa Selic, que também é conhecida como taxa nominal. Quando esta está em queda, a rentabilidade dos títulos de renda fixa diminui. 

Então, sempre tenha em sua carteira de investimentos diferentes tipos de ativos de renda fixa e variável de acordo com o seu perfil de investidor.

Mesmo com a taxa Selic apresentando a menor porcentagem da história, o Brasil continua tendo uma das maiores taxas de juros do mundo. Então, não se preocupe: o seu dinheiro continuará tendo bons rendimentos.

Para alavancar ainda mais os seu resultados, tudo o que você precisa fazer é abrir uma conta na Rico.

Aqui você encontra os melhores títulos de investimentos, além de contar com a segurança e rentabilidade da corretora eleita a melhor de 2018 para pequenos investidores.

Se você quiser ver o seu dinheiro rendendo de verdade, tudo o que você precisa fazer é abrir a sua conta agora mesmo. É de graça!

Obrigado por ler até aqui!


março 19, 2021

Índice S&P 500: O Que é e Como Investir nas Maiores Empresas Americanas  

Você sabia que o S&P 500 é composto pelas maiores empresas do mundo?

O S&P 500 ainda é um índice pouco conhecido pelos investidores.

Quando o assunto é investir em dólar e ativos relacionados, é mais comum pensar em ações e contratos futuros.

Ao mesmo tempo, muitos sonham em aplicar o seu patrimônio nas maiores companhias do mundo, mas pensam que é necessário ter muito dinheiro ou fazer grandes manobras.

Os ativos relacionados ao S&P 500 foram desenvolvidos justamente para possibilitar o investimento nas empresas norte-americanas através da bolsa de valores brasileira.

Além disso, este índice influencia no desempenho dos demais, principalmente no Brasil. 

Então, conhecer sobre o S&P 500 é importante para todos os investidores, mesmo para aqueles que não desejam aplicar nas ações de fora do Brasil.

Neste artigo, vamos mostrar como você pode investir neste índice e as melhores estratégias para começar a ganhar dinheiro com o mercado internacional ainda hoje. Você vai conferir:

  • O que é e como funciona o S&P 500?
  • Quais empresas fazem parte do S&P 500?
  • Quais ativos compõe o S&P 500?
  • S&P 500 x Bovespa – Diferenças
  • Como investir no S&P 500
  • Dicas para investir no S&P 500

Se você tiver qualquer dúvida, deixe um comentário no final da página.

Boa leitura!

Quer começar a investir na Bolsa? Abra sua conta na Rico!

O Que é e Como Funciona o Índice S&P 500?

O S&P 500 é o Standard & Poor’s 500. Ele é uma carteira teórica das 500 ações mais representativas e negociadas na NYSE (Bolsa de Nova Iorque) e na NASDAQ.

Este índice foi criado em 1957. Desde então, ele é considerado como o principal indicador do mercado acionário norte-americano. 

Atualmente, o S&P 500 possui patrimônio em torno de US$ 20 trilhões e a sua pontuação está na casa dos 2,7 mil. 

Quais Empresas Fazem Parte do S&P 500?

O índice S&P 500 possui ativos de empresas bastante conhecidas pelos brasileiros. Afinal, elas são líderes globais amplamente conhecidas.

Veja agora algumas das companhias que fazem parte deste indicador:

A lista completa das empresas que fazem parte do S&P 500 pode ser vista neste aqui

Ativos que Compõem o S&P 500

De acordo com a Standard & Poor’s, a composição do S&P 500 é determinada sob os seguintes pontos: 

  • Liquidez: a ação precisa movimentar bons volumes financeiros anuais sob preços justos. Para isso, calcula-se a razão entre o valor anual negociado sobre a variação da capitalização do mercado. O resultado deve ser maior ou igual a 1,0.
  • Ações em poder público: 50% da quantidade total de papéis do emissor deve estar sob custódia do poder público.
  • Domicílio: no S&P 500, só são aceitas ações de companhias norte-americanas ou domiciliada no país.
  • Viabilidade financeira: os emissores devem apresentar resultados positivos por, pelo menos, quatro trimestres consecutivos.
  • Classificação setorial: contribuição da companhia para o equilíbrio setorial, ou seja, é a comparação entre o peso do setor versus o peso da empresa na área.
  • Tratamento de IPO: para fazer parte do S&P 500, a empresa precisa ter realizado a abertura de capital com antecedência de, no mínimo, 6 meses. 

Caso uma companhia cumpra todas estas exigências, elas poderá integrar ao time das ações do S&P 500. Veja algumas delas e seus respectivos setores: 

  • AAPL (Apple) – Teconologia
  • BAC (Bank of America Corp) – Financeiro
  • MMM (3M Company) – Industrial
  • ADBE (Adobe Systems Inc) – Tecnologia
  • KO (The Coca-Coca Company) – Alimentação
  • FB (Facebook Inc) – Tecnologia
  • GM (General Motors) – Automobilística
  • HOG (Harley-Davidson) – Automobilística
  • HSY (The Hershey Company) – Alimentação
  • INTC (Intel Corp) – Tecnologia
  • RL (Polo Ralph Lauren Corp) – Varejo
  • TIF (Tiffany & Co) – Varejo
  • UAA (Under Armour Classe A) – Varejo 
  • DIS (The Walt Disney Company) – Entretenimento
  • WHR (Whirlpool Corp) – Bens de consumo
  • ZTS (Zoetis) – Saúde
  • WYNN (Wynn Resorts Ltd) – Hotelaria

S&P 500 x Bovespa – Diferenças

O S&P 500 e a Bovespa são índices de referência na renda variável. No Brasil, os dois são utilizados como parâmetros de desempenho das ações. Mas, cada um possui foco diferente. 

A Bovespa, também conhecida como IBOV é o principal indicador do comportamento do mercado brasileiro. Ele é composto por cerca de 63 ativos, por exemplo, PETR4, VALE5 e BBAS3. 

Então, a primeira diferença está na quantidade de ações, isto é, o índice brasileiro corresponde a cerca de 10% do S&P 500. 

Em termos de capitalização, o índice americano sai na frente. A Bovespa movimenta volumes diários de, em média, US$ 1,9 bilhões. Já a sua capitalização total de mercado chega a US$ 358 bilhões. 

O S&P 500 negocia em torno de US$ 126 bilhões por dia e tem capitalização total de mercado na casa dos US$ 20 trilhões. 

No setor de atuação, as duas são bastante diferentes. Confira a tabela: 

sp 500 versus bovespa acoes

Composição da carteira do IBOV x S&P 500 por área – Fonte: Standard & Poor’s

O S&P 500 tem maior diversificação que a Bovespa. Portanto, os investidores tendem a se beneficiar mais com o indicador americano, principalmente no médio e longo prazo. 

Diante de quedas ou turbulências em alguns dos setores de atuação, os reflexos sobre o índice são menores quando há pulverização do capital.

Um exemplo disso é quando as commodities estão em baixa. No IBOV, é muito comum ter baixas. Isso porque boa parte da carteira está concentrada em produtoras destes materiais. 

Além disso, o S&P 500 é composto pelas grandes líderes mundiais. Já a Bovespa possui as maiores companhias nacionais. Mesmo que muitas tenham expressão internacional, o índice americano exerce influência mais forte nos demais mercados. 

Como todos os ativos do indicador norte-americano são referenciados em dólar e os seus emissores têm atuação mundial, as receitas de exportações são mais elevadas em relação aos negócios brasileiros. 

Isso pode ser visto com mais clareza quando o dólar sobe. Geralmente, as companhias exportadoras se beneficiam com a alta das suas ações. 

Como Investir no S&P 500

sp 500 como investir
Conheça 3 investimentos incríveis para começar a lucrar agora mesmo!

Investir nas ações das maiores companhias do mundo é o sonho de muitos investidores brasileiros.

Afinal, quem não gostaria de acompanhar o crescimento de um mercado mundial consolidado?

Então, se você também está interessado nisso, o S&P 500 pode ser a melhor alternativa para o seu capital

Ao contrário do que muitos pensam, investir neste índice é muito simples. Para ajudá-lo, trazemos três opções de investimento. 

Antes de qualquer coisa, por se tratar do mercado de ações, você precisa ter uma conta em uma corretora de valores, como a Rico. 

Isso mesmo! Você pode investir no mercado norte-americano através da bolsa de valores brasileira.

As negociações ocorrem diretamente no Home Broker e em moeda corrente (reais). Assim, você não precisa se preocupar com nada. Basta abrir a sua conta.

Saiba agora como investir o seu dinheiro no S&P 500: 

Contratos futuros

Esta é a forma mais comum para investir no S&P 500. O contrato futuro de índice consiste em uma operação compromissada em relação à sua pontuação em uma data futura.

Digamos que você acredite que o indicador vai subir daqui dois meses. Então, você comprou um contrato futuro para a alta da pontuação. 

Se na data do vencimento, ela estiver como o esperado, você leva o prêmio acordado no momento da aquisição. 

Você também pode negociar o contrato futuro antes da data de vencimento. Basta acompanhar as cotações e definir a pontuação exata para trazer os lucros desejados. 

Além disso, a operação pode ser estruturada com base na alta ou na queda do S&P 500. Então, ela tende a ser uma grande aliada para ganhar dinheiro com as ações norte-americano.

Para adquirir um contrato futuro, digite no seu Home Broker a sigla ISP acompanhado da letra correspondente ao vencimento e do ano, por exemplo, ISPM18, que é o contrato de com vencimento em junho de 2018.

O lote padrão será 500 multiplicado pela pontuação atual. Lembre-se de que cada ponto equivale a US$ 50. Há também a margem de garantia que varia conforme o câmbio. 

Depois disso, basta enviar a sua ordem e acompanhar o S&P 500. 

COE

O COE (Certificado de Operações Estruturadas) pode ser um excelente meio de investir no S&P 500. Isso porque ele possui características da renda fixa e da variável. 

Basicamente, a operação é baseada na capacidade de valorização do índice em períodos definidos. Assim, se ele atingir as pontuações previstas, você receberá o rendimento acordado na aquisição. 

Se em algum momento, o COE de S&P 500 não oferecer os retornos esperados, a operação será cancelada. 

ETF (Exchange Traded Funds) 

Este investimento possui exposição indireta a um índice, neste caso, ao S&P 500. Assim, você pode investir de forma menos arriscada que em, por exemplo, um contrato futuro. 

Ao mesmo tempo, os retornos tendem a ser um pouco menores, visto que os custos da operação são maiores. 

Basicamente, o ETF é um fundo de índice. Assim, o gestor profissional faz a alocação do patrimônio com o objetivo de rendimento igual ou maior ao índice de referência (S&P 500). 

No Brasil, há dois deles: IVVB11 (BlackRock) e SPXI11 (It Now).

Ambos são indicados para investidores superqualificados, ou seja, que tenham patrimônio acima de R$ 1 milhão. Além disso, o lote mínimo de investimento gira em torno de 30 mil cotas. 

Dicas Para Investir no Maior Índice do Mundo

Investir no S&P 500 costuma ser recomendado para investidores que já possuem experiência no mercado financeiro. Isso porque a bolsa norte-americana funciona de forma diferente da brasileira.

Além disso, os aportes mínimos para iniciar são relativamente altos. Então, se você quer alocar o seu dinheiro nas grandes líderes mundiais, mas não tem patrimônio suficiente, algumas dicas podem ajudá-lo a chegar lá. Confira:

  • Invista: a melhor forma de adquirir experiência é investir. Assim, você saberá se o S&P 500 pode ser um bom investimento para a sua carteira.
  • Conte com ajuda profissional: para investir de forma assertiva, o auxílio de um profissional faz toda diferença. Aqui na Rico, você pode aprender mais sobre o mercado financeiro através dos nossos canais de aprendizado, como a InvesTV e este blog.
  • Conheça o seu perfil de investidor: não basta investir em algo rentável, mas que não o deixa dormir tranquilo. Antes de qualquer coisa, conheça a sua tolerância aos riscos e veja se a bolsa de valores é adequada para o seu perfil.
  • Diversifique: para investir no S&P 500, você necessita da margem de garantia, que geralmente, são outros ativos, como Tesouro Direto e CDBs.

    Além disso, evite alocar todo o seu patrimônio em renda variável, pois o risco envolvido é muito alto. Então, priorize a renda fixa e prepare a sua carteira para cobrir a garantia exigida. 

  • Considere os custos: investir na bolsa de valores possui custos, por exemplo, taxa de corretagem e emolumentos. Aplicar os seus recursos no exterior (sem sair do Brasil) costuma ter taxas a mais. Assim, antes de investir no S&P 500, considere os custos relacionados ao câmbio e as taxas de administração.
  • Invista com cautela: apesar de que o S&P 500 seja composto pelos líderes globais, é preciso ter cautela. Lembre-se de que o dólar pode ser seu grande aliado para o gerenciamento dos riscos.
    Mas, em excesso, é possível ter perdas. Portanto, se você quer investir no S&P 500, reserve uma parte segura do seu dinheiro e esteja preparado para enfrentar os riscos.
  • Conheça a carteira: durante a tomada de decisão, reserve um tempo para analisar a carteira do S&P 500. Verifique quais ações e empresas fazem parte dele e as suas proporções.

    A partir disso, faça a comparação de expectativa x retorno e considere também aspectos, como objetivos e prazo de investimento. 

Conclusão

O S&P 500 é o maior índice do mundo. Ele é composto por diversas empresas que lideram áreas como tecnologia, saúde e alimentação. 

Para investir neste indicador, você só precisa de uma conta aberta na Rico. Assim, você estará apto para aproveitar as oportunidades do mercado de ações norte-americano.

Este mercado é mais estável que o brasileiro e serve como proteção ao risco político e econômico brasileiro.

Além disso, o S&P 500 possibilita ganhar dinheiro com a valorização do dólar. No momento atual, os EUA sinalizam boa saúde financeira. Já o Brasil vive o fantasma das eleições e está em retomada da atividade econômica. 

Então, este pode ser o momento certo para começar a investir na bolsa norte-americana, principalmente com foco no médio e longo prazos. 

Para começar, você só precisa abrir a sua conta na Rico agora mesmo. Aqui, você encontra os melhores investimentos e ainda conta com todo o suporte da nossa equipe. 

