março 17, 2021

Guia prático e completo de Mercado Futuro  

O que é e como funciona o mercado futuro?

Mercado futuro é um ambiente onde se negocia contratos de compra e venda de produtos que só serão realizados no futuro. Esses produtos são de diversos tipos como Milho, Café, Soja, Boi Gordo, Dólar, Índice Bovespa, S&EP 500.

Qualquer um pode investir no mercado futuro, pois os contratos não são negociados pelo seu valor total.

Também não é preciso fornecer ou comprar nenhum produto. Ao adquirir os contratos, você compra apenas o direito sobre as oscilações do valor sobre ele.

Como em qualquer título de investimento, a oferta e procura faz o ativo oscilar. Se você comprar na baixa e vender na alta ganha, se fizer o contrário perde. 

A grande diferença, é que você pode comprar obter rendimentos sobre valores de contratos acima do que você realmente investiu, gerando uma forte alavancagem.

Características do mercado futuro

  • Os contratos sofrem ajustes diários (se teve lucro ou perda, sua conta é ajustada no mesmo dia)
  • Liquidez elevada
  • Negociados somente em Bolsa
  • Possibilidade de vender seus ativos a qualquer momento

Como comprar contratos no mercado futuro

mercado futuro contrato

Entenda muito bem cada contrato antes fechar negócio no mercado de futuros!

Como dito, você não comprará o ativo em si, que são as sacas, arrobas, dólares, juros e pontos de índices, mas sim os contratos. Como na bolsa, eles são vendidos em lotes mínimos.

Para investir nesses contratos, é preciso dispor uma margem de garantia seja em dinheiro ou bens como ativos. É como se fosse um caução de aluguel comum onde o dono do imóvel tem a garantia do recebimentos dos aluguéis.

Essa margem serve como garantia de pagamento caso as oscilações do mercado sejam negativas. Ela gira em torno de 3 a 16%, dependendo do contrato. Ativos como CDBs, ações ou títulos públicos servem como margem de garantia.

O passo a passo é identico a de compra de ações. Você entra no seu home broker, escolhe o contrato e compra. 

Entenda os códigos dos produtos

Cada produto possui o seu código e as três primeiras letras representam ele.

CONTRATOCÓDIGO
Boi GordoBGI
MilhoCCM
Café ArábicaICF
Índice S&P 500ISP
DólarDOL
MinidólarWDO
índice BovespaIND
Mini-índice BovespaWIN
Juros DIDI1

Depois desse código, vem o mês de vencimento.

MÊS DE VENCIMENTOLETRA
JaneiroF
FevereiroG
MarçoH
AbrilJ
MaioK
JunhoM
JulhoN
AgostoQ
SetembroU
OutubroV
NovembroX
DezembroZ

Por fim, acrescenta-se o ano no produto. Exemplo: BGIJ17 que é um contrato de boi gordo que vence em abril de 2017.


Qual é a Finalidade do Mercado Futuro 

mercado futuro hedge

A operação de Hedge é um instrumento de defesa no mercado futuro.

O mercado futuro surgiu da necessidade de mitigar riscos de produtores e investidores. Veja um bom exemplo:

O que é operação de hedge

Imaginem a situação: João tem uma plantação de milho. Ele consegue colher 100.000 sacas. Hoje, a saca custa R$ 40. João gosta desse valor, ele possibilitaria o pagamento dos seus custos e deixaria um bom lucro.

Entenda aqui como funciona o custo de oportunidade

Assim, no final do seu processo de produção e venda, ele pode ter uma renda bruta de R$ 4.000.000.

No entanto, João ainda não chegou na época de colheita que deve ocorrer em outubro. Se o preço da saca despencar, o que é não é raro, ao valor de R$ 25 até novembro, ele perderá R$ 500.000.

Para se proteger então, ele emite contratos de venda das suas sacas para outubro no valor de R$ 40 por saca de milho. Dessa forma três coisas podem acontecer, o valor não se mexer (o que é difícil), subir ou diminuir.

A saca chegou a R$60

Nesse caso, ele vende as suas 100.000 sacas no mercado à vista, garante R$ 6.000.000. Como a operação no mercado futuro gerou um prejuízo de R$ 2.000.000, João no final, obteve a renda bruta que ele queria no dia do contrato: R$ 4.000.000. 

A saca chegou a R$25

João vende suas sacas no mercado à vista, totalizando R$ 2.500.000 (faltou 1,5kk para ele chegar no seu lucro). No entanto, o mercado futuro gerou um lucro de R$ 1.500.000 pela diferença de preço. Dessa forma, ele chega novamente na quantia que desejava R$ 4.000.000 de renda bruta.

Okay. Mas quem paga o risco?

João está livre dos riscos e pode se preocupar apenas com a sua fazenda. No entanto, não existe almoço grátis, alguém comprou o risco do João. Essas pessoas são os investidores de futuro


Como os Contratos Futuros são Negociados 

 Cada tipo de produto possui suas peculiaridades em relação ao lote mínimo, cotação, margem de garantia e vencimento.

Commodities

Os commodities são dividos em três: café arábica (ICF), boi gordo (BGI) e milho (CCM). Veja como funciona os contratos de cada um deles:

Boi Gordo

mercado futuro boi gordo

Esse tipo de produto possui o lote mínimo de 1 contrato que representa 330 arrobas de carne bovina (4.950 kg). Então digamos que o arroba esteja R$ 150, o valor total do contrato seria R$ 49.500. Com uma margem de garantia normal de 4%, você precisará de R$ 1.980 para embarcar nesse investimento. O contrato vence todo último dia útil do mês.

Café Arábica

mercado futuro cafe arabica

Um contrato de café equivale a 100 sacas de 60 kg, exatamente 6 toneladas. O preço do home broker ou sistema de monitoramento mostrará o valor da saca em dólares. Assim, esse commoditie sempre possuirá 2 variáveis: cotação da saca e cotação do dólar.

Então, digamos que após a conversão, o preço da saca esteja em R$ 400. Assim, o contrato valeria R$ 40.000.

A garantia padrão desse mercado é de 10%. Nesse caso, você precisa de R$ 4.000 para arcar com um contrato. Ele vence no 6º dia útil anterior ao último dia útil nos meses de março, maio, julho, setembro e dezembro.

Milho

mercado futuro milho

Já o contrato do milho equivale a 450 sacas de 60 kg ou 27 toneladas de milho. Se o preço da saca estiver a R$ 35, o contrato valeria R$ 15.750.

O necessário para investir em um contrato é 7% do total. Assim, para investir em um contrato, seria preciso o valor de R$ 630. O vencimento ocorre sempre no 15º dia útil. 

Moedas

mercado futuro dolar mini

É possível negociar o dólar na BM&F. Esses contratos vencem sempre no último dia útil de cada mês. No seu Home Broker, você visualizará quanto US$ 1.000 está custando em reais.

Existem dois produtos para negociar a moeda: o dólar cheio e o mini dólar. Ambos contratos vencem no 1º dia útil de cada mês.

Dólar cheio

O lote mínimo para o dólar cheio é de 5 contratos e cada um vale US$ 50.000. Ou seja, o valor total será de US$ 250.000 vezes a cotação para o real. Se estiver em 3:1, o valor será R$750.000. 

Lembre-se que no mercado futuro você investe apenas a margem de garantia. Nesse caso é de 13%, então para fazer o aporte, você desembolsará R$ 97.500 pelo lote.

Dólar mini

O dólar mini é o produto para pequenos investidores que não podem arcar com esses contratos de dólar cheio. O seu lote mínimo é de 1 contrato e consiste em US$ 10.000 ou R$ 30.000 na nossa cotação de 3:1.

Com uma margem mínima de 13%, você precisará de R$ 1.300 para comprar o contrato.

Índices

mercado futuro indice mini bovespa

Esse produto representa os pontos de alta ou baixa de mercados como o Ibovespa. Assim como o mercado futuro de moeda, os índices operam em índice cheio (IND) e mini índice (WIN).

Índice cheio

Cada lote mínimo possui 5 contratos e cada contrato equivale a R$ 1 multiplicado pelos pontos do Ibovespa. Se hoje o índice está em 70.000 pontos, o lote mínimo vale R$ 70.000. 

Para investir, você deve pagar a margem de 16%, resultando em R$ 11.200. O vencimento se dá sempre nos meses pares (4º feira mais próxima do dia 15).

Mini índice

Cada lote mínimo possui 1 contrato e cada contrato equivale a R$ 0,20 multiplicado pelos pontos do Ibovespa. Com os mesmos 70.000 pontos e margem de segurança, é preciso de R$ 2.200 para investir.

S&P 500

Esse é o índice mais importante do mundo. Ele representa a oscilação das 500 maiores empresas dos Estados Unidos.

Cada ponto desse índice vale US$ 50. Um contrato dele vale os US$ 50 vezes a pontuação do dia, se for 2.000 pontos, nesse dia vale US$ 100.000 ou R$ 300.000 em 3:1.

A margem de garantia normal é de 12% do contrato, então para investir, terá de colocar R$ 36.000. 


Mercado Futuro x Mercado de Ações

mercado futuro alavancagem

Ações e futuros possuem grandes diferença. Não confunda-os!

A principal diferença é que aqui, a análise fundamentalista não possui valor algum. Afinal, ações são pedacinhos de empresa enquanto contratos futuros são produtos a serem negociados.

Leia também:

>> 10 principais erros do investidor iniciante no Mercado de Ações

Obviamente, os contratos também não rendem dividendos. No entanto, como os gráficos e o conceito de oferta e procura são muito parecidos, a análise técnica pode ser utilizada no mercado de futuros.

Também é muito parecido o custo por operação para iniciantes entre um e outro.

Existem bem menos produtos no mercado de futuros, diferente do mercado de ações. Além disso, é mais fácil operar alavancado em futuros. 


Por que o Mercado Futuro Pode Ser Lucrativo

mercado futuro vantagens

Aprenda a lucrar com o mercado futuro!

Exemplo de operação

Com R$ 100.000 de investimento é possível comprar contratos de boi gordo no valor de R$ 500.000. Se o boi gordo valorizar em 10%, você faturou R$50.000. Ou seja, teve uma rentabilidade de 50%.

No entanto, se o boi gordo desvalorizar 25%, você perde R$ 125.000. Todo o seu investimento inicial e mais uma conta de R$ 25.000 para pagar que será descontada de outros investimentos ou gerará dívidas com juros em seu nome.

Principais Vantagens

Diversificação

Se você está cansando de operar no mesmo mercado, os contratos futuros podem ser uma ótima chance de diversificar investimentos e aproveitar novas oportunidades do mercado.

Alavancagem 

Para comprar 1.000 ações da Petrobrás (PETR4) a R$ 15, você precisa de R$ 15.000. Com esse valor, como vimos, você pode conseguir contratos que oscilarão sobre muito mais que R$ 15.000.

Flexibilidade

Com ações, você ganha apenas prevendo as tendências de alta. No futuro, vender contrato é sinônimo de lucro na queda. Abre-se um novo leque para investir.