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Obrigado por ler até aqui!


março 17, 2021

O que é IGPM, seu cálculo e como ele afeta o investimento!  

IGP-M trata-se de um importante índice econômico que, além de afetar o seu custo de vida, pode impactar os seus investimentos.

Se você tem dúvidas sobre o que é e para que serve o Índice Geral de Preços do Mercado, este guia foi feito pensando em você. Nele, você vai l conferir:

  • O que é IGPM?
  • Para Que Serve o IGPM
  • Por que o Índice IGPM é Conhecido Como a “Inflação do Aluguel”?
  • Tabela IGPM Atualizada 2018
  • Projeções do IGPM Para o Futuro
  • Como o IGPM é Calculado
  • Qual a Diferença entre IGPM e IPCA?
  • A Importância do IGPM para o Mercado
  • Como o IGPM Afeta Seus Investimentos
  • IGPM x IGP DI x IGP-10
  • O que é o Tesouro IGPM
  • Como Acompanhar o IGPM

O que é IGPM?

IGPM é um indicador de preços auferido mensalmente usado para medir a inflação (aumento de preços) e é composto pela ponderação de 3 outros índices: IPA 60%, IPC 30% e INCC 10%. Ele é calculado por uma instituição privada: a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O valor desse indicador não costuma ser próximo ao mercado, já que ele é um índice geral de preços, influenciando quem trabalha em indústrias que podem ter sua produção afetada pela oscilação do dólar.

Seu funcionamento é diferente do IPCA, que é um índice de preços ao consumidor, representando o consumo de famílias com renda entre 1-40 salários mínimos. Já no IGPM, apenas 30% (IPC) do valor é composto por preços ao consumidor. Falaremos mais sobre a diferença de IGPM e IPCA mais pra frente!

Por isso, o IGPMé um fator crucial na macroeconomia do país. Todo investidor deve levar ele em consideração nos seus investimentos de curto, médio e longo prazo.

Nessas pesquisas, os preços dos itens cotidianos como comida, transporte, vestuário são monitorados para avaliar a movimentação de preços. Quanto mais elevado o preço desses itens, mais o indicador sobe e vice-versa.

Quando ocorre o aumento, significa que o ‘dinheiro está valendo um pouco menos’. Afinal, os seus rendimentos não são corrigidos pela inflação.

Para que serve o IGPM

Você já entendeu o que é IGPM, agora é hora de certificar sua funcionalidade no investimento.

O índice IGPM serve para medir a variação dos preços, informando se há inflação ou deflação. Ele oscila mais e tende a despontar mais rápido que o IPCA, tanto em movimentos de alta quanto de baixa.

Se esse dado cresce, significa que o dinheiro vale menos. Você, como investidor inteligente, deve analisar esse dado em conjunto com outros para poder prever os movimentos do mercado.

Acompanhe a macroeconomia analisando o IGPM em conjunto com o IPCA, Selic e outros dados.

Por exemplo, o IGPM de maio de 2018 disparou 1,38%. Isso significa que alguma coisa acelerou o ritmo do IGPM, que antes subia normalmente bem abaixo de 1% ao mês.

O que isso significa? Que a economia que estava estável passou a oscilar mais. Não é possível prever o futuro, mas essa instabilidade pode piorar ainda mais.

O que aconteceu que pode ter aumentado os preços no Brasil? A greve dos caminhoneiros.

Essa greve deixou evidente como a nossa retomada econômica é frágil. O aumento dos combustíveis não apenas gerou um efeito direto nos preços de alimentos e produtos que são transportados pelas estradas, mas também evidenciou que alguns fundamentos do país ainda não são absolutos.

Por exemplo, a Petrobras e a política econômica de equilíbrio financeiro saíram muito abalados da greve, e esses efeitos são claros no aumento da taxa de juros, IGPM e IPCA, porque eles refletem a desconfiança do mercado e a freada na economia.

Então, é interessante que você não, apenas, saiba o que é IGPM ou acompanhe somente os índices econômicos, mas o cenário do Brasil inteiro. Afinal, as mudanças nos dados acontecem apenas depois que os fatos aconteceram.

Por que o IGPM é conhecido como a “inflação do aluguel”?

Homem segurando um tablet, que possui uma simulação de casa com crescimento em valores exponencial.
O IGP-M afeta diversos negócios, como aluguel e a conta de energia.

Esse dado da economia é usado principalmente para o ajuste anual de contratos de aluguel. Caso já tenha morado nesse regime, uma vez ao ano, o dono do imóvel corrige o valor mensal de acordo com o IGPM do ano passado.

Por exemplo, se o índice teve uma leve deflação e em 2017 você pagava R$1.000 de aluguel, a tendência é que esse valor seja mantido em 2018.

Isso significa que ele deveria diminuir? Pela matemática, sim, mas outros fatores também são considerados pelo dono do imóvel.

O que você pode é negociar que qualquer aumento de 2018 seja congelado já que em 2017 não houve redução mesmo com o IGPM negativo.

Outras contas que podem ser reajustadas pelo indicador:

  • Energia elétrica;
  • Escolas e universidades;
  • Alguns tipos de seguros;
  • Alguns planos de saúde.

Tabela IGPM

Como dito, o IGPM em 2017 foi negativo. Ou seja, não houve aumento de valores percebido. Já em 2018, a história foi outra.

Com o aquecimento da economia, os preços passaram a subir, o que é natural, mas a cada mês, o IGPM dava pequenos passos de cerca de 0,5%.

Em maio, esse passo se tornou um salto de quase 1,4%, e ainda é possível que em junho, o valor seja ainda maior. Isso significa que o custo de vida no Brasil foi aumentado de uma hora para outra, em um imprevisto.

Veja a seguir as tabelas do IGPM:

IGPM em 2018

MêsValorAcumulado AnoAcumulado 12 meses
Mai/20181,383,46004,2700
Abr/20180,572,05001,8900
Mar/20180,641,47000,2000
Fev/20180,070,8300-0,4200
Jan/20180,760,7600-0,4100

IGPM Acumulado – 2017 e 2016

Veja o valor acumulado de IGPM em 2017, ele foi negativo:

MêsValorAcumulado AnoAcumulado 12 meses
Dez/20170,89-0,5300-0,5300
Nov/20170,52-1,4100-0,8700
Out/20170,20-1,9200-1,4200
Set/20170,47-2,1100-1,4500
Ago/20170,10-2,5700-1,7200
Jul/2017-0,72-2,6700-1,6700
Jun/2017-0,67-1,9600-0,7800
Mai/2017-0,93-1,30001,5700
Abr/2017-1,10-0,37003,3600
Mar/20170,010,73004,8600
Fev/20170,080,72005,3800
Jan/20170,640,64006,6600

Em 2016, o histórico foi muito diferente, ainda sobre efeito da crise econômica brasileira:

MêsValorAcumulado AnoAcumulado 12 meses
Dez/20160,547,19007,1900
Nov/2016-0,036,61007,1300
Out/20160,166,64008,7900
Set/20160,206,470010,6700
Ago/20160,156,260011,5000
Jul/20160,186,100011,6500
Jun/20161,694,700010,9400
Mai/20160,823,810010,7200
Abr/20160,333,300010,6400
Mar/20160,512,960011,5600
Fev/20161,292,440012,0800
Jan/20161,141,140010,9600

Projeções do IGP-M Para o Futuro

Imagem com pôr do sol com pintura na rua indicando para 2019
Busque sempre se informar sobre as tendências dos índices para rebalancear sua carteira de investimentos.

A prévia do IGPM de junho já aponta uma inflação alta no período: de 1,75%. O total acumulado em 2018 está em 6,8%.

Este é um momento delicado. As incertezas que chegaram com a greve dos caminhoneiros foram ampliadas com dois eventos.

O primeiro deles é internacional: o aumento da taxa de juros americana. Esse movimento faz o dólar ficar mais valorizado enquanto o real e as outras moedas perdem valor.

Isso significa produtos importados mais caros e uma série de outros fatores como a saída de capital estrangeiro, que volta a aplicar no dólar e na economia americana.

O segundo evento ainda não aconteceu: trata-se das eleições de 2018. A disputa presidencial está pouco clara. Para que a economia continue caminhando para a direção certa, é preciso que o novo governo seja pró-reformas.

Isso significa que ele não deve ser populista e implementar políticas que oneram o caixa do Governo. Deve ser um governo responsável que não gasta mais do que ganha e para isso acontecer, a previdência deve ser ajustada.

Assim como deve haver uma reforma política e tributária que torne a máquina pública menos inflada e alivie os setores produtivos do país, aumentando a competitividade brasileira.

Não há um caminho claro neste cenário. Por isso, os investidores tendem a assumir posições mais conservadoras para defenderem o seu capital. Você deve fazer o mesmo, arrisque neste momento apenas uma pequena parte do seu patrimônio.

Escolha opções mais moderadas como o Tesouro Direto prefixado, a renda fixa que aplica em crédito privado e fundos multimercado moderados.

Como o IGPM é Calculado

Após entender o que é IGPM e para que serve, é preciso aprender a calculá-lo para um conhecimento completo!

Para poder calcular a porcentagem do IGPM, é preciso coletar os preços no mercado. A FGV (Fundação Getúlio Vargas)  coleta essas informações no Brasil todo, englobando os preços praticados em muitos setores da economia como a indústria, construção civil, agricultura, comércio varejista e serviços profissionais prestados a lares.

Essa coleta começa no dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês de referência. Depois disso, a cada 10 dias, a FGV divulga as variações prévias que comporão o índice do período todo.

No entanto, o IGPM não é calculado em si mesmo. Ele é uma média aritmética de outros índices de preços. Saiba mais sobre eles e seu peso no IGPM:

IPA-M (Índice de Preços POR ATACADO)

Esse indicador possui peso de 60% do IGPM. O propósito dele é monitorar os movimentos da comercialização atacadista, buscando visualizar o mercado que antecede e impacta nas vendas do varejo.

IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor)

Esse indicador possui peso de 30% do IGPM. Ele mede o comportamento dos preços de muitas áreas que impactam no poder de compra do consumidor como alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes e despesas diversas.

INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção)

Esse indicador possui peso de 10% do IGPM. E é coletado em 7 capitais brasileiras, avaliando a movimentação do custo para se construir uma moradia no Brasil, incluindo mão de obra especializada.

Qual a diferença entre IGPM e IPCA

Como já dito na seção “O que é IGPM”, o IPCA é a inflação oficial medida pelo IBGE. É uma taxa que oscila menos e indica de forma oficial o quanto o dinheiro deixa de valer ou valoriza.

O IGPM é uma taxa medida pela Fundação Getúlio Vargas. Assim, ela se aproxima mais do mercado e tende a oscilar mais por isso.

De forma prática, o IGPM influi diretamente no setor de imóveis e você é diretamente afetado pelo índice caso invista neste setor, seja como dono de um imóvel ou investindo em empresas do setor ou até mesmo por fundos imobiliários.

A Importância do IGPM para o Mercado

homens analisando tablets e dados em folha.
É vital visualizar a inflação para lidar com ela diretamente.

Apesar de raramente termos uma deflação (contrário de inflação), o índice IGP-M é vital para a economia do país. Através dele temos um forte indicativo econômico do país e como as conjunturas políticas, sociais e financeiras estão afetando diretamente a população.

Quando o número cresce além do esperado, é certo que o efeito em cascata fará com que as famílias tenham suas condições de compra reduzidas, diminuindo assim o consumo no mercado que impacta na produção e desemprego.

Lembra do pico da crise em 2015 e em 2010? Veja como o IGP-M refletiu esses cenários: 

AnoAcumulado
2017-0,53%
20167,17%
201510,54%
20143,67%
20135,53%
20127,81%
20115,09%
201011,32%
2009-1,71%
20089,80%
20077,74%
20063,84%
20051,20%
200412,42%
20038,69%
200225,30%
200110,37%
20009,95%
199920,10%
19981,78%
19977,73%
19969,18%

Como o IGPM Afeta Seus Investimentos

Partindo de o que é IGMP, oíndice afeta os investimentos que não estão protegidos contra a desvalorização da moeda. Principalmente os de longo prazo. Alguns deles podem ter toda sua rentabilidade comprometida e até parte do patrimônio.

Por exemplo, você possui uma aplicação que rendeu 12% no ano, mas o IGPM ou IPCA foi de 10%, então, sem calcular impostos e possíveis taxas, na verdade a sua rentabilidade foi de apenas 2%.

Percebeu como é importante levar em consideração a inflação na hora de entender o que é IGPM e aplicar nos seus investimentos?

Com o que você deve se preocupar

Primeiramente você deve retirar todo o seu dinheiro da poupança e aplicá-lo em alguma renda fixa com melhor rentabilidade. A poupança está rendendo apenas 0,37% ao mês mais a Taxa Referencial (junho de 2018). A prévia do IGPM de junho, por exemplo, passou disso.

O dinheiro de quem está na poupança está sendo corroído pela inflação.

Para escolher um bom investimento é preciso entender os tipos de rendimentos deles:

  • Rendimento bruto nominal: esse é valor de quanto dinheiro o seu ativo trouxe, sem descontar impostos e inflação.
  • Rendimento líquido nominal: é o que sobra ao descontar os impostos.
  • Rendimento líquido real: é o que de fato é lucro, descontando a inflação do período da aplicação

Então, o que buscamos aqui é um bom rendimento líquido real. Ao procurar os melhores produtos na Rico.com.vc, leve em consideração não apenas a rentabilidade, mas também o imposto que deve ser pago e a projeção de inflação para o período.

Pode parecer difícil prever o IPCA ou IGPM do ano, mas a economia funciona em ciclos. Assim, muitos especialistas costumam apresentar suas projeções de forma mais ou menos precisa. Busque elas para saber quanto realmente você colocará no bolso.

Existem uma série de produtos que performam melhor que a poupança e são tão seguros quanto ela. CDBs, fundos DIs, títulos públicos. Você deve descobrir o melhor para você segundo os seus objetivos.

Saiba mais sobre esses investimentos de renda fixa em nosso site. Se tiver dúvidas sobre qual investimento escolher, conte com a nossa equipe especializada. 

IGP-M x IGP DI x IGP-10

Se o dinheiro se desvaloriza, os investimentos também perdem valor?

Todas essas taxas são medidas pelo FGV e elas formam o IGP que significa Índice Geral de Preço.