Liquidez

É simples e rápido entrar e sair do mercado. Ele opera com um volume gigantesco de dinheiro diariamente. Então, caso você queira zerar sua posição, basta vender os seus contratos.


Como Começar a Investir No Mercado Futuro

mercado futuro start

Pronto para começar seus aportes no mercado futuro?

Basta ter uma conta em uma corretora para começar a operar no mercado de futuros. Ao escolher a Rico para isso, você garante as melhores taxas e assistência do mercado.

Lembre-se muito bem de controlar o risco, principalmente se quiser alavancar muito em cima do seu capital.

Qual Tipo Escolher

A escolha do contrato de futuro se dará de acordo com os seus objetivos. Depende de quando você quer liquidar a operação, rentabilidade, risco, valor a ser investido e etc.

O momento certo para compra será encontrado pela análise técnica. Você deve fazer como no mercado de ações. Destrinche os gráficos buscando sinais de tendência de alta ou queda

Exemplo Prático de trade de Contratos futuros

Faz de conta que você comprou um lote mínimo do mini índice com vencimento em Março de 2017. Seria um contrato do código WINH17. Comprando na cotação de 64.022, 1 contrato valeria R$ 12.804,40.

Levando a margem de segurança de 16% em consideração, sua conta na corretora deve possuir pelo menos R$ 2.048,704 em dinheiro ou ativos.

Se no momento da venda, 5 dias depois, a cotação estiver em 66.967, o seu contrato estaria valendo R$ 13.393,40, totalizando um lucro de R$ 589. Em relação ao que você alocou como garantia, seria um lucro de 28,7% em 5 dias. Muito bom, não?


Os Maiores Riscos e Como Se Precaver

mercado futuro riscos

Saiba controlar os seus riscos para salvar o seu capital!

O grande risco da alavancagem em um investimento é dar o passo maior que a sua perna. Ou seja, é possível comprar R$ 500.000 em mercado futuro com R$100.000. O problema é que se esses contratos perderem 20% de valor signifca uma perda total do investimento.

Assim, recomendamos os investimentos com alto poder de alavancagem para investidores muito arrojados e experientes. Que sabem até onde estão dispostos a correr risco.

Lembre-se: nunca arrisque nada que você não possa perder. 

Imagine uma pessoa que devido a um aumento de salário, resolveu financiar um carro novo, reformou a casa e fez uma viagem internacional pelo cartão de crédito. Esse indivíduo está alavancado. Ou seja, fazendo uso do que não tem.

E isso é muito perigoso, pois não existe estabilidade no mundo. Se a empresa dele não resistir ao mercado ou algum diretor resolve demiti-lo, ele vai ter que arcar com dívidas que não pode pagar vendendo suas coisas por menos que valem e correção de juros.

Esse é o grande risco da alavancagem. Então, aprenda a operar com uma alavancagem controlada.


Conclusão

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Conhecer todas as oportunidades e suas características forma ótimos investidores.

Sem dúvida essa é uma ótima opção para investidores que querem diversificar seus investimentos ou que buscam novos horizontes e oportunidades.

Se o mercado de futuros se enquadra no seu perfil de investidor, com certeza esse produto é uma ótima escolha.

Um ótimo uso para esse mercado é a saída de férias de um investidor, por exemplo. Imagine que ele não quer se desfazer de todas as suas ações, mas quer garantir o valor delas atualmente.

Esse investidor pode vender contratos futuros fazendo a operação de hedge em sua cotação atual.

Saiba mais sobre outros investimentos também:

  1. Como investir em Opções?
  2. Os melhores investimentos para 2017

O mesmo vale para programar uma viagem de férias internacionais. Se a moeda for o dólar e você acredita que a cotação atual é o suficiente para sua viagem, basta comprar contratos de dólar garantindo a cotação atual.

Outra grande valia do mercado futuro é poder proteger parte do seu capital de possíveis crashs da bolsa. Moedas e commodities normalmente entram em alta ou continuam estáveis quando crises assim acontecem.

Gostou do texto? Deixe o seu comentário com elogios ou dúvidas para que possamos aprimorar esse conteúdo.

Obrigado por ler até aqui!

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outubro 22, 2020

Debentures incentivadas: Guia completo para investir  

Você já deve ter ouvido falar sobre as debêntures incentivadas, mas sabe o que realmente significa esse tipo de investimento?

Não se preocupe, porque não se trata de um bicho de sete cabeças do mundo financeiro.

No entanto, é importante conhecer detalhes desse investimento que tem, entre outras vantagens, a isenção do Imposto de Renda.

Isso mesmo! Ela não recebe a famosa mordida do Leão, que tira boa parte da rentabilidade das aplicações.

Então, se você quer diversificar sua carteira de investimentos, pode encontrar uma boa opção com as debêntures incentivadas.

Vamos conhecer como elas funcionam? 

Acompanhe os tópicos que preparamos para este conteúdo:

Se restar alguma dúvida ao final, é só deixar um comentário.

Boa leitura!

Clique e acesse o infográfico sobre como começar a investir hoje

O que são debêntures incentivadas?

Debêntures incentivadas são um tipo de aplicação financeira na qual o investidor “empresta” dinheiro para que grandes empresas possam custear as suas operações e investimentos.

Em troca, o comprador do ativo é remunerado com juros.

No geral, as debêntures funcionam dessa forma.

O grande diferencial das incentivadas para as outras modalidades é que o valor aplicado sobre elas é reinvestido em obras ou serviços de infraestrutura para o país.

Então, como maneira de fomentar o investimento nesse tipo de empresas, que exerce papel estratégico para a economia, o governo decidiu gerar um estímulo para que mais pessoas comprem tais papéis.

O incentivo, claro, é financeiro.

Assim, esses títulos de dívida são isentos do recolhimento do Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.

O que a lei diz sobre as debêntures incentivadas?

A legislação que oficializou o incentivo fiscal às debêntures é a Lei 12.431

No artigo 2º, ela trata sobre a aplicação financeira.

Em seu inciso I, a isenção do pagamento do Imposto de Renda para pessoa física é determinada quando o título comprado for emitido para: 

“Captação de recursos com vistas em implementar projetos de investimento na área de infraestrutura, ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, considerados como prioritários na forma regulamentada pelo Poder Executivo federal.”

Vale ressaltar que a isenção é restrita a pessoas físicas.

A lei diz que debêntures incentivadas compradas por pessoas jurídicas serão tributadas em 15%.

Quais são os tipos de debêntures?

Além das incentivadas, existem outros tipos de debêntures.

Você sabe quais são? 

Conheça os formatos de títulos de dívidas de empresas a seguir.

Debêntures não conversíveis ou simples

As debêntures simples não podem ser convertidas em ações da empresa.

Ou seja, o papel é emitido e vence como título de dívida.

Debêntures conversíveis

Seguindo a mesma lógica, as debêntures conversíveis podem se transformar em ações da companhia emissora.

Nesse caso, o investidor “troca” os papéis por frações da sociedade que emitiu o ativo.

Debêntures permutáveis

Por fim, as debêntures permutáveis podem ser transformadas em ação.

Mais do que isso, elas podem ser trocadas por papéis de qualquer outra sociedade anônima emissora disposta a fazer a negociação.

Como funcionam as debêntures incentivadas?

Zoom na palavra debenture no dicionário

Pense na quantidade necessária de dinheiro para construir um aeroporto, por exemplo.

Muito dinheiro envolvido em um projeto dessa magnitude, concorda?

É um tipo de construção que requer um volume gigantesco de investimento. Algo que, às vezes, as empresas privadas não dispõem em caixa.

Assim, as companhias captam recursos no mercado financeiro e podem fazê-lo com a emissão de debêntures.

Ou seja, elas emitem “papéis da dívida” e vendem como aplicação.

Os investidores compram os títulos e esperam receber juros pelo “empréstimo” que fizeram.

Como visto, no caso específico das debêntures incentivadas, o investimento não tem recolhimento do IR para pessoas físicas.

Isso acontece para estimular os investidores a comprarem papéis que poderão melhorar a infraestrutura do país.

Quais são os benefícios em investir em debêntures incentivadas?

O grande benefício do investimento em debêntures que têm incentivo fiscal é, justamente, a isenção do recolhimento do Imposto de Renda.

Dessa forma, o investidor fará a compra dos títulos e, quando receber o valor aplicado e os ganhos, não terá o abatimento do IR.

Outra vantagem é a sua rentabilidade – é possível encontrar ativos que pagam quase 250% do CDI.

Por isso, se você está em busca de novas aplicações para diversificar sua carteira de investimentos e aumentar os ganhos, as debêntures incentivadas podem ser uma boa opção.

Quais são os riscos em investir em debêntures incentivadas?

Como todo investimento, as debêntures incentivadas têm seus riscos.

Portanto, é importante conhecer algumas das situações que podem comprometer o recebimento do valor aplicado. 

Os principais riscos das debêntures incentivadas são:

  • De crédito
  • De fluxo de caixa.

Vamos explicar cada um deles para você entender.

Diferente de outros produtos de renda fixa, não há a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

Para mais informações sobre o FGC, acesse o site http://www.fgc.org.br.

Ou seja, é uma característica que compromete um pouco a segurança de resgate caso a empresa entre em processo de falência.

Quanto à outra ameaça citada, a emissora pode simplesmente não ter dinheiro em caixa para fazer o pagamento dos juros e, então, colocar em risco todo o valor aplicado pelos investidores.

Entenda as garantias das debêntures incentivadas

Uma mão andando com os dedos sobre uma pilha de moedas e, acima, está escrito debenture

Apesar dos riscos expostos no tópico anterior, as debêntures têm garantias que diminuem a possibilidade de o investidor ter perdas.

Ou seja, o título pode contar com outros mecanismos que tragam mais segurança para o resgate do valor aplicado.

Conheça as garantias das debêntures incentivadas abaixo.

Debêntures com garantia real

Nesse caso, os papéis estão atrelados diretamente a bens reais da empresa emissora.

Se houver problemas financeiros, os itens poderão ser liquidados a fim de garantir o pagamento aos investidores.

Debêntures com garantia flutuante

Companhias que emitem títulos com garantia flutuante pagam os valores devidos aos compradores de debêntures antes dos demais investidores.

Assim, em caso de falência, por exemplo, os titulares de papéis recebem seu retorno antes dos acionistas e de outros credores.

Debêntures subordinadas

Ao contrário dos papéis com garantia flutuante, a debênture subordinada prioriza o pagamento aos detentores de ações da empresa.

Nesse caso, os acionistas têm prioridade de recebimento frente aos compradores dos ativos.

Essa é uma aplicação mais arriscada para quem tem títulos da dívida privada, mas, no geral, oferece maiores rendimentos do que as outras modalidades.

Debêntures quirografárias ou sem preferências

Por fim, as debêntures quirográficas não garantem nenhum tipo de preferência.

Dessa forma, tanto investidores quanto acionistas e outros credores têm tratamento igualitário para o recebimento do dinheiro aplicado.

O que são os fundos de debêntures incentivadas?

Fundos de investimento funcionam como grandes grupos de investidores que reúnem seus recursos financeiros para fazer aplicações conjuntas.

Eles agem sob o trabalho de uma gestora, que aloca o dinheiro da equipe nos melhores tipos de investimentos.

No caso dos fundos de debêntures incentivadas, os cotistas aplicam em diferentes títulos de dívida privada.

Assim, eles recebem os juros de acordo com o rendimento dos ativos e a quantidade de cotas que adquiriram.

Como investir em debêntures incentivadas?

Gostou da proposta das debêntures incentivadas e quer aplicar seu dinheiro nelas?

Nesse caso, siga este passo a passo:

  1. Abra sua conta em uma corretora de confiança, como a Rico
  2. Transfira o valor que deseja investir da sua conta bancária para a conta de investimento na corretora, o que deve ser feito a partir de uma TED de mesma titularidade
  3. Analise e escolha em quais títulos aplicar
  4. Com a decisão tomada, é só emitir a ordem de compra com sua assinatura eletrônica, de forma online junto à corretora
  5. Pronto! Você agora investiu em debêntures e só tem o trabalho de acompanhar o investimento.

Vale dizer ainda que, para investir em debêntures incentivadas, é preciso ter acesso a um home broker.

A plataforma digital de investimentos permite que você visualize os títulos disponíveis para a compra, escolha os papéis e, então, envie sua ordem de compra.

Cliente Rico tem acesso a um moderno home broker e, por lá, pode negociar debêntures incentivadas.

5 melhores fundos de debêntures incentivadas para investir em 2020

Uma mulher de terno mexendo em um notebook em referência às debentures incentivadas

Se você está pensando em investir em debêntures incentivadas em 2020, vale a pena dar uma olhada na lista que preparamos.

Ela traz sugestões de títulos para você conhecer.

Não se trata de recomendação de investimento, já que a decisão sobre em qual debênture aplicar deve atender a questões específicas, como seu perfil de investidor e objetivos com o rendimento gerado.

Confira!

1. Indosuez

Com aplicação mínima de R$ 1 mil, o fundo de investimentos administrado e gerido pela Indosuez remunerou seus investidores com mais de 241% do CDI no ano passado.

  • Fundo de debêntures: Ca Indosuez Debêntures Incentivadas 60 Cred Priv Fic Fi Multimercado.

2. BNP Paribas

O fundo administrado e gerido pelo grupo BNP Paribas tem investimento inicial de R$ 5 mil.

Em 2019, sua taxa de pagamento ficou em aproximadamente 194% do CDI.

  • Fundo de debêntures: Bnp Paribas Fundo Incentivado De Investimento Em Infraestrutura Debêntures Incentivadas Renda Fixa.

3. AZ Quest

Gerido pela AZ Quest e administrado pela BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S/A, o fundo com aplicação mínima de R$ 5 mil pagou mais de 187% do CDI no último ano.

  • Fundo de debêntures: Bnpp Fdo Inc de Inv Infra Deb Inc RF.

4. ARX

Remunerando com valores que ultrapassaram os 182% do CDI em 2019, o fundo da ARX tem investimento inicial mínimo de R$ 3 mil.

O ativo é administrado pela BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A. e gerido pela ARX Investimentos LTDA.

  • Fundo de debêntures: ARX Elbrus Fundo Incentivado de Investimento em Infraestrutura RF.

5. Safra

Gerido e administrado pelo grupo Safra, o fundo de investimentos com foco em debêntures incentivadas conseguiu remunerar os cotistas com mais de 150% do CDI em 2019.

Para fazer investimentos nesse ativo, o investidor deve desembolsar, pelo menos, R$ 10 mil.

  • Fundo de debêntures: Safra Infraestrutura Profit.

Perguntas frequentes sobre debêntures incentivadas

Um casal em uma mesa. Ele segura papéis e ela faz anotações em um caderno. Eles se entreolham, em referência às debentures incentivadas

Os títulos de dívida privada com incentivo fiscal são uma modalidade de investimento relativamente nova para o investidor brasileiro.

Formalizados em 2011, os papéis vêm conquistando, aos poucos, novos adeptos no Brasil.

Por isso, se você ainda tem dúvidas a respeito das debêntures incentivadas, não se preocupe!

A categoria traz algumas incertezas até para os investidores mais experientes.

Para resolver a questão, selecionamos as principais perguntas sobre os títulos e, é claro, trouxemos as respostas para que você entenda tudo sobre o assunto.

Vamos lá?

Quanto rende uma debênture?

O retorno com o investimento em debêntures vai depender de uma série de fatores.

O primeiro deles é se o título é de renda fixa ou de renda variável

A modalidade fixa faz o pagamento predeterminado de juros – como 10% ao ano, por exemplo.

Já a variável não define taxas para os rendimentos e, dessa forma, o valor pode oscilar bastante.

Outro ponto a observar nos ganhos com as debêntures incentivadas é o risco do investimento.

A tendência é que, quanto mais arriscada for a aplicação, maior será a remuneração do investidor.

Por fim, verifique os custos para investir.

Apesar de não ter a incidência do Imposto de Renda, a debênture incentivada pode ter outras despesas, como taxas de corretoras.

Na Rico, você investe tranquilo: é taxa zero para investir em renda fixa.

Quem emite debêntures incentivadas?

Esse tipo de título de dívida privada é emitido por grandes empresas que desejam captar recursos para financiar as próprias operações.

Assim, as companhias lançam as debêntures incentivadas, vendem os papéis, acumulam dinheiro e, então, fazem seus investimentos.

Qual é o prazo mínimo de vencimento de uma debênture incentivada?

As empresas emissoras colocam datas de vencimentos variadas em seus papéis, mas, no geral, a aplicação tem objetivo de médio a longo prazo.

No caso das incentivadas, o prazo mínimo para resgatar o valor investido tende a ser superior a dois anos e fica, em média, por quatro anos.

Até lá, o título fica com o comprador – se ele quiser liquidar a aplicação, deve recorrer ao mercado secundário e negociá-lo.

Ao fazer a venda antes do prazo de vencimento do papel, o investidor pode ter perdas significativas de rentabilidade.

Assim, comprar debêntures incentivadas requer planejamento a fim de que o valor possa permanecer por alguns anos na aplicação.

Conclusão: investir em debêntures incentivadas vale a pena?

Antes de você fazer qualquer tipo de investimento, precisa entender qual é seu perfil de investidor e quais são seus objetivos.

Dessa forma, terá os parâmetros para descobrir qual nível de risco e expectativas de ganhos estão dentro da sua margem desejada.

Ao entender essas questões, podemos avançar com a compreensão sobre as debêntures incentivadas.

Como vimos, elas são um investimento de médio a longo prazo, com remuneração que pode ser de renda fixa ou variável e, por fim, é isenta do Imposto de Renda.

Em contrapartida, a aplicação não é assegurada pelo FGC e ainda apresenta diferentes riscos, como de crédito e fluxo de caixa.

Além disso, as debêntures incentivadas podem ou não ter garantias para o pagamento dos rendimentos – o que influencia na segurança e nos ganhos do ativo.

A verdade é que, com a taxa Selic lá embaixo, qualquer aplicação que renda mais do que o CDI já é um investimento que deve ser considerado.

No entanto, você precisa pesquisar em detalhes as variáveis das debêntures incentivadas para ser capaz de pesar os prós e os contras.

Nessa hora, conte com a Rico.

Temos conteúdos educacionais, Investv e o próprio blog com materiais relevantes para a sua tomada de decisão.

Abra sua conta agora mesmo!

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agosto 5, 2020

O que é fundo DI, qual o Melhor e como investir?  

Ao entender o que é fundo DI, você fica por dentro de uma das melhores opções e com os menores custos entre os fundos disponíveis no mercado. Sabia disso?

Para quem quer diversificar os investimentos de forma conservadora, liquidez e sem abrir mão de um bom rendimento, os Fundos de Renda Fixa Referenciados DI podem ser uma alternativa interessante.

Neste texto, vamos explicar o que significa Fundo DI, suas vantagens, como investir, quais os custos e como decidir entre fundo DI ou Tesouro Direto.

Você vai conferir os seguintes tópicos:

  • O Que São Fundos DI (Fundos de Renda Fixa Referenciados DI)?
  • Investir Em Fundos DI É Para Você? Conheça O Perfil De Investidor
  • Qual A Rentabilidade De Fundos DI
  • Vantagens e Desvantagens do Fundo de Investimento DI
  • Como Investir em Fundos DI [Passo a passo]
  • Riscos
  • Prazos de Investimento e Taxas
  • Tributação
  • Qual é Mais Vantajoso Fundos DI x Tesouro Direto x Poupança x CDB
  • Principais dúvidas sobre Fundo DI.

Se restar alguma dúvida ao final, é só deixar um comentário!

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O Que São Fundos DI (Fundos de Renda Fixa Referenciados DI)?

Antes de explicar o que significa Fundo DI, é importante saber o que é um fundo referenciado.

Qualquer fundo referenciado tem em comum um indicador específico, conhecido como benchmark – tendo assim um objetivo de rendimento que deve alcançar esse indicador.

É nesta categoria que se enquadram os famosos referenciados DI, que recebem o nome por acompanharem a taxa básica de juros (Selic) ou títulos indexados ao CDI (Certificados de Depósito Interbancário).

No caso do Fundo DI, a sua formação é composta, em maior parte, por títulos públicos do Tesouro Direto atrelados à Selic ou em títulos privados de baixo risco.

O CDI acompanha a variação da taxa básica de juros, a Selic, tendo assim percentual muito aproximado.

E também é o indicador utilizado como benchmark para avaliar a rentabilidade do fundo DI.

Quando você estiver pesquisando um fundo DI, irá notar que o principal objetivo do fundo é buscar acompanhar as variações do CDI.

Quer saber como funcionam os fundos de investimento em alguns minutos? Assista ao vídeo abaixo:

Investir Em Fundos DI É Para Você? Conheça O Perfil De Investidor

O fundo DI é considerado o mais conservador entre todos os tipos de fundos  distribuídos.

De acordo com a classificação da Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), esse produto se enquadra como um fundo de renda fixa.

Por ser um fundo de renda fixa e, assim acompanhar a variação da taxa básica de juros, o fundo DI é um poderoso instrumento de proteção do patrimônio e oferece rentabilidade melhor que a poupança.

Geralmente, um investidor com perfil conservador busca oportunidades de investimentos que possam rentabilizar mais que a poupança ou um CDB, sem abrir mão da segurança e sem aumentar os riscos.

Se esse é o seu caso, o fundo DI pode ser uma opção interessante de diversificação.

A grande sacada é selecionar um fundo DI de qualidade, com baixa taxa de administração e que possa trazer um desempenho igual ou superior ao CDI.

Sabendo disso, e tendo acesso a profissionais capacitados para te ajudar, é possível encontrar um fundo de investimento seguro, de renda fixa e que atenda aos seus objetivos financeiros.