O IGP possui três versões: a primeira é a mais popular, o IGPM ou IGP-M. Sua grande diferença das duas outras versões IGP DI e IGP 10 é o período de pesquisa dos dados.

O IGP-DI sempre calcula a variação de um mês cheio, ou seja, do dia 1º ao dia 30 ou 31 de cada mês.

Já no IGP-M / IGPM, o período é diferente. Ele vai do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês atual.

E no IGP-10 ocorre a variação de preços no período entre o dia 11 do mês passado e o dia 10 do mês atual.

Todos esses índices são calculados medindo três dados já explicados neste artigo: IPA; IPC e INCC.

O que é o Tesouro IGPM

O que é IGPM e o que é tesouro IGPM? Caso você ainda não seja familiarizado aos termos do mercado de investimentos, entenda que ativo e produto são sinônimos para investimentos.

Eles consistem no ato de emprestar dinheiro para bancos, financeiras ou Tesouro Nacional para receber juros deles, obtendo uma rentabilidade.

Trata-se de uma atividade completamente segura, pois conta com a mesma garantia da poupança, o Fundo Garantidor de Créditos.

O Tesouro IGPM é um título público que possui sua rentabilidade atrelada à variação do índice da FGV acrescida de juros combinados no momento da aquisição.

Esse é um produto de investimento pós-fixado, ou seja, você não sabe quanto renderá no momento da compra. Assim, a rentabilidade vai variar até a data do vencimento do título.

Os juros do ativo são pagos semestralmente enquanto o valor total é repassado no vencimento.

Vantagens do Tesouro IGP-M

  • Rentabilidade real;
  • Fluxo de rendimento periódico pelos cupons semestrais;
  • Ótimo para poupança de médio/longo prazo.

Continue lendo sobre esse investimento e descubra como investir no Tesouro de forma prática e segura!

Como Acompanhar o IGP-M

É muito simples acompanhar o índice Geral de Preços do Mercado (IGPM). Como ele é feito pela FGV, você pode consultá-lo diretamente no site da fundação. Existem outras páginas que facilitam o trabalho reunindo vários outros dados econômicos como IPCA, dólar e etc:

Conclusão

Mulher olhando para o lado e segurando um tablet
Entender o que é IGMP nem sempre é fácil, com o auxílio certo, você investe com segurança e qualidade.

Então devo sempre investir em ativos com IGPM + juros?

Em o que é IGPM, você viu que o índice não precisa ser o grande decisor na aquisição de ativos para sua carteira de investimentos. Apenas nunca esqueça de levá-lo em consideração.

Muitos produtos possuem uma rentabilidade não atrelada à inflação, mas por ter uma rentabilidade tão boa, fazendo valer a pena.

Do mesmo modo, não permita com que a isenção ou não do Imposto de Renda impeça a compra de um título. Foque sempre na liquidez, rentabilidade e enquadramento dos investimentos em seus objetivos como investidor.

Os males do mercado devem atormentar quem vive e respira o mercado, como acontece com os profissionais das ações. Você como investidor que ainda não vive dos seus rendimentos, foque seu tempo e energia para trabalhar e gerar mais renda.

Esse é, com certeza,  o melhor rendimento de todos. Deixe as preocupações para a sua corretora. Assim, recomendamos que não perca de vista o ciclo da vida financeira saudável:

GANHAR – MANTER – INVESTIR

Hoje, o Brasil atravessa um momento que precisa mostrar que a sua retomada econômica é mais forte que problemas internacionais e incertezas políticas.

Por isso, como citado, adote uma estratégia mais conservadora ou então tenha uma postura de longo prazo.

Veja como exemplo o Ibovespa que saiu do patamar dos 85 mil pontos para voltar à faixa dos 70 mil. É um grande recuo.

A longo prazo, possivelmente a Bolsa deve se recuperar. Então, tenha paciência nestes momentos.

Já que você aprendeu tudo sobre o que é  IGPM. Que tal continuar lendo outros artigos do blog sobre investimentos? Educação financeira nunca é demais!

Espero que esse texto tenha sido útil para você. Deixe o seu comentário que logo responderemos.

Obrigado por ler até aqui e aproveite para entender também o que é IPCA, neste outro artigo do Blog.

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dezembro 15, 2020

Rating de crédito: entenda TUDO sobre essa classificação de risco  

Encontrou o termo rating no noticiário econômico, mas não entende bem o que significa? Essa é uma classificação de risco de crédito importante para empresas e investidores.

Quando buscamos em um dicionário a tradução para rating, encontramos uma pista: lá está algo parecido com classificação ou avaliação.

Assim, no mundo dos investimentos, o termo é utilizado para descrever a classificação de uma instituição (ou mesmo de um país) conforme o risco que ela representa para o mercado quanto a sua capacidade de honrar as dívidas assumidas por ela.

Ou seja, o rating indica o seu nível de risco – uma informação importante para todas as partes nela interessadas (seus stakeholders).

Essa avaliação é complexa e leva em consideração diversas variáveis para determinar uma nota.

É justamente sobre isso que vamos falar neste conteúdo. Se você quer entender tudo sobre o rating de crédito, é só continuar lendo os tópicos abaixo:

  • O que é um rating de crédito?
  • Como funciona o rating de crédito?
  • Agências de classificação de risco de crédito
  • Os tipos de rating de crédito
  • Entenda como funciona a classificação do rating de crédito
  • O que é levado em conta para calcular o rating de crédito?
  • Como o rating de crédito é determinado na prática?
  • Entendendo a importância do rating de crédito para empresas e investidores
  • Afinal, o rating de crédito é confiável?
  • Perguntas frequentes sobre rating de crédito.

Boa leitura!

O que é um rating de crédito?

Rating de crédito é a avaliação feita pelo mercado do risco de crédito de um indivíduo, empresa ou país em relação a sua capacidade de honrar com compromissos assumidos por ele junto a outras instituições. Quanto melhor o rating, mais bem avaliado o devedor quanto a sua capacidade de pagamento da dívida, e menor a chance de ele se tornar inadimplente.

Por vezes chamada nota de crédito ou classificação de crédito, o rating tem como objetivo demonstrar a credores e devedores como está a solidez e a saúde financeira da entidade em questão.

De tempos em tempos, a análise de crédito e a atribuição de rating precisam ser refeitas para que a classificação do devedor reflita a situação tanto dele mesmo quanto do mercado, que podem oscilar.

Então, sempre que a situação do agente econômico muda, um novo processo de avaliação precisa ser feito e a nota é atualizada. Ainda que não existam alterações relevantes em indicadores do tomador, a análise de crédito é feita periodicamente porque as condições externas a ele podem ter se alterado.

Como funciona o rating de crédito?

A atribuição de rating leva em conta uma série de variáveis para definir o nível de risco de inadimplência do agente financeiro.

São estudados aspectos sociais, econômicos e políticos para estabelecer a classificação de risco daquela empresa, banco ou país, assim como características da própria instituição.

Para garantir a lisura das avaliações, o rating não pode ser feito por qualquer um.

Na verdade, existem agências de classificação de risco tradicionais no mercado, que atuam no sentido de avaliar o risco das instituições e títulos.

Cada uma delas trabalha para definir uma nota a partir de uma ampla análise, que considera fatores quantitativos e qualitativos para classificar o agente econômico.

Afinal, o rating de crédito é confiável?

Hoje em dia, o mercado conta com diversas agências que se propõem a avaliar o risco de empresas e países.

Mas, como era de se esperar, algumas dessas avaliadoras tem mais credibilidade do que outras.

É por isso que, de maneira geral, especialistas do mundo dos investimentos contam com a opinião das três maiores empresas do segmento: S&P, Moody’s e Fitch.

Agências de classificação de risco de crédito

Apesar de haver diversas empresas que organizam esse tipo de avaliação, três nomes se são os mais tradicionais e ficaram conhecidos como big three: Standard & Poor’s (S&P), Moody’s e Fitch.

Standard & Poor’s

A S&P Global – previamente denominada Standard & Poor’s – é uma agência de risco que atua como uma divisão do grupo McGraw-Hill.

Fundada em 1860, a empresa americana passou a adotar sua atual estrutura administrativa em 1941.

Atualmente, o rating da S&P vai de AAA (mais alto) até D (mais baixo), existindo ainda a nota NR para classificar as empresas não avaliadas – em inglês, Not Rated.

Moody’s

Moody’s Investors Service é o nome completo da agência americana de classificação de risco que costuma ser chamada apenas de Moody’s.

A companhia foi fundada em 1909 e, hoje, tem a Moody’s Corporation como sua empresa-mãe.

As notas atribuídas pelo seu rating de longo prazo vão de Aaa (mais alta) até C (mais baixa).

Para classificações de curto prazo, existe uma escala própria, que começa em Prime-1 (maior) e vai até Not Prime (menor).

Fitch

Fechando as principais agências, temos a Fitch Ratings, conhecida popularmente apenas como Fitch.

A agência é americana e foi fundada no ano de 1914 na cidade de Nova Iorque.

As notas da Fitch variam entre AAA (mais alta) até D (mais baixa), havendo ainda a classificação NR para aquelas empresas não avaliadas pela companhia.

Os tipos de rating

Agora que você já conhece as principais agências de classificação do mercado, vale entender os dois tipos de rating utilizados nas avaliações.

Cada um deles tem uma definição clara que o investidor precisa dominar para interpretar os relatórios de análise.

Rating por grau

O rating por grau é uma classificação binária utilizada para organizar a escala de notas, de modo a orientar o investidor em suas decisões.

As notas são divididas, então, entre grau especulativo e grau de investimento.

No primeiro grupo, podemos encontrar aqueles agentes econômicos que representam maior risco de crédito para o portfólio. Já no segundo, estão as entidades de menor risco, portanto mais recomendadas.

Rating por nota

O rating por nota é outra forma de classificação das entidades que usa uma pluralidade de scores para definir o nível de risco daquela empresa, banco ou país.

A escala também tem uma correspondência para o grau especulativo e o grau de investimento, dando mais detalhes sobre a situação daquele agente econômico.

Assim, o investidor conta com mais dados para realizar uma análise mais profunda da instituição e ajudar a decidir qual investimento vale mais a pena. Importante lembrar que esse é apenas um dos pontos de análise.

Entenda como funciona a classificação do rating de crédito

Como já adiantamos, ao definir a classificação de uma empresa ou país, as agências consideram uma série de questões.

O rating avalia pontos como a solidez do balanço patrimonial daquela instituição, o fluxo de caixa e as taxas de juros de seus empréstimos.

Para a análise qualitativa, a avaliação considera o contexto político e econômico no qual aquela entidade está inserida, mensurando os riscos externos para estabelecer uma nota e grau de risco.

O que é levado em conta para calcular o rating de crédito?

O rating promove uma avaliação ampla de uma empresa, que leva em consideração diferentes questões que influenciam no risco do crédito.

Conheça abaixo os principais aspectos observados.

Taxa de juros

Durante o processo de classificação do risco, as agências do big three olham com atenção para a taxa de juros oferecida por aquele banco ou país.

Segundo informativo da S&P, a avaliação precisa ainda levar em conta a inflação para entender como a taxa vai afetar o risco.

Fluxo de caixa

A relação entre rating de crédito e fluxo de caixa há muito é discutida na literatura especializada.

Ou seja, a análise aqui se volta à entrada e saída de dinheiro, entendendo o comportamento de receitas e despesas da instituição avaliada e suas perspectivas.

Um estudo de Jay & Shank de 1997, que comparava a relação entre esses dois valores, serviu de inspiração para uma pesquisa brasileira de 2006, que buscava entender a relação entre rating e fluxo de caixa nas empresas brasileiras.

Segundo Ricardo Carvalho, diretor-executivo da Fitch no Brasil, existe uma relação definitiva entre o fluxo de caixa e rating já que, quanto maior o caixa, menor tende a ser endividamento daquela instituição.

Nível de alavancagem

Assim como o fluxo de caixa, a análise do nível de alavancagem de uma empresa faz parte das métricas quantitativas consideradas durante o rating.

Dentro das finanças, definimos como alavancagem as manobras utilizadas para multiplicar a rentabilidade por meio do aumento do endividamento, muitas vezes tomando mais crédito no mercado.

Como essa estratégia é arriscada, quanto maior o nível de alavancagem, mais riscos são atribuídos à instituição.

Contexto político do país

Não basta analisar o risco de uma companhia partindo apenas dos fatores internos de sua administração, sem considerar o contexto político.

Toda empresa está subordinada ao país onde ela opera e, por isso, é importante entender como o cenário local pode afetar os resultados.

Quando falamos do rating de um país, o chamado rating soberano, então, avaliar esse aspecto se torna ainda mais importante.

Solidez do balanço patrimonial

Outro fator bastante considerado dentro da classificação de risco é a solidez do balanço patrimonial ou demonstrativo financeiro de uma empresa.

Essa é uma demonstração contábil que tem por objetivo representar a situação financeira e fiscal de uma empresa dentro de um período determinado.

Por isso, o balanço patrimonial acaba sendo uma valiosa fonte de informação para as agências se debruçarem em suas avaliações.

Projeções de resultados futuros

Assim como é importante entender quão sólido está o balanço patrimonial hoje, também é preciso projetar seu futuro.

O desafio aqui é entender quais são as metas e objetivos daquela instituição para os próximos meses e anos.

Isso não significa que os agentes financeiros devem optar por um otimismo falso, mas oferecer dados concretos baseados na situação real daquela instituição.

Como o rating é determinado na prática?

A atribuição de rating de crédito não se dá por uma análise superficial da empresa que avalia apenas números em um papel.

O processo começa com o envio de um analista de risco que vai observar de perto os aspectos da empresa ou do país em questão.

Depois de fazer inúmeras consultas com membros da administração, esse emissário retorna então à agência e apresenta os dados coletados para um comitê de pontuação, que deve atribuir a nota de risco.

Escala de rating

Como você deve ter percebido, a escala de rating varia de acordo com a agência que está fazendo a classificação.

Conheça abaixo as escalas das avaliadoras do big three:

Standard & Poor’s (S&P):

Nota

Nível de risco

AAA

Mais alta qualidade

AA

Qualidade muito alta

A

Qualidade alta

BBB

Boa qualidade

BB

Especulativo

B

Altamente especulativo

CCC

Risco substancial

CC

Risco muito alto

C

Risco excepcionalmente alto

D

Inadimplente

Moody’s:

Nota

Nível de risco

Aaa

Mais alta qualidade

Aa1, Aa2, Aa3

Qualidade muito alta

A1, A2, A3

Qualidade alta

Baa1, Baa2, Baa3

Boa qualidade

Ba1, Ba2

Especulativo

B1, B2, B3

Altamente especulativo

Caa1, Caa2, Caa3

Risco substancial

Ca

Risco muito alto

C

Risco excepcionalmente alto

Fitch Ratings:

Nota

Nível de risco

AAA

Mais alta qualidade

AA

Qualidade muito alta

A

Qualidade alta

BBB

Boa qualidade

BB

Especulativo

B

Altamente especulativo

CCC

Risco substancial

CC

Risco muito alto

C

Risco excepcionalmente alto

Entendendo a importância do rating de crédito para empresas e investidores

Por todos os fatores citados acima, fica clara a importância que o rating de crédito tem para investidores e empresas.

Para as companhias, essa classificação serve como um termômetro da eficiência de sua gestão financeira.

A nota atribuída ajuda as empresas a se situarem no mercado e a entenderem melhor seu posicionamento dentro dele e entre concorrentes.

Para investimentos, a classificação de risco de crédito pode ajudar na avaliação de empresas ou emissores de títulos, uma vez que ela também é um indicador da gestão financeira e da expectativa do mercado quanto a sua capacidade de honrar os compromissos assumidos. Com a ajuda das notas divulgadas pelas agências de classificação, o investidor ou gestor financeiro tem mais informações para tomar as melhores decisões, se baseando em análises mais abrangentes do cenário econômico.

Perguntas frequentes sobre rating de crédito

rating de credito

Com todas as informações que já acompanhou neste texto sobre o rating, você está bem preparado para interpretar a classificação de risco de crédito e fazer escolhas conscientes enquanto investidor.

Ainda assim, sabemos que algumas dúvidas podem ter ficado pelo caminho e, por isso, respondemos abaixo as principais perguntas sobre o tema.

Qual é o rating do Brasil?

Em abril deste ano, a S&P atualizou a classificação do Brasil para BB em decorrência da crise global causada pela pandemia do coronavírus.

Em maio, foi a vez da Fitch reafirmar o grau especulativo da economia brasileira com a classificação BB.

No mesmo mês a Moody’s anunciou que manteria o país com a nota Ba2 em seu rating.

O que significa rating AA?

O significado do rating varia de acordo com a agência que o atribuiu. Dentro das escalas da S&P e da Fitch, a nota AA significa que a instituição foi avaliada com “qualidade muito alta”.

Qual o rating para bancos brasileiros em 2020?

É difícil responder qual é o rating dos bancos brasileiros, pois são várias as instituições financeiras e também as agências de classificação.

O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, disponibiliza em seu site a relação completa dos ratings por categoria.

Dentre os estatais, o Banco do Brasil é o maior e também disponibiliza o rating em seu site.

Conclusão – O rating deve ser um critério de análise para investidores?

O rating é um método tradicional de avaliação do risco de crédito que não só pode como deve ser um critério de análise para os investidores.

Isso vale para aqueles que escolhem aplicações de renda variável, em especial operando com a compra e venda de ações na bolsa de valores, ou títulos emitidos por países ou empresas

Sempre lembrando que as ações representam pequenas partes de uma companhia. Ao adquiri-las, você se torna um pouco dono dela também – e é por isso que você deve conhecer bem a companhia antes de se tornar sócio dela, o que inclui compreender sua avaliação de risco de crédito no mercado, embora ter bom rating não significa necessariamente que a empresa é sólida: ou seja, é preciso avaliar outros fatores também.

Ao observar uma série de fatores, como taxa de juros, demonstrativo financeiro e fluxo de caixa, as agências conseguem entender melhor os riscos envolvidos em fazer negócios com aquela empresa ou país.

Agora que você já entende o que é o rating de crédito, pode utilizá-lo para ter ainda mais segurança na hora de escolher seus investimentos.

Com a Rico, você tem acesso aos ativos mais seguros e rentáveis do mercado.

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Obrigado por ler até aqui!


dezembro 10, 2020

Bacen: qual a função e importância do Banco Central do Brasil?  

By Time Rico 

Conhecido como Bacen ou BC, o Banco Central do Brasil é um dos órgãos mais importantes para ditar os rumos da economia nacional e fazer o sistema financeiro funcionar corretamente. 

São muitas as atribuições do bacen, que cuida desde a emissão das moedas até o estabelecimento das políticas monetárias que serão aplicadas no país. 

Para conhecer mais sobre o Bacen e entender sua função e importância, é só continuar a ler o artigo que preparamos. 

Nele, vamos falar sobre os seguintes tópicos:

  • O que é o Banco Central do Brasil (Bacen)?
  • Quais são as principais funções do Banco Central do Brasil?
  • Entenda os principais serviços oferecidos pelo Bacen
  • Qual o papel do Banco Central na regulação da economia?
  • Qual a importância do Banco Central para os investimentos?
  • Perguntas frequentes sobre o Banco Central.

Boa leitura!

O que é o Banco Central do Brasil (Bacen)?

Uma página impressa com  gráficos indicando flutuações no mercado financeiro de 2016 a 2021. Palavra-chave de referência: bacen banco central do brasil
O Banco Central do Brasil (Bacen) é um dos órgãos mais importantes para ditar os rumos da economia nacional e fazer o sistema financeiro funcionar corretamente! 

O Banco Central do Brasil (Bacen) funciona como uma autarquia autônoma que, por isso, atua de maneira independente. 

Isso significa que, por lei, não deve estar subordinado a um dos poderes precisa ter carta branca para aplicar políticas que visem garantir a estabilidade econômica do país. 

Por conta dessa configuração, o Banco Central é hoje a instituição financeira de maior autoridade no Brasil

Sua atuação forte inclui diversas funções, inclusive, autorizar e fiscalizar o funcionamento de outras instituições financeiras

Para isso, o Bacen estabelece regras para os bancos comerciais com o intuito de garantir a segurança dos clientes e a estabilidade econômica de maneira geral. 

Além de proteger os cidadãos de práticas abusivas, a fiscalização tem por objetivo garantir uma concorrência justa entre as empresas do mercado

Além dos bancos, as corretoras e gestoras de valores precisam estar devidamente registradas e autorizadas pela instituição , que também se encarrega de fiscalizar sua atuação. 

Um pouco sobre a história do Banco Central do Brasil 

O Banco Central do Brasil foi criado em dezembro de 1964, a partir da Lei n.º 4.595. A princípio, com uma atuação muito mais limitada.

Em seus primeiros anos, o BC não teve o controle total das políticas monetárias, nem pôde atuar como banco do governo – essa função foi do Banco do Brasil até 1985.

Naquele ano, um reordenamento financeiro separou melhor as funções do Bacen, do BB e do Tesouro Nacional.

Esse processo se estendeu por três anos, tendo sido consolidado pela Constituição de 1988, onde dispositivos foram criados para assegurar a lisura e solidez da instituição.

Quais são as principais funções do Banco Central do Brasil?

Com o passar do tempo, o Banco Central foi ficando cada vez mais importante para garantir a estabilidade financeira do país. 

Hoje, são muitos os papéis que o BC desempenha para regular o andamento da economia nacional

Conheça abaixo algumas de suas principais funções: 

Emitir moeda 

A emissão de moedas talvez seja uma das funções mais conhecidas do Banco Central do Brasil. 

Antes de ordenar a impressão de novas cédulas, o Bacen promove um estudo para avaliar se existe demanda por mais dinheiro para suprir a atividade econômico-financeira do país

Caso seja verificada a necessidade de produzir mais moeda, o novo lote é encomendado para a Casa da Moeda do Brasil (CMB)

O exemplo mais recente é o de lançamento da cédula de R$ 200

“Banco dos Bancos” 

Para garantir a liquidez do sistema bancário, o BC regula, monitora e fornece sistemas de transferência de fundos e de liquidações de obrigações. 

Ele é responsável por fornecer crédito a instituições com necessidades momentâneas ou intervir em situações mais graves, onde falta liquidez

Sua atuação se estende ainda para uma vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e operação por meio do Sistema de Transferência de Reservas (STR)

Supervisionar o sistema financeiro 

Parte essencial da atuação do BC é supervisionar o sistema financeiro do país para garantir que nenhuma instituição cometa irregularidades

A autarquia recebe a reserva dos outros bancos e monitora a forma como cada um atua no mercado, regulando e aplicando restrições sempre que necessário

É do Banco Central também a responsabilidade de elaborar as regras que devem guiar o mercado por meio da emissão de resoluções e normativas para prevenir atividades cambiais e financeiras ilícitas

Planejar e executar políticas monetárias 

Além de fiscalizar o trabalho dos bancos comerciais, o BC garante a segurança financeira e econômica com o planejamento e execução das políticas monetárias aplicadas no país, através do Copom (Comitê de Políticas Monetárias). 

Essa é uma das funções mais importantes do Banco, pois é o que garante o controle na criação da moeda e do crédito

Para isso, o Banco Central conta com três instrumentos: o encaixe legal/compulsório, o redesconto e o mercado aberto

Entenda os principais serviços oferecidos pelo Bacen

Três notas de 50 reais sobrepostas, em referência ao papel estruturante do Bacen no mercado financeiro brasileiro

Grande parte do trabalho do Bacen se dá nos bastidores, sem que você perceba em seu dia a dia. 

Por isso, muitas pessoas têm dúvidas sobre o que o órgão faz exatamente. 

De fato, quando falamos em emissão de moedas e políticas monetárias, o assunto pode parecer abstrato e um pouco difícil de visualizar. 

Mas é interessante ressaltar que o Banco Central do Brasil oferece serviços e deliberações bastante úteis ao cidadão comum

Confira quais são! 

Transparência em tarifas bancárias 

Grande parte do trabalho do Bacen está fundamentado em trazer mais transparência para as operações financeiras realizadas no país. 

Por isso, ele reúne em seu portal informações sobre as tarifas bancárias cobradas pelas diferentes instituições financeiras que atuam no território brasileiro

O banco de dados é extenso e tem por objetivo fornecer ao cidadão tudo que ele precisa para tomar decisões financeiras conscientes

Por exemplo, o cliente pode conferir todas as tarifas de cada instituição antes de se comprometer com a abertura de uma conta bancária. 

Calculadora do Cidadão 

O Bacen disponibiliza também a Calculadora do Cidadão, uma ferramenta interativa para realização de cálculos financeiros simples para auxiliar os brasileiros no planejamento de suas finanças

Ela oferece soluções para simular o rendimento de aplicações com depósitos regulares, financiamento de prestações fixas, cálculo de valor futuro de capitais ou correção de valores de acordo com a inflação e os juros

Gratuita, a Calculadora do Cidadão pode ser acessada pelo site ou por aplicativo móvel disponível para dispositivos Android iOS

Consulta da taxa de câmbio 

A consulta da taxa de câmbio faz parte dos serviços oferecidos pelo Bacen para garantir a segurança financeira ao cidadão

No site, é possível acessar um conversor digital para verificar a equivalência do real brasileiro com as principais moedas do mundo – os dados de cotação são atualizados diariamente. 

O banco reúne ainda dados históricos sobre o câmbio, com arquivos de cotações passadas e boletins divulgados nos últimos anos. 

Taxa de juros 

Um dos principais instrumentos que o Banco Central tem para determinar a política monetária é o ajuste da meta para a taxa de juros praticada no país – a famosa Taxa Selic

O índice é definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão subordinado ao Banco Central do Brasil e que se reúne a cada 45 dias para discutir os rumos da economia nacional

E vale lembrar que a meta anual da Selic tem impacto direto nos investimentos, seja na correção de aplicações como o Tesouro Selic, seja como base para a taxa CDI, um dos principais benchmark da renda fixa

Na renda variável, ela também impacta, já que todos os juros da economia brasileiro estão atrelados à referência da Selic.  

Minha Vida Financeira 

No portal do Banco Central do Brasil, existe ainda uma área para o cidadão consultar diversas informações sobre as suas finanças

Minha Vida Financeira reúne informações sobre empréstimos e financiamentos, emissão de certidões, conferência do Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF) e muito mais. 

Lembrando que todos os serviços oferecidos pelo BC são completamente gratuitos. 

Qual o papel do Banco Central na regulação da economia?

 Homem sentado com um jornal de negócios em referência a influência do Bacen na regulação da economia.

No Brasil, o Banco Central desempenha um papel fundamental na regulação dos rumos da economia nacional – é essa atuação que garante o equilíbrio nas relações econômicas no país. 

É dele a responsabilidade de conduzir as políticas monetária, cambial e de crédito

Para controlar a inflação, o BC usa de sua autoridade como entidade responsável por determinar a quantidade de dinheiro que circula no país

Isso não significa, porém, que os bancos comerciais não tenham liberdade para criar e oferecer seus produtos

As ações do Banco Central do Brasil entram aqui no sentido de regular as medidas adotadas e assegurar os direitos do cidadão brasileiro

Um exemplo disso é a Resolução n.º 3919/2010, que estabelece um pacote básico e gratuito de serviços bancários, ao qual todos devem ter direito em qualquer instituição financeira

Qual a importância do Banco Central para os investimentos?

Mulher com o braço esticado com dólares em referência a influência do Bacen no mercado financeiro

Quando o assunto é investimentos, o Banco Central também tem uma presença forte no sentido de fiscalizar o que está acontecendo no mercado.

Como autoridade máxima do sistema financeiro, é o órgão que autoriza e monitora a atuação das gestoras e corretoras de valores, tomando as devidas providências sempre que uma atividade irregular é detectada no setor.

Além desse trabalho, o Bacen também organiza um extenso arquivo com dados históricos sobre o desempenho da economia brasileira.

As informações disponíveis no portal não têm apenas caráter informativo, mas ainda oferecem análises dedicadas sobre o mercado.

O Boletim Focus é divulgado todas as segundas-feiras pelo Banco Central desde 2001, trazendo informações sobre a economia e projeções para o futuro econômico do país.

Dentre os indicadores discutidos no relatório estão a taxa de juros, o câmbio, IPCA (Índice de preços ao Consumidor Amplo) e projeções para o PIB.