Qual A Rentabilidade De Fundos DI

Uma mulher parada em frente a uma parede de lousa, na qual está desenhada uma árvore de dinheiro que a mulher segura, em referência ao fundo Di
A rentabilidade do Fundo DI tem como objetivo seguir ou ultrapassar o rendimento do CDI 

Em geral, os fundos DI são compostos por títulos pós-fixados do Tesouro Direto, os quais seguem a Taxa Selic ou de crédito privado, cujo desempenho tem como parâmetro o CDI.

A Selic e o CDI são muito próximos, e o objetivo de um fundo DI é, em geral, alcançar ou ultrapassar 100% do CDI.

No momento em que escrevemos este texto, a Selic está em 2,25% ao ano – logo, 100% do CDI fica em torno dessa taxa.

Observe que, se o fundo DI é composto por títulos pós-fixados,  a rentabilidade irá refletir a variação da taxa básica de juros.

Além de olhar a rentabilidade, é preciso considerar que o fundo DI possui liquidez diária.

Essa pode ser uma grande vantagem frente aos CDBs com liquidez diária, mas que, nos grandes bancos, rendem por volta de 80% do CDI.

Vantagens e Desvantagens do Fundo de Investimento DI

As vantagens do fundo DI são:

  • O fundo DI é altamente seguro e conservador
  • Possui liquidez diária podendo pagar próximo de 100% do CDI
  • Seu dinheiro é aplicado em um produto de baixíssimo risco
  • Oportunidade de ter um gestor profissional que irá buscar o melhor desempenho
  • Custo baixo de administração
  • Excelente produto de diversificação
  • Alternativa para ser usado como reserva de emergência
  • Não possui período de carência para realizar o resgate

Em relação às desvantagem, destacamos os custos, que podem influenciar no rendimento do fundo.  

A nossa dica é buscar um fundo DI cuja taxa seja inferior a 1%. Nesse caso, o investimento torna-se vantajoso.

E, ao contrário dos investimentos de renda fixa,  o fundo DI não possui a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Créditos – até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

Para mais informações sobre o FGC, acesse o site http://www.fgc.org.br.

Os investimentos garantidos pelo FGC são:

Vantagens de acordo com uma especialista em fundos

Perguntamos a Daniela Barreto, especialista em fundos de investimento da Rico, qual seriam as vantagens de se investir em um fundo DI.

Segundo Daniela, o fundo DI é uma alternativa de baixo custo para quem quer um investimento conservador, seguro e com liquidez diária.

E também para o investidor que busca diversificar os investimentos.

Ela destaca, ainda, que o fundo DI serve como uma aplicação disponível sempre que necessário e com a vantagem de ser gerenciado por profissionais – podendo, assim, ter ganhos superiores a um CDB de um grande banco.

Como Investir Em Fundos DI Com Maior Rentabilidade?

É importante saber que, em se tratando de fundos, o mote é: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Isso quer dizer que se um fundo teve uma performance excelente nos últimos 12 meses, não há como garantir que a rentabilidade nos próximos meses será a mesma ou melhor.

Contudo, as gestoras de fundos tradicionais e com bom histórico de desempenho são bastante confiáveis e trabalham com equipe altamente qualificada.

Aqui na Rico, por exemplo, selecionamos com rigor todas as gestoras cujos fundos disponibilizamos em nossa plataforma de investimentos.

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É importante ter claro também que um investimento conservador e de baixo risco trará rendimentos menores que aplicações que possuem um risco médio ou alto.

Mas você pode se perguntar: por que investir em algo que pode render menos, se há um produto que pode ter rendimentos superiores?

A resposta é simples: muitos investidores abrem mão de uma alta rentabilidade em troca da disponibilidade do dinheiro a qualquer momento, com um rendimento regular, sem o risco de sofrer grandes oscilações.

Esse é o caso do fundo DI – uma alternativa segura de ter um investimento rendendo e sempre à mão.

Como Investir em Fundos DI (Passo a Passo)

Comprar um fundo DI é bem simples e aqui na Rico você faz isso em 3 passos:

1 – Acesse a plataforma de fundos no site e clique no fundo que quer investir.

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Fundos de Renda Fixa Rico – Tela capturada em 29/06/2020.


2 – Ao clicar no fundo, você confere todos os detalhes antes de investir. Analise bem para escolher um dos melhores fundos DI.

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Fundos de Renda Fixa Rico – Tela capturada em 29/06/2020.

3 – Ao clicar no botão aplicar, como pode ver acima, você será redirecionado a uma janela. Em seguida, insira o valor da aplicação, a sua assinatura eletrônica e clique em aplicar. Pronto!

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Fundos de Renda Fixa Rico – Tela capturada em 29/06/2020.

Depois disso, você acompanha a compra e desempenho do fundo em sua área logada e exclusiva no site. Viu como é fácil?

Quando investir no Fundo DI?

Uma das vantagens da aplicação nos fundos DI é a rentabilidade diária, o resgate imediato e o baixo risco. 

Isso o torna uma opção interessante para objetivos que exigem alta liquidez, como é o caso da reserva de emergência.

No entanto, é preciso estar atento às movimentações do mercado para encontrar o melhor momento para aplicar neste fundo.

Os fundos DI também são considerados uma boa opção para o investidor que deseja diversificar os produtos em sua carteira.

Como são fundos formados por várias cotas, você pode escolher qual deles é mais adequado para seus objetivos.

Além da liquidez e da diversificação, vale investir em um fundo DI para sair da poupança e proteger seu patrimônio de forma segura e muito mais rentável.

Qual o melhor Fundo DI?

Como reforçamos acima, o melhor fundo DI é aquele que vai gerar boa rentabilidade pelos menores custos.

Para começar, defina o que é uma boa rentabilidade para você o qual risco tolera para que esse rendimento seja alcançado.

A dica para isso é conhecer seu perfil de investidor – um teste que você faz logo ao abrir sua conta na Rico.

Há opções para todos os perfis: conservadores, moderados e arrojados.

Também é importante avaliar qual o valor da taxa de administração.

O recomendável é que ela seja de, no máximo, 1% ao ano – quanto menor, melhor.

Riscos

O fundo DI tem baixo risco por ser composto, em quase sua totalidade, de títulos públicos do Tesouro Direto ou de crédito privado.

O principal risco é não possuir a garantia do Fundos Garantidor de Crédito.

Por outro lado, os fundos de investimento possuem mecanismos de segurança contra risco de crédito e são altamente regulados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

Ao aplicar em um fundo autorizado pela CVM, você tem a segurança de que os recursos não ficam guardados juntos com o dinheiro da instituição que faz a gestão.

Logo, se acontecer de a instituição encerrar as suas atividades, o seus ativos permanecem assegurados, pois estão guardados na instituição custodiante – que é a responsável pela guarda dos títulos.

Caso isso venha a acontecer, o que é bem difícil com as gestoras que trabalhamos aqui na Rico, os recursos são transferidos para outros bancos e suas aplicações continuam normalmente.

Prazos de Investimento e Taxas

Um relógio de mesa com várias moedas ao lado, em referência ao fundo Di
Não há período obrigatório de permanência com o investimento para resgatar


O fundo DI não possui período de carência, ou seja, não há obrigatoriedade de aguardar certo prazo para realizar o resgate.

Porém, se houver um resgate em menos de 30 dias, a partir da data de aplicação, há a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Mais à frente, vamos falar sobre o IOF e o Imposto de Renda (IR) – este, sim, um tributo que sempre incide sobre um fundo DI.

Por enquanto, não esqueça de considerar a já destacada taxa de administração.

Ela serve para remunerar as instituições de gestão e de administração.

O rendimento apresentado no material do fundo e em nosso site é o que realmente está rendendo, já descontando as despesas.  

A boa notícia é que o fundo DI possui uma das taxas de administração mais baixas do mercado. É possível encontrar fundo DI na plataforma Rico com taxas inferiores ou de até 1% ao ano.

Em alguns fundos, o gestor pode adquirir cotas de outros fundos e, por isso, existe a taxa de administração máxima.

Tributação

Como todo fundo de investimento, há a incidência de IR.

Porém, o Imposto de Renda incide apenas sobre os lucros.

O desconto do IR é realizado no momento do resgate e a alíquota segue a tabela regressiva de acordo com o tempo entre a data de aplicação e a de resgate.

Tabela regressiva de IR

Prazo

Alíquota

Até 180 dias

22,5%

De 181 a 360 dias

20%

De 361 a 720 dias

17,5%

A partir de 720 dias

15%

Come-cotas

O come-cotas serve para recolher o Imposto de Renda em forma de cotas nos meses de maio e novembro de cada ano.

No fundo DI, são recolhidos 15% em cima dos rendimentos e deduzidos automaticamente da sua aplicação.

Dessa forma, quando realizar o resgate, você só paga a diferença entre o IR devido, de acordo com o tempo de aplicação, e o que já foi pago no come-cotas.

IOF

Como mencionamos acima, o IOF é cobrado de forma regressiva se o resgate é realizado em um período inferior a 30 dias da data da aplicação.

A alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras varia de 96% a 0% em cima dos ganhos obtidos – dependendo do tempo da aplicação.

Confira a tabela abaixo:

PrazoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
A partir de 720 dias15%
                                  Após 30 dias da aplicação não há cobrança de IOF no resgate 

Qual é Mais Vantajoso?

Um homem desenha em uma lousa gigante várias setas apontando para a direita, em referência ao fundo DI
   Investir em Fundo DI e em Tesouro Direto é uma excelente estratégia de diversificação 

Chegou a hora de  comprar o fundo DI com outras aplicações para que você possa decidir qual é o mais vantajoso para a sua carteira.

Sempre lembrando que você pode ter os dois produtos nela: tanto um fundo DI como outros títulos públicos e de crédito privado.

Fundos DI x Tesouro Direto

O Fundo DI atrai muitos investidores por sua alta liquidez e a segurança de ter a rentabilidade “travada” em um indexador como o CDI.

Além disso, conta com a comodidade de ter seu investimento sendo gerenciado e administrado por profissionais.

Por outro lado, possui custos como taxa de administração, que, se for superior a 1% ao ano, torna o rendimento do fundo pouco atrativo.

O Tesouro Selic, por sua vez, tem a rentabilidade atrelada à taxa básica de juros Selic e também pode ser resgatado diariamente sem perder a rentabilidade no período.

Em relação aos custos, possui incidência de Imposto de Renda regressivo e as taxas são as seguintes:

Uma grande vantagem do Tesouro Selic é acessibilidade, uma vez que é possível comprar títulos públicos a partir de R$30,00.

Já em fundos, a aplicação inicial mínima é a partir de R$ 500.

Fundos DI x Poupança

Com a atual taxa Selic na casa dos 2,25% (junho de 2020), o fundo DI segue mais atrativo que a poupança.

Neste momento, por exemplo, a caderneta renda cerca de 1,575% ao ano – longe de superar um fundo DI.

O fundamental aqui é saber que a poupança hoje é a pior aplicação em termos de rentabilidade.

Há diversos investimentos também de renda fixa, com a mesma segurança, mas que irão rentabilizar melhor o seu dinheiro.

Fundo DI x CDB

Há algumas diferenças importantes entre um fundo DI e um CDB – e o investidor precisa estar atento para não deixar de ter um bom retorno financeiro.

Uma delas é que o CDB não tem taxa de administração, enquanto que o fundo DI tem. 

Outra é que o CDB, por ser um ativo de crédito privado, tem a sustentação do Fundo Garantidor de Crédito, o que fundo DI não possui.

No entanto, o risco maior pode estar no CDB por ser de um único emissor.

O fundo DI, por ter maior diversificação dentro do seu escopo, oferece maior proteção ao seu rendimento.

Outra diferença está na cobrança do Imposto de Renda.

No CDB, ele é cobrado ao final do contrato. Porém, se ele é renovado, a alíquota volta para o valor inicial.

No caso do fundo DI, quanto mais tempo ele durar, menor será a alíquota, que chegará ao menor limite de 15%.

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Resumindo: Fundo DI x Tesouro Selic X Poupança X CDB

Você notou que o Fundo DI e o Tesouro Selic se assemelham na medida em que possuem rendimentos parecidos, mas não iguais.

Porém, a estratégia de um investidor que já acompanha seus investimentos há um tempo e tem um certo conhecimento do mercado é: diversificação.

A diversificação é importante para garantir o potencial dos rendimentos de acordo com os objetivos e prazos, sejam de curto, médio ou longo.

E, ao chegar até aqui, você já deve ser um investidor mais preparado e pronto para diversificar as suas aplicações.

Lembre-se da famosa frase: nunca coloque todos os ovos no mesmo cesto.

Se um investimento tem um desempenho abaixo do esperado, outro pode performar melhor.

A nossa recomendação é: não exclua a possibilidade de investir em um fundo DI, se decidir aplicar em Tesouro Selic ou vice-versa.

Ambos possuem vantagens e cada um deles pode servir para uma meta financeira específica.

Em se tratando da poupança, a nossa recomendação é para que fuja dela.

Deixar o dinheiro parado lá significa abandoná-lo para ser corroído pela inflação, pois está rendendo abaixo do IPCA.

Se o motivo de deixar o dinheiro parada lá é por causa da liquidez, você aprendeu neste texto que o fundo DI e o Tesouro Selic podem substituí-la tranquilamente.

Uma vantagem que tem atraído muitos poupadores que decidem tirar o dinheiro da poupança e tornam-se investidores ao escolher produtos como esses.

Principais dúvidas sobre Fundo DI

ovos de ouro sobre uma mesa com contas e calculadora, em referência ao fundo DI
 Diversifique seus investimentos para ter diferentes rendimentos e de acordo com cada objetivo

Para eliminar qualquer dúvida e reafirmar alguns pontos importantes sobre o fundo DI, preparamos esta breve seção de perguntas e respostas.

Confira! 

Qual o valor mínimo para investir em Fundo DI?

A oferta de fundos DI ganhou um incentivo quando corretoras passaram a apresentar a possibilidade de isenção da taxa de administração.

Isso também reduziu o valor necessário para um investimento mínimo nesse tipo de fundos.

Atualmente, é possível encontrar fundos DI com valor inicial para investimento de R$ 500 ou até menos.

O valor para movimentação também caiu e podem ficar em torno dos R$ 100. 

Como a liquidez é diária e o depósito em conta é praticamente imediato, esse tipo de fundo torna-se atrativo para os investidores que pretendem começar no mercado financeiro, com uma remuneração superior à da caderneta de poupança

No entanto, nesses casos em que o valor de investimento inicial é menor, quem aplica precisa verificar se os valores continuam reduzidos e se a possibilidade de remuneração é semelhante (ou superior) à do CDB. 

Como declarar Fundo DI no Imposto de Renda?

A declaração de Imposto de Renda (IR) costuma render preocupações para qualquer pessoa, especialmente para os investidores. 

Se você mesmo for fazer sua declaração de IR, é necessário prestar atenção em alguns detalhes.

Os fundos de investimento devem ser incluídos na categoria “Tributação Exclusiva ou Definitiva” e precisam ser lançados de duas formas.

Na primeira, o investidor deve colocar o valor do saldo das aplicações, no dia 31 de dezembro do ano anterior, na aba “Bens e Direitos”

Na segunda, o valor total do rendimento desses fundos, mesmo que não tenham sido realizados saques no período, necessitam ser incluídos na aba “Rendimentos de Aplicações Sujeitas à Tributação Exclusiva/Definitiva”.

Dessa forma, você está seguro com relação à prestação das informações para o IR e evitará contratempos. 

Vale a pena investir no Fundo DI durante a crise do coronavírus?

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus fez com que a taxa Selic caísse ainda mais. O índice, que estava em 3%, foi reduzido para 2,25% em junho de 2020.

Com isso, o rendimento das aplicações de renda fixa também ficou menos atrativo.

Mesmo assim, é possível fazer um bom investimento em fundos DI, particularmente em opções ofertadas pela Rico.

Conheça e compare os fundos oferecidos, observando sua rentabilidade e o comportamento nos últimos meses e anos.

Outra recomendação é que o fundo DI seja usado como parte do fundo de emergência, que deve ser de pelo menos 6 vezes o seu custo mensal.

Isso sem falar que, mesmo na pandemia, é muito mais vantajoso do que manter seu dinheiro parado na poupança.

Conclusão

fundo DI é uma alternativa de investimento em renda fixa com a vantagem de ter alta liquidez e ser ideal para diversificação com baixo risco.

Você ainda conta com a comodidade de ter parte do seu patrimônio gerenciado por profissionais que irão buscar o melhor desempenho, tendo como meta superar o rendimento do CDI.

A aplicação inicial é acessível na Rico e as taxas de administração são baixas – havendo taxas inferiores a 1% – o que torna o produto muito vantajoso, pois quanto menor a taxa, melhor os rendimentos.

Aqui na Rico, você tem à disposição uma plataforma de investimentos completa com uma ampla oferta de fundos que você pode investir no site.

Além disso, conta com recomendações de especialistas e uma grande diversidade de produtos de renda fixa que não encontra no seu banco.

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Obrigado por ler até aqui!


junho 9, 2020

Atenção! Você NÃO deve investir em dólar antes de ler isto  

Em tempos de crise, é comum as pessoas desejarem aprender como investir em dólar.

Considerada uma moeda forte, o dólar ocupa a primeira posição na preferência dos investidores por esse tipo de ativo financeiro.

E você? Sabe como investir em dólar na bolsa? Sente-se capaz de comprar, utilizar ou vender essa moeda, aproveitando os melhores momentos para obter vantagens e lucros?

Há um consenso entre os especialistas, em relação à “força” do dólar como sendo um porto seguro para acumular patrimônio.

No entanto, muitas dúvidas ainda pairam na mente das pessoas, principalmente do investidor menos experiente.

A pergunta que surge é: vale a pena investir em dólar? 

Em caso positivo, quando comprar dólar é um bom investimento e como fazer isso? 

Preciso comprar a moeda em espécie, ou há outros modos?

Qual deles é mais seguro? 

Depois de comprar, qual será o melhor momento de vender dólar, caso não vá utilizar a moeda em viagens?

Em caso de viagens, devo comprar tudo hoje, ou aguardar quando a viagem estiver mais próxima?

Muitas perguntas, certo? E há outras questões ainda.

O objetivo deste texto é justamente lançar luz sobre o assunto e possibilitar a você uma tomada de decisão consciente sobre como aplicar em dólar.

Um grande problema de quem quer investir é fazer isso sem entender os riscos envolvidos.

Lembre-se: você é o responsável pelo cuidado com o seu dinheiro. Então, convidamos você a investir alguns minutos do seu tempo naquilo que é mais importante que o dinheiro: o seu conhecimento!

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O que faz o dólar ser uma moeda tão forte?

Não é de hoje que o dólar é considerado uma moeda forte no cenário econômico global.

As razões para tamanha confiança foram diversas durante as décadas e permanecem hoje com raízes históricas que fazem com que ela se mantenha forte.

Nesse sentido, vale destacar o ano de 1945, que marcou o início da utilização do dólar para negociações internacionais.

O acordo firmado entre Estados Unidos e Arábia Saudita, representados pelo rei Ibn Saud e o então presidente Franklin D. Roosevelt, garantiu que a moeda americana fosse usada em todos os negócios de petróleo dali em diante.

Nas décadas seguintes, uma alta na demanda pelo precioso óleo fez com que aumentasse também a demanda pelo dólar, valorizando-o cada vez mais.

E mesmo com a formação da União Europeia e da criação do Euro como moeda oficial para vários países do Velho Continente, o dólar ainda reina como a moeda universal em diversas transações.

Isso ajuda a explicar por que o dólar, mesmo em cenários de crise global, raramente perde valor na comparação com moedas como o real.

Mas será que esse fator, por si só, justifica investir em dólar? É o que vamos descobrir.

Investir em dólar vale a pena?

Uma mulher com a mão no queixo segura notas de dinheiro, em referência a investir em dólar
O investimento em dólar tem suas vantagens e seus riscos devido à volatilidade.

Então, investir em dólar é um bom negócio?

Para responder esta pergunta, assim como qualquer outra voltada aos investimentos, precisamos analisar os riscos e retornos envolvidos.

Investir em dólar é investir em renda variável. Ou seja, estamos expostos ao chamado risco de mercado, que significa o risco da variação do preço da cotação da moeda, que pode mudar de uma hora para outra.

Em outras palavras, não há garantias de retorno.

Essas variações são chamadas também de volatilidade.

Dessa forma, assim como as ações na bolsa de valores, podemos ter lucros e também prejuízos. Tudo dependerá do momento da compra e da venda.

Aqui, vale aquela máxima: comprar na baixa e vender na alta.

E claro, não podemos deixar de reforçar as vantagens também de se investir em dólar.

Tome como exemplo o ano de 2020. No último pregão de 2019, a moeda americana fechou cotada a R$ 4,0098. Já em 13 de maio, marcou R$ 5,901 no fechamento – alta de 47,2% em pouco mais de cinco meses.

Ou seja, apesar dos riscos, a possibilidade de retorno também é alta nesse investimento.

Quais são os riscos de investir em dólar?

Como em qualquer outra modalidade de investimento, a compra de dólares traz também uma série de riscos para o investidor.

A variação constante do preço deve sempre ser um ponto de atenção, já que uma desvalorização contínua em curto prazo pode trazer grandes prejuízos para sua carteira. 

Lembre que a cotação é feita sempre em relação ao real brasileiro, o que faz com que o valor dependa tanto da situação econômica de nosso país como também dos Estados Unidos.

Essa volatilidade pode ser desagradável para muitos, principalmente para aqueles que não têm conhecimento suficiente para entender a lógica do mercado e acabam tomando decisões por impulso na gestão de seus investimentos.

Quem deve investir em dólares?

Estamos utilizando neste texto o termo investir, e o faremos até o fim. No entanto, muitos analistas de investimento nem consideram o dólar um investimento, mas sim uma proteção (o termo usado para isso é hedge).