Perguntas frequentes sobre o Banco Central

Cachorro de porte médio com a pata levantada demostrando dúvidas em relação ao Bacen.

Ao chegar até aqui, você está mais bem informado sobre a função e a importância do Banco Central para a economia nacional.

Sabemos, porém, que algumas dúvidas podem ter ficado pelo caminho e gostaríamos de esclarecer todas elas.

Por isso, reunimos abaixo respostas para as perguntas mais frequentes sobre o Bacen.

Como fazer registro no Banco Central?

Dentro do site do Banco Central, o Registrato é um serviço para pessoas físicas e jurídicas realizarem consultas sobre seu relacionamento com instituições financeiras de forma rápida e segura.

Gratuito, o serviço requer o número de CPF ou CNPJ para fazer o cadastro inicial.

As consultas do Registrato para pessoa física podem ser feitas pelo site, aplicativo móvel, presencialmente na sede do BC ou por correspondência – as duas últimas opções estão temporariamente suspensas em decorrência da pandemia de Covid-19.

Como fazer uma reclamação de um banco?

Um serviço prestado pelo Bacen e que nem todos conhecem é a ouvidoria para registrar uma reclamação formal sobre um banco.

Dentro da área “Fale conosco”, basta selecionar a opção onde se lê “Reclamação contra instituição financeira” e descrever o seu problema em detalhes.

Depois de registrada a queixa, a instituição financeira tem o prazo de 10 dias para responder com o encaminhamento para o problema relatado.

Como consultar uma empresa no Bacen?

O Registrato não está disponível apenas para pessoas físicas que precisam verificar sua situação financeira.

Na plataforma, é possível também consultar empresas para saber sobre dívidas, operações de câmbio, entre outras questões.

Para as pessoas jurídicas, o cadastro pode ser feito com um certificado digital, pessoalmente na sede do Banco Central ou por correspondência – as duas últimas opções estão temporariamente suspensas por conta da pandemia.

Como saber se o nome está sujo no Banco Central?

O BC mantém diversos arquivos sobre a disponibilização de crédito no país.

Além do Registrato, onde é possível consultar suas informações, existe ainda o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF), o Cadastro Informativo de créditos não quitados do setor público federal (Cadin) e o Sistema de Informações de Crédito do Banco Central (SCR).

O que é o SCR do Banco Central?

O Serviço de Informações de Crédito é o instrumento de registro do BC onde constam todas as operações de crédito acima de R$ 200 feitas no país.

O SCR é alimentado mensalmente com informações fornecidas pelas instituições financeiras, o que faz dele eficaz para supervisão dos bancos e avaliação dos riscos na oferta de crédito.

Qual o telefone do Banco Central?

Além de todos os canais digitais, o Bacen oferece também uma linha telefônica para atendimento ao cidadão.

Para tirar dúvidas e fazer reclamações, basta ligar para o número 145.

O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Conclusão

Placa da sede do Bacen (Banco Central do Brasil)

O Banco Central do Brasil é uma instituição tradicional e que tem mais de meio século de atividade na regulação do sistema financeiro do país.

Além de fiscalizar a atuação das instituições financeiras, o Bacen tem uma importância estratégica na transparência das operações de crédito e investimentos.

Por ser uma autarquia, o órgão tem certo nível de autonomia em relação ao governo para executar as políticas monetárias que trarão mais segurança para a economia.

Agora que você já conhece todas as funções e ferramentas do Banco Central, não deixe de utilizá-las para construir um bom planejamento financeiro.

E para investir bem seu dinheiro, conte com a Rico.

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setembro 15, 2020

Restituição do Imposto de Renda: como fazer o dinheiro render  

A restituição do Imposto de Renda pode representar uma ótima oportunidade para começar a investir e fazer seu patrimônio crescer para realizar sonhos e metas que dependem de dinheiro.

Essa restituição acontece quando o contribuintes paga mais impostos do que deveria ao longo do ano. 

Mas, antes de mais nada, é importante entender como funciona a restituição do Imposto de Renda para definir como e onde aplicar o valor

Por isso, preparamos esse artigo, com tudo o que você precisa para fazer o dinheiro da restituição do Imposto de Renda 2020 trabalhe por você.

Veja os tópicos que iremos abordar a partir de agora: 

  • Como Funciona a Restituição do Imposto de Renda?
  • Consulte a Restituição do Imposto de Renda 2020
  • O que fazer com o dinheiro da Restituição do Imposto de Renda (Melhores Investimentos)
  • Dicas Para Quem Está Começando a Investir
  • Dica bônus: 3 ideias do que fazer com sua restituição do Imposto de Renda
  • 7 Dúvidas Comuns sobre a Restituição do Imposto de Renda 2020.

Boa leitura!

 Você Sabia?  🤔

Existem opções de investimentos que não são taxados pelo Imposto de Renda. Ou seja, seu lucro neles é ainda maior! Confira aqui 7 investimentos sem Imposto de Renda.

Primeiro, como funciona a restituição do imposto de renda?

Antes de começar a investir e lucrar com esse dinheiro, é importante entender como funciona a restituição do Imposto de Renda. Então, vamos lá!

A declaração de Imposto de Renda deve ser realizada por todo brasileiro cujos rendimentos somaram R$ 28.559,70 ou mais durante o ano anterior.

Quando a declaração é feita, o software do Receita Federal calcula automaticamente o imposto apropriado para os ganhos declarados. 

No entanto, muitos brasileiros já pagam o imposto mensalmente: ele é recolhido diretamente na folha de pagamento.

Além disso, em muitos casos, podem ser aplicadas deduções ao imposto a ser pago, como através da declaração de dependentes ou de despesas médicas. 

Dessa forma, algumas pessoas acabam pagando mais do que deveriam ao declarar o Imposto de Renda.

E é por isso que a Receita Federal libera os lotes de restituição do Imposto de Renda

Os contemplados pela restituição têm o direito de receber dinheiro de volta, por terem pagado mais impostos do que deveriam ao longo do ano. 

Consulte a restituição do imposto de renda

Agora, você já sabe como funciona a restituição do Imposto de Renda. Mas como saber se você está entre os contemplados de 2020

O processo de consulta é muito simples.

Basta seguir o passo a passo que preparamos para você: 

  • Fique atento à liberação dos lotes de restituição do Imposto de Renda: de maio a setembro, são liberados cinco lotes. Acompanhe o cronograma no site da Receita Federal:
restituicao-imposto-de-renda-rico-2020
  • Para descobrir se você foi contemplado no lote, basta acessar a busca por CPF no site da Receita Federal.
  • Na página de consulta, preencha os dados requisitados: CPF, data de nascimento e ano de exercício (2020).
  • Então, digite os caracteres da verificação de segurança e clique em avançar.

O primeiro lote é reservado para as pessoas que possuem prioridade na restituição, como idosos.

Depois que as pessoas com prioridade são contempladas, a ordem de restituição segue a ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda.

Ou seja, quem declarou mais cedo, estará nos primeiros lotes. 

O que fazer com o dinheiro da restituição do imposto de renda

Homem sorrindo com satisfação em frente ao notebook.
Invista a sua restituição do Imposto de Renda e veja seu patrimônio crescer!

É importante conhecer as possibilidades de investimentos para aplicar a sua restituição do Imposto de Renda.

Por isso, listamos as melhores opções para você.

Com elas, o seu dinheiro vai render, tudo sempre de acordo com o seu perfil de investidor

1. Tesouro Selic

O Tesouro Selic tem se tornado cada vez mais popular por ser seguro.

Trata-se de uma opção de baixo risco, sendo muito parecido com a poupança. A grande diferença é que o seu retorno é maior.

Esse investimento é um título público que virtualmente não apresenta riscos de perda, apenas ganhos.

E o melhor: não importa o tempo que o seu dinheiro vai ficar aplicado nem a data de resgate. 

Ele é o único título do Tesouro Direto atrelado à Taxa Selic.

Possui também alta liquidez, ou seja, você pode solicitar o resgate do seu dinheiro a qualquer momento.

Além disso, esse ativo normalmente rende de maneira positiva. Isso significa que você não perderá dinheiro. 

Também é importante ter em mente que investir mensalmente no Tesouro Direto é uma ótima opção.

Isso porque proporciona rentabilidade em cima de rentabilidade (a mágica dos juros compostos).

Aqui na Rico, você tem acesso ao serviço de aplicação automática.

Essa ferramenta visa facilitar seus investimentos mensais em títulos públicos.

2. CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um investimento de renda fixa emitido pelos bancos.

Essa pode ser uma ótima opção para investir sua restituição do Imposto de Renda.

Ele funciona como um empréstimo: você oferece crédito ao emissor do título.

Com isso, recebe o valor investido acrescido da taxa de rentabilidade na data do resgate. 

Esse título costuma financiar as atividades do banco que o emitiu. Alguns exemplos são o pagamento de dívidas, crescimento institucional e outros projetos. 

Quanto maior for o risco da operação, maior será a taxa de rendimento oferecida.

Então, é fundamental pesquisar sobre o banco e o seu histórico de pagamento antes de investir sua restituição do Imposto de Renda. 

Da mesma forma que acontece com o Tesouro Selic, alguns CDBs também possuem liquidez diária.

Além disso, o Certificado de Depósito Bancário conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

Para mais informações sobre o FGC, acesse o site http://www.fgc.org.br.

3. LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio também são aplicações da renda fixa geradas por bancos. 

Os valores captados são investidos nas atividades do setor imobiliário ou do agronegócio. 

Uma das maiores vantagens desses títulos é a isenção de tributos, como o Imposto de Renda. Com isso, todo o rendimento vai direto para o seu bolso.

Veja algumas vantagens de investir em LCI e LCA:

  • Isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas
  • Garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil por CPF, em cada banco
  • Possibilidade de alta rentabilidade (rentabilidade pode ser acima do CDI)
  • Aplicações mínimas de R$ 5 mil (valor disponível para clientes Rico)
  • Opção de investimento de curto prazo.

4. Fundos de Investimento

Um fundo de investimento é formado por vários ativos financeiros.

Seu funcionamento é bem parecido com o de um condomínio: cada morador compra um apartamento (uma cota), paga uma taxa mensal à administração e segue algumas regras. 

Uma das maiores vantagens de investir sua restituição do Imposto de Renda em um fundo, é que você não precisa ser um especialista em renda fixa ou em renda variável.

Isso acontece porque o gestor do fundo em questão realiza toda a gestão de investimentos por você.

A regulamentação desse investimento é feita pela Anbima e CVM. Tais órgãos são responsáveis pela classificação e fiscalização de todas as atividades. 

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Os fundos de Investimento multimercado podem ser uma opção perfeita para quem está começando.

Isso porque são compostos de ativos variados, que conferem diversidade para a carteira sem complicação.

Saiba como os Fundos Multimercado funcionam!

5. Ações

Se o seu perfil de investidor for um pouco mais agressivo, você também tem a opção de investir sua restituição do Imposto de Renda em ações.

Uma ação é uma pequena parte do capital social de uma empresa. Com isso, ao optar por esse tipo de ativo, o investidor está adquirindo uma parte da organização.

Ao comprar uma ação, é essencial fazer uma boa análise da empresa em questão.

Encare isso como se você estivesse se tornando sócio dela. Verifique se ela está livre de dívidas e se possui uma diretoria íntegra, por exemplo.

Além disso, você precisa saber quando é o melhor momento para investir em ações.

Na nossa área exclusiva para clientes, você tem acesso às recomendações dos melhores analistas do mercado, que vão te ajudar a operar melhor e fazer mais pelo seu dinheiro.

Para ter acesso a isso, você só precisa abrir a sua conta gratuita na Rico agora mesmo!

6. Previdência Privada

A previdência privada têm se tornado uma opção de investimento muito popular nos últimos anos.

E não se engane: esse tipo de aplicação pode ajudar você a alcançar muitas outras metas além da aposentadoria

A previdência privada é um tipo de ativo muito parecido com os fundos de investimentos.

Por exemplo, ambos contam com uma carteiras de ativos, gestores e taxas de administração.

A maior diferença, no entanto, é que você está livre de come-cotas e pode contar com vantagens tributárias se seu objetivo é de longo prazo

Dicas Para Quem Está Começando a Investir

Mulher mexendo no notebook.
Comece a investir com inteligência e segurança para ver seus ganhos aumentarem.

Se você está começando a investir, é importante ler bastante e estudar o assunto.

A seguir, você encontra as principais dicas para ter sucesso nos investimentos. 

Com menos de R$ 100 já é possível começar a investir com a Rico, em títulos públicos, sem pagar nenhuma taxa de administração por isso.

E o melhor: você pode programar investimentos mensais para continuar aumentando seu patrimônio de maneira super simples.

Então, crie sua conta agora mesmo. É rápido, prático e 100% gratuito!

Comece planejando suas metas, objetivos e prazos

Antes de começar a investir, você precisa definir os seus objetivos financeiros.

Ou seja, os motivos pelos quais você quer que o seu dinheiro cresça.

Eles podem ser, por exemplo:

É ideal que você possua ao menos cinco objetivos, e que os separe por prazo de realização.

Isso é, em curto, médio e longo prazos. 

Defina o seu perfil de investidor antes de saber quanto dinheiro será investido

Para investir a sua restituição do Imposto de Renda da melhor maneira possível, é essencial que você conheça o seu perfil de investidor.

Você pode obter essa informação através de um teste rápido fornecido quando você loga pela primeira vez na Rico.

É simples e prático e o ajuda a entender qual é a sua real tolerância a riscos.

Existem três tipos de perfil:

  • Conservador
  • Moderado
  • Agressivo ou arrojado.

Ao abrir a sua conta com a Rico, você pode acessar o questionário para descobrir qual é o seu perfil de investidor.

Assim, fica muito mais fácil determinar quais são os investimentos mais recomendados para você. 

Faça uma reserva de emergência

O primeiro objetivo dos seus investimentos precisa ser formar sua reserva de emergência.

Afinal, é imprescindível estar preparado para possíveis imprevistos ou problemas.

Então, monte uma reserva que seja equivalente a seis a doze meses das suas despesas

O ideal é que você aloque seu fundo de emergência em títulos de alta liquidez, já que eles possuem rendimentos diários.

Por ser bastante seguro, o Tesouro Selic é usado para essa finalidade com frequência. 