Em épocas de crise, a moeda norte-americana costuma apresentar maior valorização, e o motivo é simples.

Os investidores estrangeiros, que costumam realizar investimentos em países emergentes como o Brasil, começam a ter medo. Então, retiram seus dólares e outras moedas estrangeiras do nosso país.

Com essa migração do dinheiro, daqui para países considerados mais seguros, acontece um desequilíbrio entre oferta e demanda.

A escassez da moeda provoca alta nos preços.

Onde investir quando o dólar está em alta

Assim, em termos gerais, devem investir em dólares aquelas pessoas que estão buscando diversificação e proteção em sua carteira de investimentos, ou para finalidades específicas, como a realização de viagens para outro país.

No dia a dia, também é possível lucrar com o dólar, e isso requer conhecimentos para se montar estratégias de análise técnica, a fim de se alcançar resultados satisfatórios.

Algumas instituições financeiras, como a Rico, oferecem inclusive suporte educacional para que seus clientes alcancem mais rapidamente esses conhecimentos específicos.

Como funciona o mercado de compra e venda de dólar?

O mercado de compra e venda de dólar é bastante dinâmico e oferece algumas opções diferentes para quem quer investir nessa modalidade.

A primeira e mais óbvia é a compra da moeda em espécie, que tem incidência de IOF e pode ser feita em diversas instituições financeiras e casas de câmbio.

A quantia fica, então, de posse do investidor até o momento em que uma alta faça a venda compensar.

Outra opção são os fundos cambiais, que tem foco em retornos em longo prazo.

Fique atento, pois, nessa modalidade, o investidor está sujeito à cobrança de IOF, Imposto de Renda e taxas de administração do fundo.

Quem quer investir em dólar pode fazê-lo também comprando ações de empresas que trabalham com exportação e, por isso, comercializam em dólar.

Por fim, a negociação de contratos futuros também é uma alternativa interessante para a compra e venda de dólares.

Esse tipo de investimento oferece tanto opções de compra de contrato “cheio” como também minicontratos para aquisições planejadas em curto prazo.

Qual o melhor momento para investir no dólar?

Esta é uma dúvida recorrente. Afinal, quando comprar dólar?

Não há um momento específico para isso, até porque não temos como saber o momento exato do menor preço da moeda.

Podemos perceber sinais de um bom ou mau andamento da economia. Prenúncios de crise podem indicar momentos de compra da moeda.

Para quem vai viajar ao exterior, o melhor é programar a viagem com antecedência, e ir comprando dólares aos poucos.

Dessa forma, vai sendo realizado o que chamamos de preço médio, e com isso, tenta-se minimizar os efeitos da variação do preço da moeda.

Qual o melhor momento para vender meus dólares?

Notas de dólares e uma calculadora sobre uma mesa em referência a investir em dólar
Fique atento aos “sinais” da economia seja para comprar ou para vender dólares.


Da mesma forma que prenúncios de crise indicam possíveis momentos para comprar dólares, os sinais de melhoria geral da economia podem significar momentos de venda, ou realização dos lucros.

Lembre-se: estes são apenas “sinais”, e não garantias. 

O investidor que busca diversificação e proteção sempre terá consigo uma quantia de seus investimentos em dólares.

O que varia é a quantidade deste ativo em sua carteira total de investimentos, cujo consenso diz algo entre 5% e 20%, a depender da situação econômica da nação.

Passo a passo sobre como investir no dólar no Brasil

Até aqui exploramos algumas questões sobre riscos, proteção, diversificação de investimentos e possíveis pontos de compra ou venda da moeda.

Se você compreendeu isso e decidiu investir em dólares, vale lembrar que há algumas formas diferentes de se realizar isso.

Como destacamos antes, essas opções apresentam vantagens e desvantagens e, ao analisar qual delas faz mais sentido para você, procure pensar em seus objetivos ao investir, nos custos envolvidos com as operações financeiras de compra e venda, e também na liquidez (necessidade de vender rapidamente e obter seu dinheiro de volta).

Acompanhe!

Comprar dólares em espécie (papel moeda)

Os custos da compra de dólares no formato de moeda são elevados.

As casas de câmbio, bancos e outras instituições financeiras que comercializam o dólar em espécie cobram o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), spread (diferença entre valor de compra e valor de venda) e outras taxas adicionais.

Para quem pensa nisso como investimento, não é bom negócio.

Além dos custos citados, há também o risco de furto, roubo e até degradação do papel moeda.

Ter notas de dólares só é interessante no caso de viagens internacionais, sejam elas para estudo, lazer ou trabalho.

Investindo em fundos cambiais

Investir em dólares através de fundos cambiais é algo mais prático, mas requer conhecimento e atenção para alguns pontos.

Se, por um lado, um fundo cambial faz uma diversificação de aplicações, visando maior proteção, por outro, existem tipos de custos, como Imposto de Renda e taxas de administração, além do IOF (para operações com duração menor que 30 dias).

Em muitos casos há também prazos maiores que um dia para resgatar o dinheiro do fundo, inviabilizando aplicações de curtíssimo prazo.

As taxas de administração mencionadas costumam ser menores que as taxas cobradas pelas casas de câmbio quando compramos dólar em espécie.

Enfim, o importante é que você tenha conhecimento desses detalhes para avaliar sua tomada de decisão.

Proteção no dólar através de empresas exportadoras

Empresas que exportam seus bens de consumo para fora do país sofrem influência direta do dólar, pois seus custos são calculados em reais (moeda local), mas as receitas, em dólar.

Uma maneira de se proteger em dólar é comprar ações dessas empresas na bolsa de valores.

As operações podem ser tanto de curto prazo (day trade) como de médio e longo prazo (position trade).

Como exemplos de ações de empresas com estas características, podemos citar FIBR3 (Fibria) e SUZB5 (Suzano).

Lembramos que, para a compra e venda de ações, talvez seja necessário o auxílio de especialistas no assunto.

Nós, aqui na Rico, contamos com uma equipe preparada para prestar um ótimo atendimento à você, além do forte trabalho educacional em nossas diversas salas de aula online.

Algo interessante sobre esta modalidade de investimentos é que não há incidência de IOF e a tributação segue a alíquota da renda variável, que é uma das mais baixas.

Operando no Mercado Futuro

Uma nota de dólar ao lado de uma plataforma de investimentos, em referência a investir em dólar
Não há IOF para quem investe em dólar na Bolsa através do mercado futuro. 


Por fim, há ainda outra maneira de se investir em dólar, também na bolsa de valores. Talvez você já tenha ouvido falar dos contratos futuros de dólar.

Eles são divididos em dois tipos: o contrato “cheio” e o minicontrato. É interessante investir nos contatos futuros do dólar, pois eles não têm carência.

Assim, o investimento pode ser resgatado e aplicado a qualquer momento, inclusive no mesmo dia.

Vamos supor que você pretende viajar e quer garantir que o dólar não irá subir até lá.

Basta ir no mercado futuro e comprar um minicontrato, pois se o dólar subir, você ganha a diferença.

Porém, se cair, você perde (mas gastará menos com hotel e hospedagem, por exemplo, devido a queda da moeda).

Além disso, da mesma forma que as ações do item anterior, não há IOF e a tributação segue as alíquotas da renda variável.

Como consultar a cotação (preço) do dólar?

Existem diversos sites na internet que disponibilizam consultas do preço do dólar.

O site do Banco Central do Brasil apresenta a cotação oficial do dólar. Para saber o preço do dólar hoje, basta clicar aqui e seguir as instruções.

Alguns sites permitem apenas consultas mais recentes, com até 6 meses de histórico, como é o caso do site do Banco Central.

Outros permitem consultas por períodos maiores.

O Google Finance disponibiliza um gráfico interessante, como podemos ver na imagem abaixo:

Um print da feature do google que mostra a cotação do dólar em tempo real.

Nele conseguimos visualizar as altas e baixas da moeda e observar, por exemplo, que nos momentos de crises políticas e econômicas, a cotação da moeda subiu bastante.

E o oposto também é verdadeiro.

Isso confirma aquilo que foi destacamos antes, quando falamos sobre os melhores momentos de compra e venda da moeda.

Tipos de cotação do dólar

No Brasil, existem vários tipos de cotação do dólar, e é importante entender as diferenças entre elas para não acontecer nenhuma confusão no momento de investir nesta moeda.

Dólar comercial

É normalmente utilizado para transações cambiais quem envolvem instituições financeiras e grandes empresas, como é o caso dos bancos, por exemplo.

Dólar turismo

Utilizado para negociações de moeda estrangeira entre instituições financeiras (como os bancos e casas de câmbio) e pessoas físicas, que costumam comprar a moeda para fazer viagens e compras no exterior.

Como o volume de negociações do dólar turismo é baixo, as instituições financeiras envolvidas terminam cobrando um spread (diferença entre preço de compra e venda) elevado.

Dólar futuro

Já falamos um pouco sobre ele há pouco. O dólar futuro é a cotação do contrato futuro do dólar na bolsa de valores. Estes contratos futuros fazem parte de uma categoria de ativos chamada de derivativos.

Dólar PTAX ou dólar à vista

O dólar PTAX é uma taxa média ponderada de negociação do dólar entre as próprias instituições financeiras.

Esta cotação funciona como um indexador da variação cambial.

Isso porque os contratos de dólar futuro, que comentamos no item anterior, e que são negociados na bolsa de valores, seguem o valor da PTAX futura.

Conversor de moedas

Para saber a taxa do dólar hoje, simular investimentos atrelados ao câmbio, ou realizar operações de compra e venda envolvendo dólar ou outras moedas, nada melhor que uma ferramenta de conversão.

O próprio site do Banco Central do Brasil oferece um conversor de moedas.

Basta selecionar a moeda de origem, a moeda de destino, a data da cotação desejada, e o valor a ser convertido.

Como resultado, você terá o valor convertido e também as taxas utilizadas.

5 Dicas que você precisa saber antes de investir em dólar na Bolsa

Várias notas de dólares espalhadas, em referência a investir em dólar
A melhor maneira de investir em dólares na bolsa é por meio dos contratos e minicontratos.


Agora, vamos a uma breve sessão de perguntas e respostas com algumas dicas para você:

1) Vou viajar para outro país. Devo comprar dólar agora ou espero o preço cair?

Não sabemos como a economia irá se comportar – e a pandemia do coronavírus, em 2020, veio para reafirmar isso.

Portanto, comece a comprar aos poucos para tentar fazer um preço médio, apostando em uma possível queda do preço para os próximos meses.

2) Vou viajar. Compro dólar em dinheiro ou no cartão pré-pago?

O imposto (IOF) sobre o cartão, que é de 6,38%, é bem mais caro que sobre a compra da moeda em espécie, que é de 0,38%.

Por outro lado, o cartão é bem mais seguro.

É preciso avaliar essa relação custo x segurança e decidir o que é melhor no seu caso.

Talvez 70% em espécie e 30% no cartão seja uma boa opção.

3) Devo utilizar o cartão de crédito em minhas compras no exterior?

Você terá o mesmo problema com o IOF de 6,38%.

Menos mal que as surpresas acabaram: desde março de 2020, a cotação do dólar utilizada na cobrança é a do dia da compra.

Ainda assim, melhor evitar o uso do cartão de crédito no exterior.

4) Tenho dólares desde 2012. Vale à pena vender agora?

Devido à atual situação política e econômica do país, caso possua dólares em seus investimentos, a sugestão é segurá-los.

O mais aconselhável é esperar a turbulência passar para depois tomar uma decisão concreta.

5) Como investir em dólar na bolsa de valores?

Embora haja empresas exportadoras que negociam suas ações em bolsa (falamos sobre isso mais acima), a melhor forma é através dos contratos e minicontratos de dólar.

Para operá-los, contudo, você precisará primeiro investir em conhecimento.

Aqui na Rico você tem diversas salas de aula online, onde especialistas ensinam no dia a dia, em tempo real, como realizar operações de compra e venda tanto com contratos futuros de dólar, como ações de empresas.

Vale a pena investir em dólar em 2020 mesmo após a forte alta?

Nos últimos meses, uma alta recorde do dólar fez com que a sua cotação chegasse a patamares nunca antes observados no mercado brasileiro.

Lembre o exemplo que citamos no início deste artigo, com a alta próxima de 50% no valor da moeda em 2020.

Nesse cenário, ganhou quem investiu na moeda e pode hoje vendê-la por um preço muito maior do que pagou no começo do ano.

Mas será que ainda vale a pena investir em dólar ou o momento já passou?

A resposta para essa pergunta é difícil.

Em virtude do coronavírus, vivemos uma crise sem precedentes, cujos desdobramentos são imprevisíveis.

A primeira coisa que o investidor deve ter em mente é que essa não é uma modalidade de investimentos para quem precisa de resultados em curto prazo, muito menos para quem busca certeza de boa rentabilidade – o que não existe na renda variável.

Então, se esse é o seu primeiro passo no mundo dos investimentos, a compra de dólar não é o caminho mais indicado.

Mas, se você já tem familiaridade com o mercado financeiro e acredita que a tendência de valorização do dólar seguirá nos próximos meses, continue acompanhando o noticiário econômico e dê seguimento à sua estratégia de investimento.

Como investir em dólar na Rico

Quem quer investir em dólares tem com a Rico um caminho simples e rápido.

O primeiro passo é fazer o seu cadastro gratuito no site da corretora.

A criação da conta é simples e rápida, podendo ser feita em menos de cinco minutos em nossa plataforma.

Ao ter sua conta na Rico, você está escolhendo uma instituição segura e experiente em investimentos.

Além de todo o suporte para as negociações de compra e venda de dólar, o cliente tem acesso a uma plataforma de aprendizado exclusiva, com conteúdos atualizados sobre o tema.

Depois de criar sua conta, você deve então transferir para a corretora o valor que pretende investir em dólares.

Essa operação deve ser realizada a partir de uma TED de mesma titularidade.

No painel de controle, você confere o número da sua agência e conta para fazer a transferência.

Assim que o dinheiro for compensado pelo sistema financeiro e disponibilizado em sua conta, você já pode começar a investir.

Dentro da área do cliente, você pode buscar por fundos cambiais na categoria “Fundos de Investimento”, procurar empresas exportadoras no home broker ou fazer contratos futuros no mercado de opções.

Qual a sua estratégia preferida?

Seja qual for, a Rico está pronta para ajudá-lo em seus objetivos.

Conclusão

Um homem em um escritório mexendo no notebook, em referência a investir em dólar
Com a ajuda da Rico, você tem condições de começar a investir em dólar hoje mesmo.

Agora, você sabe um pouco mais sobre o assunto e tem melhores condições para investir em dólar.

Há diferentes maneiras de investir, cada uma com suas características, e também envolvem diferentes níveis de risco e de comprometimento de sua parte.

O importante é ter paciência para aprender e realizar seus investimentos com segurança, pois você é o responsável pelas suas decisões.

Se ainda tem dúvidas sobre o tema, conte conosco.

Temos uma equipe de analistas e consultores que poderão te ajudar a compreender ainda mais, e a investir com segurança.

Além disso, oferecemos um forte suporte educacional para você, através de nossas salas online de aprendizado, onde nossos professores te ensinarão temas interessantes sobre investimentos em dólar e como multiplicar o seu patrimônio.

Faça como milhares de clientes da Rico, que saíram de sua zona de conforto, e agora são investidores inteligentes, que estão multiplicando seus patrimônios e realizando seus sonhos através dos lucros de seus investimentos.

Obrigado por ler até aqui!


junho 7, 2019

Previdência Privada vale a pena? Saiba o porquê!  

A previdência privada pode valer a pena se você possui metas a longo prazo.

Mas é preciso saber escolher o fundo correto para você. Existem ótimos fundos de previdência e outros fundos que rendem pouco e possuem taxas mais pesadas. 

Você gostaria de se aposentar mais cedo? E que tal construir uma reserva financeira de longo prazo? Ou ainda, você gostaria de ser independente financeiramente daqui 20 anos? 

Para todas as suas metas de longo prazo (normalmente mais de 6 anos), leve em conta investir em previdência privada.

Sim, esse tipo de aplicação pode servir para muitas outras metas além da aposentadoria. Esse é o investimento a ser considerado quando você quer se preparar para o futuro.

Conheça o melhor investimento para aposentadoria

Por isso, é fundamental que você entenda muito bem o funcionamento da previdência privada antes de tomar qualquer decisão. Afinal, é o seu futuro que está em jogo.

Para que você fique por dentro desse assunto, fizemos esse texto para mostrar se a previdência privada (PP) vale a pena. Você saberá mais sobre esses tópicos:

  • Como Funciona o Investimento em Previdência Privada?
  • Previdência Privada Vale a Pena? 10 Vantagens e Desvantagens (2019)
  • Taxas e Tributação do Investimento em Previdência Privada
  • Simulador de Previdência Privada: Qual a Melhor?
  • Previdência Privada na Rico: Dúvidas Comuns
  • Diversifique Investimentos Para Planejar Melhor seu Futuro

Boa leitura!


Como Funciona o Investimento em Previdência Privada?

Homem com as maõs no queijo pensando se a previdência privada vale a pena.
Entenda o funcionamento da previdência privada.

Para saber se a previdência privada vale a pena, você precisa entender como funciona um fundo de previdência primeiro.

Esse é um investimento simples que possui duas fases distintas: de acumular e depois de resgatar.

Você faz um investimento inicial, configura aplicações mensais, escolhe um beneficiário e passa anos investindo. Essa é a fase de acumular.

Depois de um prazo definido, você pode escolher como receber de volta os juros e o capital acumulado. Essa é a fase de resgatar.

Diferença do Fundo de previdência para o Fundo de investimento comum

Esses produtos possuem diversas semelhanças como carteiras de ativos, gestores e taxas de administração, por exemplo.

Uma das grandes diferenças é que o fundo de previdência não possui come-cotas e pode contar com vantagens tributárias para quem deseja investir a longo prazo. Por outro lado, é mais vantajoso investir nos fundos comuns se você tem metas de curto a médio prazo.

Ambos podem ter uma performance conservadora, moderada ou agressiva. Isso mesmo. Um fundo previdenciário pode sim ser mais agressivo.

Sucessão com fundo de previdência

Se você olhar do ponto de vista legal, a comparação também pode ser realizada com os seguros, já que ambos são regulamentados pela SUSEP.

Com isso, todas as suas tributações têm características próprias. Por exemplo: se o titular de uma previdência privada falecer, a transferência desse produto é feita de maneira diferente de um fundo “normal”.

Dessa forma, nos bancos, a comercialização de uma previdência privada é feita no setor de seguros e não no de investimentos. Isso porque não há cobrança de impostos em caso de falecimento e transferência de patrimônio. 

Assim uma previdência privada é um produto de seguridade que é gerido como um fundo de investimento.

Principais planos de previdência privada

Uma ótima maneira de saber se a previdência privada vale a pena para você é conhecendo as taxas do ativo.

Em grandes bancos de varejo, você precisa pagar taxas pesadas que funcionam como âncoras para o seu patrimônio:

  • Taxa de custódia
  • Taxa de carregamento de entrada
  • Taxa de carregamento de saída
  • Taxa de administração para o banco

Por isso, nunca é recomendado investir através de grandes bancos. Todos os produtos oferecidos por eles costumam não ser vantajosos para você: poupança, título de capitalização e até seguro de vida.

Invista com a Rico

Tipos de Previdência Privada

Você precisa entender 3 coisas básicas nos fundos de previdência:

  • Categoria do Plano (PGBL ou VGBL)
  • Tipo de tributação (regressiva ou progressiva)
  • Tipo de estratégia de gestão (conservadora, moderada ou agressiva)

Saiba mais sobre esses pontos:

PGBL ou VGBL

No geral, a diferença principal entre o VGBL e o PGBL é a tributação.

No VGBL, o Imposto de Renda incide somente sobre a rentabilidade conquistada. Já no PGBL, essa incidência ocorre sobre o total que será resgatado. Porém, no PGBL, você pode ter seus aportes abatidos do Imposto de Renda, limitado a 12% da sua renda anual.

Além disso, você só pode optar por um PGBL se você tiver realizado uma declaração completa, de maneira a realizar os abatimentos do IR.

Se você não souber como fazer a sua declaração, é recomendável procurar um contador para saber se vale a pena ou não tentar se encaixar no PGBL.

Tenha em mente que esse abatimento nada mais é do que um adiantamento do pagamento desse imposto.

Tipo de tributação do fundo de previdência

Independente do tipo de previdência privada escolhido, você precisará optar por um dos dois regimes tributários:

  • Progressivo: 15% da sua aplicação fica retida na fonte, podendo chegar a 27,5%.
  • Regressivo: a retenção varia de 35% a 10%, que varia de acordo com o tempo que o dinheiro permanece aplicado. Assim, quanto mais tempo, menos imposto você pagará.

Tipo de estratégia de gestão

Os fundos podem investir em diferentes mercados (como os multimercados), podem centralizar sua estratégia em renda fixa pré/inflação ou em renda fixa pós.

O que definirá o nível de risco é o tipo de gestão. Quanto mais ativa, maior o risco do fundo, já que ele busca mais volatilidade.

Tela capturada dia 24/5/2019 na plataforma da Rico
Tela capturada dia 24/5/2019 na plataforma da Rico

De acordo com as cores das bolinhas coloridas, você pode ter uma noção do quanto o fundo oscila. Não esqueça de baixar o prospecto do fundo para conhecer o fundo de investimento a fundo.


Previdência Privada Vale a Pena? 10 Vantagens e Desvantagens 

Para saber se de fato a previdência privada vale a pena, é importante que você pese as suas vantagens e desvantagens.

Muitos especialistas e economistas afirmam que investir em uma PP não compensa. Ou seja, essa não é a melhor opção para quem quer criar uma reserva financeira para o futuro.

Eles falam isso com base nas altas taxas cobradas por bancos. No entanto, ao investir através de uma corretora, você não tem esse problema.