Além da segurança, sua rentabilidade é exatamente a taxa básica de juros.

Então, você terá uma reserva com bons rendimentos.

Nova call to action

Escolha investimentos de baixo risco

Por estar no início da sua vida como investidor, recomendamos que você opte por investimentos de baixo risco, como os da renda fixa.

Além disso, é importante diversificar as suas aplicações. Assim, você tem uma garantia maior de possuir uma carteira rentável.

A diversificação ajuda a otimizar a performance e minimizar os riscos. 

No caso da renda variável, opte por carteiras recomendadas.

Uma carteira recomendada nada mais é do que uma cesta com diversas ações. Aqui na Rico, elas costumam possuir entre 5 e 8 ativos.

Dessa maneira, fica muito mais fácil acompanhar o desempenho e dividir os riscos que cada uma das ações oferece.

Esses ativos são escolhidos a partir da análise técnica, fundamentalista e gráfica. 

Porém, como a bolsa de valores reage baseada nas expectativas do mercado, não existem garantias de rendimentos em uma carteira recomendada.

Dica bônus: 3 ideias do que fazer com sua restituição do Imposto de Renda

Não sabe o que fazer com o dinheiro da restituição?

Veja três possíveis destinos para esse valor extra que entra na sua conta:

1. Pagar dívidas

Uma das principais opções para utilizar o valor da sua restituição do Imposto de Renda é quitar dívidas.

Se não for possível eliminá-las totalmente, é importante utilizar o valor para abater o maior montante possível

Com certeza, fará diferença, trará mais tranquilidade financeira e vai permitir a você definir metas mais ousadas daqui para a frente.

2. Investir em qualificação profissional

Se você não possui dívidas, uma alternativa interessante é investir o valor da restituição em uma qualificação profissional.

No mercado, há muitas opções de cursos de aperfeiçoamento que podem dar um up no seu currículo.

Por isso, se você esperava por aquele “empurrãozinho” financeiro para começar uma qualificação, aproveite o valor da restituição.

3. Começar um fundo de emergência

Como a gente destacou antes, para investir bem, um dos primeiros passos é formar um fundo de emergência.

Então, não se chateie se você não tem nenhum dinheiro sobrando para começar a aplicar agora.

Aproveite o valor para construir essa reserva financeira.

Dessa forma, a restituição do Imposto de Renda se torna um começo de uma nova realidade.

Como a ideia desse fundo é reunir recursos que você não espera utilizar, siga fazendo aportes para destinar o excedente para os investimentos que listamos anteriormente.

7 Dúvidas Comuns sobre a Restituição do Imposto de Renda 2020

Mulher com a mão no queixo com feição pensativa.
Tire suas dúvidas sobre a restituição do Imposto de Renda!

1. Como verificar se a restituição foi liberada?

É possível verificar se a sua restituição do Imposto de Renda foi liberada por meio do site da Receita Federal, ou ligando para o Receitafone através do número 146.

Através da página da Receita, também existe a opção de checar o extrato da sua declaração, de modo a verificar a presença de inconsistências de informações.

2. Como saber o valor da restituição do Imposto de Renda?

O valor da restituição é calculado automaticamente pelo sistema da Receita Federal a partir das informações que o contribuinte fornece e, ainda, com base no cruzamento com os dados disponibilizados pelas suas fontes pagadoras.

É dessa forma que o sistema analisa as informações e observa se houve retenção de imposto na fonte acima ou abaixo do que deveria ter ocorrido.

Se foi acima, há direito à restituição e o valor é informado ao entregar a declaração.

Você também pode consultar a restituição, quando e quanto irá receber no site da Receita Federal, como ensinamos na pergunta anterior.

3. Como é feito o cálculo da restituição do Imposto de Renda?

O cálculo pode ser feito de duas formas, dependendo do modelo de declaração que você optar: simplificado ou completo.

Em primeiro lugar, a Receita consolida todos os rendimentos que podem ser tributados recebidos pelo contribuinte durante o ano anterior.

Esses rendimentos podem ser: salários, aposentadorias e pensões da Previdência Social, ganhos como profissional autônomo, pensão alimentícia e rendimentos de aluguéis.

Outros rendimentos, como doações, heranças e caderneta de poupança, por exemplo, ficam fora do cálculo.

No modelo simplificado, a Receita Federal aplica um desconto de 20% sobre os rendimentos tributáveis, com um limite de R$ 16.754,34. A partir daí, se obtém o valor chamado de base de cálculo do IR.

O passo seguinte é verificar em qual faixa de tributação o contribuinte se enquadra e aplicar a alíquota correspondente, de acordo com esta tabela:

Base de cálculo (R$)

Alíquota (%)

Parcela a deduzir do IRPF

De 1.903,99 até 2.826,65

7,5%

R$ 142,80

De 2.826,66 até 3.751,05

15%

R$ 354,80

De 3.751,06 até 4.664,68

22,5%

R$ 636,13

Acima de 4.664,68

27,5%

R$ 869,36

Na sequência, é preciso saber quanto foi pago de Imposto de Renda no ano anterior. 

O cálculo final é o valor já pago menos o valor devido. 

Se o valor pago é maior do que o valor devido, o contribuinte terá restituição. Do contrário, ele deverá pagar IR.

No modelo completo, o cálculo é semelhante, mas, neste caso, os descontos com deduções não são fixos em 20% e podem ultrapassar o valor de R$ 16.754,34. 

A Receita soma todos os rendimentos tributáveis do contribuinte e subtrai as despesas dedutíveis informadas por ele na sua declaração. 

A partir daí, a sequência é a mesma do modelo simplificado.

4. Quem tem direito a receber a restituição do Imposto de Renda?

Quem pagou Imposto de Renda a mais durante o ano fiscal anterior, por descontos da folha de pagamento, por exemplo, tem o direito de ser restituído.

Além disso, quem possui deduções em sua declaração, como dependentes e despesas médicas e escolares, também pode ter gastos que puxam para baixo o valor de imposto devido.

Nesses casos, é possível que exista um valor maior a ser recebido.

5. Quem tem prioridade na restituição do Imposto de Renda?

O calendário de restituição do Imposto de Renda é estabelecido pela Receita Federal quando os programas de declaração são liberados. 

Fora este ano, que foi prejudicado por causa da pandemia do novo coronavírus, o calendário dos pagamentos começa em junho e vai até dezembro.

A restituição é corrigida pela variação da taxa básica de juros, a Selic, do período correspondente. 

As restituições começam a ser pagas para quem fez a declaração mais cedo. Porém, conforme legislação vigente, algumas categorias têm prioridade.

Entre elas, estão pessoas com doença grave ou deficiência física ou mental – ou que tenham dependente nessas condições –, idosos a partir de 60 anos e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Esse último grupo foi incorporado no grupo de prioridades em 2018.

6. Como é feito o pagamento da restituição do Imposto de Renda?

A restituição do Imposto de Renda é corrigida pela Taxa Selic. Porém, ela deixa de sofrer acréscimos ao ser disponibilizada ao contribuinte.

O pagamento é depositado diretamente na sua conta bancária.

Caso você tenha cometido algum tipo de erro no preenchimento dos seus dados bancários, é preciso providenciar o pedido de pagamento junto ao Banco do Brasil.

7. Não recebi a restituição. O que fazer?

A primeira coisa que você precisa fazer caso não tenha recebido sua restituição ainda é verificar se todos os dados foram inseridos corretamente ou se existem pendências na sua declaração de Imposto de Renda.

Caso todos os seus dados estejam corretos, o próximo passo é verificar como está o andamento da sua declaração:

  • Em processamento: sua declaração foi recebida e está na base de dados da Receita Federal, mas seu processamento ainda não foi finalizado
  • Processada: mostra que a sua declaração foi recebida e o processamento foi finalizado com sucesso
  • Em análise: sua declaração já foi processada, mas continua em análise por duas razões: a Receita Federal está esperando que você apresente documentos solicitados via intimação ou o processo de análise de documentos entregues simplesmente não foi concluído ainda
  • Retificada: sua declaração original foi substituída integralmente por uma declaração atualizada
  • Cancelada: indica que a declaração foi cancelada por você mesmo ou pela administração tributária
  • Tratamento manual: mostra que o formulário está em análise e que você deve aguardar contato.

Se, após a verificação do status da sua declaração, você continuar sem entender o motivo de não ter recebido a sua restituição, alguns dos seus dados podem estar errados ou um documento pode ter gerado algum tipo de dúvida.

Normalmente, é preciso enviar um novo formulário se este for o caso.

Também existe a possibilidade de o seu lote não ter chegado ainda.

Se o problema for esse, você precisará esperar a data da contemplação.

Confira as datas dos lotes de 2019:

  • 1º lote: 29/05/2020
  • 2º lote: 30/06/2020
  • 3º lote: 31/07/2020
  • 4º lote: 31/08/2020
  • 5º lote: 30/09/2020.

Conclusão

Ao receber a restituição do Imposto de Renda, você pode aproveitar para investir esse valor em ativos que se encaixem no seu perfil de investidor. 

Dentre eles, é possível optar por títulos tanto da renda fixa quanto da renda variável, como:

  • Tesouro Selic
  • CDBs
  • LCI e LCA
  • Fundos de Investimento
  • Ações
  • Previdência privada.

Mas, para isso, é fundamental definir quais são os objetivos dos seus investimentos primeiro.

É muito importante também que você tenha um fundo de emergência que representa o custo de vida da sua família durante, ao menos, seis meses.

Para começar a investir agora mesmo e com total segurança, tudo o que você precisa fazer é abrir a sua conta gratuita na Rico

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junho 12, 2020

Coronavírus e investimentos: impactos e principais dúvidas  

Quem vem acompanhando as notícias do mercado financeiro, observa uma clara relação entre coronavírus e investimentos.

Afinal, estamos falando de uma pandemia que se espalhou rapidamente por todo o globo, obrigando a economia mundial a pisar no freio e as pessoas a se confinarem dentro de suas casas.

Um cenário que, entre outras consequências, provocou uma queda acentuada nas ações de companhias de vários setores.

Em vez de entrar na onda do pânico generalizado, o que você, investidor, deve fazer é procurar informação embasada e de qualidade.

É justamente isso que pretendemos apresentar aqui. 

Siga a leitura e entenda melhor a relação entre coronavírus e investimentos a partir destes assuntos:

  • Panorama geral do impacto do coronavírus na economia mundial
  • Quais são os setores mais prejudicados
  • Quais são os setores menos afetados
  • Como será a crise econômica no Brasil 
  • O que esperar do futuro com o avanço da pandemia?
  • Quanto tempo a economia brasileira vai levar para se recuperar dos impactos do coronavírus?
  • Quais incertezas o mercado financeiro enfrenta com o coronavírus
  • Como enfrentar os impactos do coronavírus nos investimentos
  • Afinal, é possível investir em meio à crise?
  • Quais os melhores investimentos para apostar durante a pandemia
  • Principais dúvidas dos investidores sobre a crise no mercado financeiro.

Se restar alguma dúvida ao final, é só deixar um comentário.

Boa leitura!

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Panorama geral do impacto do coronavírus na economia mundial

Uma mão segura um celular que contém notícias sobre coronavírus e investimentos.

De acordo com a edição de abril de 2020 dos Barômetros da Economia Global, estudos do KOF Swiss Economic Institute (KOF) e do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), o impacto do coronavírus na economia mundial é crescente.

Quando a doença se disseminou para além da China, houve grande queda nos indicadores, sinal de aprofundamento da desaceleração do PIB Mundial e de que a crise abalou economias de todos os continentes.

“O impacto da pandemia sobre a economia mundial chama a atenção não só pela sua extensão, mas também por sua ampla disseminação regional e setorial, todos sem precedentes na série histórica dos indicadores”, comentou Paulo Picchetti, pesquisador do FGV IBRE.

Apesar dos efeitos generalizados, é possível mapear setores mais prejudicados que outros, conforme detalharemos a seguir.

Quais são os setores mais prejudicados

O setor mais prejudicado com a pandemia do Covid-19 é o do turismo, grupo que engloba uma série de serviços relacionados a viagens, hotelaria e entretenimento.

Não é difícil entender. Mesmo que você quisesse viajar agora, encontraria muitas dificuldades, com vários países com fronteiras fechadas e serviços inoperantes.

Medidas de isolamento social, determinadas pelo governo ou autoimpostas, levam hotéis, atrações e estabelecimentos de alimentação a fecharem suas portas.

Por isso e pelo senso de preservação da própria saúde, é difícil achar quem pensa em viajar em uma hora dessas, mesmo dentro do próprio país.

Já que o assunto aqui é coronavírus e investimentos, lembramos que essa crise na cadeia econômica do turismo é observada na Bolsa de Valores.

Se observarmos a lista de ações do Ibovespa (as mais negociadas na bolsa brasileira) que tiveram as maiores quedas no período de pandemia, encontraremos nomes como Azul, Gol, Embraer e CVC.

Além do turismo, os segmentos de bares e restaurantes, eventos, construção e combustíveis também sofrem bastante com a crise.

Quais são os setores menos afetados

As áreas da economia que menos perdem com o coronavírus são as dos dois principais serviços considerados essenciais: supermercados e farmácias.

Sem poder comer em restaurantes, as pessoas têm feito mais refeições em casa, o que faz a sua lista de compras aumentar.

E outros itens costumeiramente comprados em supermercados não deixaram de ser essenciais com a pandemia.

No caso das farmácias, deixar de consumir medicamentos não é uma opção para a maioria dos clientes habituais.

Entre as empresas que têm nos supermercados os intermediários para a venda de seus produtos, destacam-se os produtores de proteína animal, tanto é que os preços de ações da Marfrig, Minerva Foods e JBS subiram.

Outro setor que se beneficia com a pandemia é o do comércio eletrônico. Com shoppings e lojas físicas fechadas, o brasileiro tem recorrido à internet para consumir.

Investidores atentaram a esse fato, o que levou a uma grande valorização nas ações do grupo B2W, proprietário das lojas virtuais Submarino, Shoptime e Americanas.com.

Mesmo fenômeno foi observado nas ações da Magazine Luiza, que assumiram um gráfico ascendente em 18 de março, quando custavam R$ 28,81, chegando a R$ 55,13 em 15 de maio – uma alta de 91% em cerca de dois meses.

Como será a crise econômica no Brasil 

Um cofre de porquinho, num fundo azul, usa uma máscara de proteção, em referência ao coronavírus e investimentos

O problema da pandemia é que ela afeta a demanda em vários setores da economia. 

Sem demanda, não há venda. Sem venda, não há receita.

Como a economia brasileira é muito dependente do comércio e serviços, a tendência é que sofra mais do que países que produzem uma quantidade maior de bens com alto valor agregado.

A questão não é só a receita que se deixa de gerar em estabelecimentos físicos do varejo e de prestação de serviços. 

Até porque há alternativas – você pode comprar quase tudo online.

Mas a baixa demanda afeta toda uma rede de empregos que depende desses estabelecimentos.

Com jornada e salário reduzidos ou sem emprego temporariamente, essas pessoas, naturalmente, reduzem seu consumo.

Por isso que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), as perspectivas para a economia brasileira são piores que a média mundial, e até mesmo que a média dos demais países emergentes.

O Brasil deverá ver uma retração de 5,3% na economia em 2020, contra 3% na média global, segundo divulgado em 11 de maio.

A crise também pode afetar as notas de classificação de risco dadas pelas agências de rating, o que impacta a confiança dos investidores externos no país.

O que esperar do futuro com o avanço da pandemia?

Para trazer também uma perspectiva otimista, podemos dizer que a capacidade produtiva do país não deve ser destruída com a queda na demanda.

Claro que, mesmo depois de superada a pandemia, teremos um país endividado e pessoas tentando colocar suas finanças novamente nos eixos por algum tempo.

Mas não deixaremos de ser competitivos nas áreas em que éramos fortes antes do coronavírus – assim como nossas fragilidades serão as mesmas.

Portanto, depois de resolvido o problema principal, que é de saúde, a economia deverá gradualmente se normalizar.

Quanto tempo a economia brasileira vai levar para se recuperar dos impactos do coronavírus?

Ninguém sabe ao certo, mas a maioria dos especialistas acha pouco provável uma recuperação no curto prazo.

Para começar, não sabemos quando a pandemia será, de fato, controlada, e a vida voltará ao normal. 

Há muitos fatores envolvidos nisso (políticas de controle, infraestrutura do sistema de saúde, métodos de tratamento, imunidade da população, vacina, etc.)

Depois que isso acontecer, podemos simplificar os cenários possíveis em três, representados pelas letras V, U e W.

Em entrevista à BBC News Mundo, José Tessada, diretor da Escola de Administração da Universidade Católica do Chile, apresentou essas tendências, que se aplicam também ao Brasil e resumimos a seguir:

  • V: o cenário mais otimista, segundo o qual o fim da recessão será seguido por um crescimento imediato
  • U: considerado o cenário mais provável, diz que, terminada a recessão, ficaremos um tempo com um crescimento baixo
  • W: há uma aceleração acentuada depois da recessão, que não se sustenta, levando a outra recessão.

Quais incertezas o mercado financeiro enfrenta com o coronavírus

Três imagens sobrepostas, sendo um globo terrestre, gráficos e vírus, em referência à relação entre coronavírus e investimentos.

Apesar de toda a tecnologia de monitoramento e processamento de dados que a humanidade já desenvolveu, a pandemia do coronavírus é um fenômeno complexo demais para que se possa prever o futuro com precisão.

Teme-se, por exemplo, que países que estão iniciando um processo de abertura, afrouxando as políticas de quarentena, comecem a sofrer uma segunda onda do vírus.

Então, pode acontecer um vaivém de quarentenas e lockdowns, o que atrasaria a recuperação da economia.

No mercado financeiro, a relação entre esse cenário de incertezas do coronavírus e investimentos é que as pessoas estão cautelosas.

As bolsas da valores pararam de cair de forma acentuada, mas talvez ainda demore um pouco para enxergarmos uma boa curva ascendente – isso só deve acontecer quando acabarem os riscos à saúde da população.

Essa é a linha de pensamento de Paul Romer, agraciado com o prêmio Nobel de Economia em 2018. 

Segundo ele, “a única forma de recuperar a economia é controlando o vírus”.

Como enfrentar os impactos do coronavírus nos investimentos

Uma ilustração de um globo terrestre saindo de uma tela, com vários vírus em volta, em referência ao coronavírus e investimentos.

O primeiro passo é manter a calma, não se desesperar e procurar se informar sobre a relação entre coronavírus e investimentos – que é o que você está fazendo agora.

Uma pandemia dessa dimensão está muito além da vontade de qualquer indivíduo, então, é preciso aceitar a situação como ela é.

Tenha em mente que é um momento de exceção, no qual muita gente está passando dificuldades. 

Mas não será permanente. 

Então, foco no longo prazo.

Afinal, é possível investir em meio à crise?

Uma ilustração de um homem segurando um guarda-chuva gigante para se proteger de partículas do vírus, em referência à relação entre coronavírus e investimentos.

Sim. Qualquer pessoa que tenha planos e deseja um futuro melhor precisa investir sempre, seja qual for o cenário da economia do país e mundial.

Afinal, qual seria a outra opção? 

Gastar o dinheiro ou deixá-lo parado na conta bancária, à mercê da inflação?

Sempre haverá decisões a serem tomadas para alocar seus recursos nos melhores ativos de acordo com seu perfil de investidor.

Quais os melhores investimentos para apostar durante a pandemia

Se você quer investir agora, primeiro esqueça as possíveis perdas que ocorreram até aqui devido ao coronavírus.

Isso não quer dizer que você deva resgatar o dinheiro dos investimentos atuais – vender as ações agora, por exemplo, seria consolidar a perda.

O que queremos dizer é que você deve pensar no futuro. 

Há ativos na bolsa com preços atrativos agora, então, pode ser um bom momento para investir em ações.

Mas com cautela, é claro. 

Como o mercado ainda está muito instável e incerto, a recomendação é adquirir novas posições na renda variável aos poucos, sem pressa.

Portanto, é preciso olhar também para outras possibilidades de investimento, como fundos de recebíveis imobiliários e ativos de renda fixa, para uma maior segurança.

6 principais dúvidas dos investidores sobre a crise no mercado financeiro

Zoom em uma plataforma de investimentos com uma ilustração de gráfico em queda e uma etiqueta escrito Coronavírus, em referência à relação entre coronavírus e investimentos.

A seguir, apresentamos um compilado com algumas das principais dúvidas dos investidores sobre a relação entre coronavírus e investimentos.

A Selic pode cair mais?

A sequência de cortes na taxa Selic (que em maio de 2020 está em 3%) tornou os ativos de renda fixa menos atrativos, o que fez com que até os investidores mais conservadores migrarem para as ações.

Com a crise, muitos querem saber se a queda vai continuar. 

De acordo com a ata da reunião do Copom que decidiu sobre o último corte, podemos esperar uma nova diminuição da Selic em junho.

O dólar vai continuar subindo?

Com a crise do coronavírus, o dólar chegou na maior cotação nominal da história em relação ao real.

Seu aumento tem a ver com as incertezas do cenário mundial. 

Em tempos assim, investidores tendem a alocar seu dinheiro em países mais estáveis e não nos emergentes, como o Brasil.

É algo que fortalece as moedas das nações mais ricas e enfraquece a nossa. 

Ou seja, só podemos vislumbrar uma mudança na curva do câmbio com estabilidade na economia brasileira e mundial.

Meu investimento em títulos de inflação está negativo: o que fazer?

No caso dos títulos prefixados, é muito simples: esperar e resgatar o dinheiro somente na data de vencimento do título. Assim, você tem garantido o rendimento que contratou ao investir naquele ativo.

Devo comprar papéis prefixados agora?

Em um cenário de crise como hoje, os títulos prefixados são uma saída para obter rendimentos maiores que outros ativos de renda fixa.

A boa remuneração se dá por conta da garantia de que o prêmio completo só será pago no vencimento do ativo.

O lado negativo é a liquidez: se o investidor precisar sacar o dinheiro antes, sofrerá com a volatilidade do mercado.

Tenho título no Tesouro Direto: devo sacar agora?

Vai depender de qual a categoria do título. 

Se é um prefixado, o melhor é mantê-lo. 

Caso você tenha títulos pós-fixados atrelados à Selic, pode ser um bom momento para resgatá-lo e alocar em algum investimento mais vantajoso no momento.

Qual a melhor opção para reserva de emergência durante a crise?

Por definição, uma reserva de emergência é aquela à qual você vai recorrer caso precise, em uma situação na qual não haverá tempo a perder.

Então, o pré-requisito do ativo é que ele tenha uma grande liquidez, ou seja, que permita resgatar o dinheiro na hora que quiser, sem uma grande desvantagem financeira.

O Tesouro Selic, nesse sentido, é uma opção bastante líquida, segura e renda mais que a poupança.

Nova call to action

Conclusão

A melhor maneira de proteger seu dinheiro em tempos de crise é buscando informações para compreender a relação entre coronavírus e investimentos.

Como explicamos neste artigo, o grande problema dessa pandemia é a incerteza. 

Não conseguimos prever com um bom grau de de confiabilidade o que vai acontecer daqui em diante.

Por isso, a principal dica é manter a calma, não se precipitar e pensar no longo prazo. 

Se possível, claro, porque muita gente tem problemas imediatos para se preocupar e, por isso, precisa fazer uma reserva financeira de emergência.

Mas caso você tenha condições, não deixe de ficar atento às oportunidades que sempre surgem em grandes crises.

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maio 7, 2020

Como a carteira Rico premium atravessou a crise?  

Antes de começar a escrever esse texto e até para que eu organizasse melhor as ideias que eu gostaria de passar, me deparei pensando em tudo o que aconteceu na Bolsa esse ano.

Não tem sido um ano fácil para os investidores, principalmente para aqueles que investem em ações – tanto para o pequeno investidor, que enxerga nessa modalidade uma forma de incrementar sua renda, como também para o investidor profissional. Alguns fundos de investimentos focados somente em ações caem mais de 50% no ano.

A verdade é que tem sido um momento delicado para todos nós. Eu mesmo, nunca tinha vivido uma crise de tal magnitude. Não é simples ter sangue frio e manter a calma para tirar as emoções das decisões de investimento.

Passada toda a turbulência vivida em março e abril, vou contar para vocês como a Carteira Rico Premium (carteira 100% focada em ações que eu e o Thiago Salomão tocamos) conseguiu atravessar relativamente bem esse período.

Veja o desempenho abaixo:

desempenho carteira

Por pior que seja estar negativo no ano, nossa carteira comprada de ações está caindo 28,8% no ano contra uma queda mais acentuada de 30,4% do Ibovespa. Desde a criação da Carteira Rico Premium, em janeiro de 2016, estamos com mais de 53 pontos de vantagem para o Ibovespa – 136,7% da carteira vs 83,1% do índice.

Sem dúvida que estar no negativo não é um bom cenário, mas quem segue a carteira têm conseguido ficar à frente do Ibovespa no ano. Em abril, a recuperação da carteira foi bem mais forte que a do índice.

Como o portfólio foi montado?

Antes de falarmos sobre o que fizemos na carteira para ter esse desempenho em abril, gostaria de abordar a maneira como nós montamos o nosso portfólio recomendado de ações.

Não tratamos uma ação como um simples pedaço de “papel”. Ao recomendarmos uma ação, estamos sugerindo a compra de uma empresa, um negócio. Por trás desse negócio, existem pessoas se esforçando todos os dias para torná-lo mais eficiente e lucrativo. Negócio este que está inserido em um setor que tem suas particularidades e concorrentes.

Então, questões como: o setor é promissor? Quais vantagens a empresa possui perante seus concorrentes? Como que ela consegue ganhar dinheiro? Ela é lucrativa? A ação está barata ou cara? São questões que diariamente nos perguntamos sobre as empresas que temos em carteira.

E não tem segredo: quanto mais estudo e dedicação, maiores serão as chances de recomendarmos as empresas certas. Com isso em mente, é importante estar em constante contato com os executivos das empresas recomendadas, com fornecedores, clientes e até concorrentes dessas empresas.

Quanto mais informações sobre as empresas, melhor!

A nossa obrigação é justamente saber cada detalhe das empresas que recomendamos em nosso portfólio, mas somos humildes para dizer que podemos estar errados.

Daí a importância da diversificação em uma carteira de ações. Saber minuciosamente os detalhes de uma empresa, pode diminuir a chance de que erros apareçam, mas o segredo para se proteger contra aquilo que não se espera é a diversificação.

“O leão que te pega é aquele que você não está de olho”.

Se o investimento em ações de empresas não tivesse risco, todo mundo o faria e não encontraríamos oportunidades. Aliás, em momentos de pânico de mercado tal como vimos recentemente, essas oportunidades costumam aparecer. Foram elas que buscamos aproveitar com as mudanças que fizemos ao final de março, no auge da crise.

O que fizemos na crise?

Entramos na crise com pouquíssimo dinheiro em “caixa” (leia-se renda fixa de liquidez diária pós fixada). Tínhamos uma carteira diversifica em 13 empresas. Logo que a crise eclodiu mais fortemente, no meio de março, optamos por reduzir algumas posições de empresas mais cíclicas e que poderiam sofrer um pouco mais, e optamos por investir esse dinheiro em empresas que sofreriam menos com a crise. Eram os casos das empresas do setor de energia elétrica, representadas por Engie (geradora) e Equatorial (distribuidora).

No auge da crise, quando a bolsa derretia mais de 30% no mês e parecia não haver solução para nenhum empresa brasileira sair da crise, mantivemos a calma e, com muito sangue frio, analisamos quais empresas teriam condições de atravessar esse momento tão delicado.

Primeiramente, olhamos para todas as empresas da nossa carteira: como saber quais delas passariam por esse momento?

Entender o momento de cada empresa

homem caminhando dentro de empresa

Focamos nossa atenção para entender quão endividadas elas estavam e, dado que o dólar parecia não ter motivos para cair, fomos atrás para entender quais delas tinham dívidas dolarizadas.

Feito isso, procuramos entender quais delas tinham condições de saírem mais forte da crise. Dando o exemplo da Magazine Luiza, ação que está em nossa carteira há alguns anos. A empresa entrou nessa crise com quase R$ 4 bilhões em caixa (já descontada toda a sua dívida) e com suas operações online correndo à todo vapor e fruto de um trabalho de “digitalização” que já dura uma década. Ou seja, ela tinha condições de sair da crise e o mercado a penalizou mesmo assim.

Após esse trabalho de entender a situação de cada uma de nossas empresas, conseguimos separar quais delas caíram por piora de fundamento e quais caíram pelo pânico que se instaurou no mercado.

Feito isso, diminuímos nossa concentração e passamos a ter 16 ações no portfólio. Dessa forma, conseguimos aproveitar algumas “pechinchas” que surgiram e que se desconectavam da realidade por não sofrerem impactos relevantes em seus negócios. Uma delas foi a Suzano, que sobe mais de 40% desde a nossa inclusão na carteira ao final de março.

Temos uma competitividade nesse segmento que vai sempre existir. Temos água, sol, terra e árvore, que aqui cresce de 5 em 5 anos enquanto nos países nórdicos cresce em 20 anos. Por ser uma exportadora, dólar forte seria bom para ela e ainda protegeria nosso portfólio caso o real continuasse perdendo valor. Além disso, a China, que naquele momento já estava saindo do lockdown (diferentemente do resto do mundo), é o principal comprador da nossa celulose – principal produto vendido pela Suzano.

Essas mudanças foram essenciais para atravessarmos a crise – lembrando que é difícil agir com razão nesses momentos. Nossa carteira rendeu 15,1% em abril contra “apenas” 10,3% do Ibovespa.

Temos convicção de que não é hora de apostar em um único ‘cavalo’ para surfar uma possível recuperação de preços. Embora os preços ainda estejam descontados, não dá para menosprezar o fato de que a situação piorou por aqui: cenário de dívida do Brasil piorou com o esforço de conter a crise sanitária que vivemos, governo tem enfrentado alguns desafios políticos e ainda não sabemos como será o andamento das reformas no Congresso.

Dito isso, continuamos atentos e bastante diversificados em boas empresas para passar por esse momentos.

Estamos juntos nessa!

Matheus Soares


abril 2, 2020

Copom: Comitê de Política Monetária – Guia Completo  

Fundado em 1996, o Copom é um órgão financeiro vinculado ao Banco Central, que foi pensado para atuar na definição de estratégias da política econômica brasileira.

Desde então, ele exerce papel importantíssimo para o país, funcionando como um grupo de trabalho com dedicação integral aos objetivos econômicos.

O nome (na verdade, uma sigla) revela a real natureza do Copom: um comitê nacional focado em questões da política monetária.

Suas decisões têm grande peso e servem de referência para o mercado como um todo, o que inclui bancos e demais instituições financeiras, assim como determinados investimentos.

Isso porque o Copom é responsável por decidir questões que afetam diretamente nos preços ao consumidor e até no rendimento de aplicações.

O grupo trabalha com um sistema próprio, reunindo-se periodicamente para discutir os rumos futuros da economia nacional.

Se você se interessa pelo assunto, continue lendo para saber tudo sobre o Copom neste guia completo que nós preparamos.

Estes são os tópicos que vamos abordar a partir de agora:

  • O que é o Copom? O que Significa a Palavra?
  • Como Funciona o Copom?
  • Para Que Serve o Copom? Objetivos da Copom
  • Quem é o Presidente do Copom?
  • O que é Analisado nas 8 Reuniões Anuais do Copom?
  • Como a Copom influencia em Seus Investimentos?
  • Quando São Divulgadas as Decisões do Copom?
  • Calendário de reuniões do Copom 2020.

No nosso blog, você encontra conteúdo relevante para compreender as oscilações da economia e entender como cada movimentação pode afetar os seus investimentos.

Boa leitura!

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O que é o Copom? O que Significa a Palavra?

Uma imagem com várias moedas e a ilustração das caricatura das notas de dinheiro no fundo, em referência ao copom.

Como destacamos logo de cara, a palavra Copom é, na verdade, uma sigla: Comitê de Política Monetária.

Isso significa que sua organização se dá de forma coletiva, com um grupo selecionado de membros preparados com bagagem e autoridade para decidir sobre os rumos da economia.

O Copom está alocado dentro do Banco Central do Brasil (BC) desde sua fundação, que ocorreu em 1996, por meio da Circular n° 2.698.

A diretriz foi posteriormente revogada em nome de uma atualização (de n° 2.780) – esta publicada em 1997.

O nome Copom é uma alusão à sua função principal de definir a política monetária no país.

Na prática, indica ações de controle sobre a quantidade de dinheiro em circulação dentro da economia nacional.

O Copom é o órgão que garante que não haja um excesso na oferta (o que causaria uma desvalorização da moeda), nem uma escassez muito grande (o que potencialmente eleva os juros praticados).

Os membros do comitê devem agir e tomar suas decisões tendo em mente os objetivos do governo.

Essa diretriz busca garantir que a economia se desenvolva com uma política mais expansiva ou contracionista, dependendo da situação.

No fim das contas, a intenção é manter sob controle o rumo que o país deve tomar em médio e longo prazo.

Como Funciona o Copom?

Zoom em várias notas de dinheiro internacional, em referência ao Copom.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária tem um papel constante na análise de relatórios que abordam as condições financeiras do país.

Dentre os principais membros do Copom, encontram-se: 

  • Presidente do Banco Central – que também preside o comitê
  • Diretor de Administração (Dirad)
  • Diretor de Política Econômica (Dipec)
  • Diretor de Política Monetária (Dipom).

O grupo selecionado conta com membros da Diretoria Colegiada, que tem direito ao voto.

Esses indivíduos se reúnem com uma periodicidade de 45 dias a fim de analisar os pontos e discutir os melhores caminhos para a política monetária do país.

Ao todo, são oito encontros realizados todos os anos com a presença de profissionais do alto escalão do Banco Central.

Além dos membros do comitê, assistem também às reuniões os chefes de sete departamentos do Banco, como o Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban) e o Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin).

A ata com os encaminhamentos é divulgada sempre na semana seguinte ao encontro, mantendo a tradição de transparência que sempre foi foco para as ações Copom.

Para Que Serve o Copom? Objetivos do Copom

Pessoas em um escritório felizes ao redor de uma mesa de reunião, em referência às discussões do COPOM.

Até aqui, falamos bastante sobre aspectos conceituais e relacionados ao funcionamento do Comitê de Política Monetária.

Neste momento, vamos abordar mais especificamente os objetivos por trás dessas ações desempenhadas pelo Copom no cotidiano de seu trabalho.

O primeiro e talvez mais óbvio objetivo do comitê é definir e implementar a política monetária que adotada por todo país.

Em sua ata, divulgada sempre na semana subsequente aos encontros, estão detalhados os elementos e as decisões que podem impactar movimentos do mercado no período seguinte.

É esse o momento em que o Banco Central indica quais fatores merecem maior atenção dali em diante e qual a justificativa para a escolha.

Um dos mecanismos que o Copom utiliza para manter o controle monetário no país é a definição de uma meta para a Taxa Selic – que funciona como base para os juros praticados pelas instituições financeiras.

Por exemplo, ao elevar a taxa de juros, o BC cria um obstáculo para a obtenção de crédito, o que, por sua vez, diminui a quantidade de dinheiro em circulação no mercado interno.

Outro instrumento analisado pelo comitê são os relatórios de inflação.

Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é sempre levado em consideração pelo Copom na hora de definir se aumenta, diminui ou mantém os valores da Taxa Selic.

Quem é o Presidente do Copom?

A fachada do Banco Central do Brasil. olhada de baixo, em referência ao Copom

Dentro do Comitê de Política Monetária, a presidência é ocupada pelo Presidente do Banco Central do Brasil.

O cargo, por sua vez, é apontado pelo Presidente da República e deve ser aprovado pelo Senado Federal em votação secreta, depois de passado um período de arguição pública.

Os dispositivos para a escolha do presidente e os diretores da instituição estão descritos na redação da Constituição Federal de 1988.

O atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, assumiu suas funções assim que foi nomeado pelo Poder Executivo.

A primeira reunião do Copom comandada por ele foi realizada em 19 de março de 2019.

Campos Neto tem um vasto currículo de atuação no setor privado, tendo trabalhado por 16 anos como executivo do Banco Santander no setor de tesouraria das Américas.

Porém, esse é o primeiro cargo público do economista, que segue um histórico familiar de defesa ao liberalismo econômico.

O nome de Roberto é homônimo ao seu avô, que atuou diretamente na fundação do Banco Central, assinando o decreto de sua criação, em 1964, enquanto Ministro do Planejamento.

Considerado como um economista polêmico, Roberto Campos (o avô) iniciou sua carreira ministerial ainda durante a Era Vargas e teve seu ápice no governo Castelo Branco.

O que é Analisado nas 8 Reuniões Anuais do Copom?

Como destacamos antes, os membros do Comitê mantêm reuniões periódicas a cada 45 dias, em média, onde o futuro da economia é discutido com base nos dados coletados durante o último período.

Nessas ocasiões, a conjuntura doméstica do país é analisada sempre considerando a inflação acumulada para entender se houve e qual foi a desvalorização sofrida pelo real brasileiro.

Para ter um cenário completo para a tomada de decisão, é preciso analisar a atividade econômica do país e avaliar onde estão os principais parceiros comerciais do Brasil, assim como as oportunidades que estão sendo exploradas pelo mercado.

A dinâmica da economia global também deve ser levada em consideração, sempre olhando para as reservas internacionais – a quantidade de moeda estrangeira de que dispõem as autoridades monetárias – para tomar as decisões.

O mercado de câmbio também é colocado em foco, avaliando quais são os valores e taxas praticados nas operações de compra e venda que envolvem as principais moedas da economia global.

De modo geral, os números do mercado monetário são avaliados nos encontros do Copom.

Aqui, estamos falando dos financiamentos de curto e curtíssimo prazo e com duração limitada, como os títulos do Tesouro Direto.

Como a Copom influencia em Seus Investimentos?

Zoom em duas notas de cem reais, em referência às decisões do Copom.

As ações do Comitê de Política Econômica têm grande influência e impactam diretamente na rentabilidade dos seus investimentos.

No caso das aplicações de renda fixa, muitas utilizam a taxa de juros para definir sua rentabilidade.

É o caso do Tesouro Selic, por exemplo, que pode ter seu rendimento atrelado à meta definida pelo Copom.

Como são prefixados, esses investimentos não têm alteração no valor pago no vencimento, mas sim no preço de novas compras de títulos.

Outros investimentos são corrigidos pelo CDI, o Certificado de Depósitos Interbancários, que sempre segue de perto a Selic.

Nesse sentido, podemos destacar algumas opções como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e as Letras de Crédito Imobiliário ou do Agronegócio (LCI ou LCA).

Para investidores que aplicam em fundos e ações da bolsa de valores, a situação não é diferente.

Ainda que o preço dos papéis não seja diretamente afetado pela Taxa Selic, CDI ou IPCA, eles são influenciados pelas oscilações da economia que precedem e respondem às ações do comitê.

Em outras palavras, o Copom mexe com todos os investimentos que estão inseridos no sistema financeiro, ainda que indiretamente.

Quando São Divulgadas as Decisões do Copom?

Um prédio visto de baixo, ao redor, alguns galhos de árvore, em referência ao Copom

Desde a sua fundação, o Comitê de Política Monetária surgiu como uma forma de tranquilizar o mercado financeiro ao trazer maior transparência aos processos de controle da moeda.

É com isso em mente que o órgão mantém, até hoje, a prática de publicar a ata de suas reuniões na semana seguinte ao encontro.

Esse documento atua como um importante meio de comunicação entre o Banco Central e o mercado.

Inclusive, o principal instrumento que o Copom tem para controlar os preços é a taxa de juros.

Então, a cada 45 dias, a Selic meta é revisitada como forma de passar credibilidade e reduzir as incertezas do mercado.

Essa estratégia de comunicação, bastante baseada no cumprimento de metas, dá maior a confiança sobre o trabalho do Comitê.

Quanto mais efetivas forem suas previsões e ações, maior será a sua credibilidade.

No site do Banco Central, é possível conferir um arquivo com todas as atas divulgadas pelo Copom desde janeiro de 1998.

Calendário de reuniões do Copom 2020

Uma aba do navegador aberta no site do Banco Central do Brasil, em referência ao Copom.

Como agora você já sabe, o Banco Central do Brasil é a instituição responsável por manter a autorizar o funcionamento do Comitê de Política Monetária.

Para tanto, um calendário é criado com todas as datas de encontro do grupo durante o ano fiscal.

Os dias de reunião devem ser divulgados com antecedência, corroborando com a seriedade do Copom como instrumento de controle monetário.

As datas de 2020 foram publicadas pelo BC em junho de 2019, por meio de um comunicado que pode ser lido na íntegra no site da instituição.

São elas:

  1. 4 e 5 de fevereiro
  2. 17 e 18 de março
  3. 5 e 6 de maio
  4. 16 e 17 de junho
  5. 4 e 5 de agosto
  6. 15 e 16 de setembro
  7. 27 e 28 de outubro
  8. 8 e 9 de dezembro.

De acordo com as datas divulgadas pelo Banco Central, podemos também saber em quais dias o mercado terá acesso ao registro de cada reunião.

Por regra, as atas são divulgadas às 8h da terça-feira seguinte ao término da reunião.

Assim, as datas de publicação para 2020 são:

  1. 11 de fevereiro
  2. 24 de março
  3. 12 de maio
  4. 23 de junho
  5. 11 de agosto
  6. 22 de setembro
  7. 3 de novembro
  8. 15 de dezembro.

Conclusão

Com quase três décadas de atividade, o Comitê de Política Monetária é um consolidado órgão de controle monetário alocado dentro do Banco Central.

Sua atuação tem um papel fundamental para a regulação da economia brasileira, promovendo o controle do IPCA por meio de ajustes na Taxa Selic.

Esses dois índices (os juros e a inflação), por sua vez, afetam direta e indiretamente na rentabilidade dos investimentos, no desemprego e no consumo de forma geral.

Por conta do impacto de suas decisões, o Copom é um órgão vinculado ao BC, que aponta os membros com direito ao voto e os consultores que participam do processo.

O grupo se reúne então de maneira periódica a cada 45 dias – são oito reuniões por ano – para analisar relatórios sobre a inflação e definir qual será a Taxa Selic para o próximo período.

As decisões que surgem do encontro são divulgadas na semana seguinte, de forma pública e oficial no site da instituição.

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