Então, optar por uma previdência privada pode ser uma boa opção, dependendo do seu perfil e objetivos. Você precisa ter uma boa reserva para médio e curto prazo e claro, um planejamento financeiro sólido para longo prazo.

A seguir, você conhecerá as principais vantagens e desvantagens da previdência privada, para saber se essa modalidade vale a pena para você:

5 Vantagens de investir em previdência privada

1. Plano personalizado

Caso você opte por uma previdência privada, existe a possibilidade de aplicar o seu dinheiro em um plano que atenda melhor as suas necessidades. Ele pode ser voltado mais para médio prazo, longo prazo, contar com deduções do IR ou não.

2. Fundo

Um fundo de previdência privada não é muito diferente de um fundo de investimento.

Então, ele é capaz de gerar uma renda para a sua aposentadoria, expondo o seu capital a ativos financeiros, mesmo que indiretamente.

3. Flexibilidade

Você conta com a opção de portabilidade de uma previdência.

Assim, se você não estiver satisfeito com os resultados que ela está tendo, existe a possibilidade de migrá-la para outra instituição.

4. Gestão

Como o seu dinheiro rende em um fundo de investimento, existe um gestor profissional para acompanhar o desempenho que as suas aplicações estão tendo. Além de ser ele quem realiza a alocação do seu capital. 

5. Disciplina

Uma previdência privada costuma incentivar as pessoas a poupar dinheiro. Então, se você tem essa dificuldade, essa pode ser uma boa opção para desenvolver esse hábito.

5 Desvantagens do investimento em previdência privada

1. Taxas

Independente do plano escolhido, saiba que ele terá uma taxa de administração que varia de acordo com o seu emissor. Os fundos oferecidos pela Rico possuem taxas de administração baixas, que tornam o investimento muito vantajoso.

2. Tributação

Existem dois tipos de tributação em uma previdência privada: a progressiva (de 0% a 27,5%) e a regressiva (de 35% a 10%). 

Essas porcentagens variam de acordo com o tempo que o seu dinheiro fica alocado. Então, se você precisa do dinheiro a curto prazo, provavelmente terá que pagar uma alíquota maior, de acordo com o tipo escolhido de tributação.

3. Composição

A rentabilidade de uma previdência privada varia de acordo com a composição do fundo. Com isso, se você aplicar o seu dinheiro sem conhecer os ativos que ele possui, é possível que você tenha as expectativas frustradas. Por isso, é fundamental escolher o plano de previdência de acordo com o seu nível de tolerância a risco.

4. Riscos

Ao optar por uma previdência, você vai se deparar com diversos planos com diferentes graus de risco, de acordo com as aplicações do fundo e da instituição emissora.

Além disso, essa opção não conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, se o emissor da previdência for à falência, você vai perder todo o dinheiro que foi investido.

5. Período de carência

Você pode solicitar o resgate das parcelas pagas a qualquer momento, desde que o período mínimo de carência seja respeitado.

Se você realmente precisar regatar esse dinheiro antes do período estabelecido, provavelmente o emissor vai cobrar uma multa de você.


Taxas e Tributação do Investimento em Previdência Privada

Plantinhas colocadas acima de moedas.
Saiba quais são as taxas e tributação de uma previdência privada.

Como já vimos, basicamente existem alguns custos para alocar o seu dinheiro na previdência privada: taxa de carregamento, taxa de administração e Imposto de Renda.

A seguir, você conhecerá um pouco mais sobre cada um deles:

Taxa de Carregamento

A taxa de carregamento é cobrada sobre cada aplicação feita em sua previdência. Além disso, o valor cobrado costuma ser mais elevado quando o produto contratado por você é considerado “simples”.

Assim, em bancos de varejos que disponibilizam a opção de aportes pequenos, as taxas de carregamento costumam ser bem elevadas. Apesar disso, já existem alguns bancos que não cobram essa taxa.

Esse é um fator que influencia bastante o rendimento da sua PP, já que quanto maior for a taxa, menor será a sua rentabilidade com o passar dos anos. Então, se você for contratar um plano de previdência, busque aqueles que não cobram taxa de carregamento ou que esta seja bem pequena.

Taxa de Administração

A taxa de administração é cobrada de maneira anual sobre o valor total que foi aplicado.

Alguns fundos não cobram essa taxa, mas isso é raro. Então, é importante que você se atente a ela ao pensar em aderir a uma PP. Assim, você terá uma noção mais realista sobre sua rentabilidade final.

Tributação

Muitos ativos estão sujeitos à tributação, e com a previdência privada não é diferente.

Tirando as LCIs e LCAs, debêntures incentivadas e os Fundos de Investimento Imobiliários, todos os outros tipos de investimento são sujeitos a cobrança do IR.

Então, fique atento às tributações para que a sua rentabilidade não sofra muito com isso.


Simulador de Previdência Privada: Qual a Melhor?

Para escolher o melhor fundo de previdência, você precisa visualizar o seu histórico de rendimento. Elas não possuem uma rentabilidade fixa, mas sim um indicador de benchmark. A performance do fundo pode ser superior ou inferior a ele.

Veja por exemplo o fundo Icatu Seg FIC FI Inflação Longa

O objetivo dele é  acompanhar ou superar a rentabilidade do IMA-B 5+. Esse índice tem na carteira os títulos públicos conhecidos como NTN-B, papéis indexados ao índice oficial de inflação, o IPCA.

Tela capturada no prospecto do fundo Icatu Seg FIC FI Inflação Longa - Dia 24/5/2019
Tela capturada no prospecto do fundo Icatu Seg FIC FI Inflação Longa – Dia 24/5/2019

Se você tivesse investido R$ 10.000 no começo de 2018, teria um total de aproximadamente R$ 11 mil no final do ano. Mas você não deveria resgatar esse dinheiro em um ano. O ideal é manter aplicado para o longo prazo, senão você pode sofrer uma multa, e consequentemente sua rentabilidade seria menor.

Então, a previdência privada vale a pena dependendo do seu perfil e situação. Porém, existem outras opções que podem render tanto quanto ela (dependendo do plano que você escolher), e que não possuem taxas administrativas ou de carregamento, por exemplo.

O Tesouro Selic é um ótimo exemplo disso. Em termos de liquidez, ele é bastante procurado, já que você pode resgatar o seu dinheiro em 1 dia útil

Para saber quais são os melhores investimentos financeiros para a sua aposentadoria, assista o vídeo abaixo:  


Previdência Privada, Tesouro Direto ou CDB

Existem alternativas de investimentos que podem render tanto quanto ou mais do que uma previdência privada. Entre elas, estão os títulos do Tesouro Direto e CDBs. Isso porque esses ativos não cobram taxas excessivas.

Para escolher a melhor opção entre eles, você deve calcular o valor total que precisa ser aplicado para que você consiga ter o rendimento mensal desejado. 

Faça uma planilha com os gastos gerais e fixos, como transporte, moradia e alimentação. Também leve em consideração que os custos com saúde tendem a aumentar com a idade. 

Por exemplo, se você investir hoje (maio de 2019) R$ 50 mil no longo prazo no Tesouro IPCA+ 2045, por exemplo, você pode resgatar R$ 508.157,50 em sua data de vencimento.

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Dados de 24/05/2019

Você também pode optar por um CDB se o seu objetivo for um pouco mais a curto ou médio prazo, ou seja, se você já estiver mais próximo da sua aposentadoria. 

Então, se você aplicar a mesma quantia em um CDB de 1461 dias do Banco Pan (dados de maio de 2019), você poderá resgatar R$ 64.175,53 no final desse período.

Print do simulador da Rico
Print do simulador da Rico

Dados de 24/05/2019

Na comparação, existem fundos de previdência que sim podem ter mais rendimento do que os produtos mais tradicionais da renda fixa. Além disso, esses fundos de previdência contam com vantagens tributárias a curto e longo prazo.

Diversifique Investimentos Para Planejar Melhor seu Futuro

A diversificação de investimentos pode ser a sua melhor amiga, tanto a curto, médio ou longo prazo.

Essa estratégia consiste em não deixar todos os ovos na mesma cesta. Ou seja, você escolhe diferentes tipos de investimentos e mercados para que seu patrimônio não esteja exposto exatamente ao mesmo tipo de risco.

Por exemplo, seria uma imprudência investir todo o seu capital para longo prazo em fundos de previdência de renda fixa. Você pode e deve ter uma carteira mais equilibrada com outros tipos de investimentos.

Imagine se acontece uma grande crise mundial. Neste caso, você desejaria ter algum investimento exposto ao dólar na sua conta. Esse tipo de aplicação serve como seguro. Quando as outras caem, ela sobe para equilibrar seus ganhos.

Além disso, você pode fazer uma carteira equilibrada apenas com fundos de previdência. No seu banco, isso seria muito difícil. Mas na Rico, você tem mais 30 opções de fundos que podem se complementar dentro de uma carteira.

Conclusão

Família abraçada e sorrindo para a foto.
Para você a previdência privada vale a pena?

Você pode encontrar muitos especialistas falando que previdência privada não é um bom investimento.

Isso acontece porque há pouco tempo, os bons fundos de previdência, que cobram poucas taxas e têm boas performances não estavam ao alcance do pequeno investidor.

Mas hoje o cenário é outro. Vale a pena sim investir em previdência privada. Claro, desde que você realmente tenha um plano de longo prazo estabelecido.

Se quiser aprender mais sobre outros investimentos, leia esses outros artigos do nosso blog:

Independente do seu perfil de investidor, é fundamental que você se prepare para o seu futuro. Não deixe esse papel para o Governo. Tome as rédeas da sua aposentadoria. Esse é o melhor caminho para se tornar um aposentado independente financeiramente.

Gostou do artigo? Tem alguma dúvida? Então deixe o seu comentário logo abaixo.

Obrigado por ler até aqui e bons investimentos.

Abrir-Conta-Rico-Investimentos

abril 23, 2019

Qual o melhor investimento a longo prazo?  

O melhor investimento a longo prazo é o que você está fazendo agora mesmo, adquirindo conhecimento que pode gerar valor para sua vida financeira.

Mas com certeza existem ativos financeiros que são mais ou menos rentáveis a longo prazo. Assim, o mais importante é ter uma carteira de investimentos diversificada.

Saber fazer um mix entre investimentos de curto, médio e longo prazo é um dos segredos para conseguir a melhor rentabilidade a longo prazo.

Muitas pessoas costumam estabelecer metas nas resoluções de ano novo. Em 2019, vou emagrecer, viajar, trocar de carro, começar a pós-graduação e etc.

Pois é, vivemos na ansiedade de realizar coisas tão depressa que a maior parte dos nossos objetivos é de curto prazo, para daqui a alguns meses ou no máximo um ano.

A ansiedade é tanta que fica difícil organizar as metas com clareza e, mais ainda, manter-se firme para atingi-las e não perder o foco.

Nesse caso, estamos falando de projetos pessoais e aí não tem chefe pra direcioná-los e nem reunião de área para você apresentar como está o seu planejamento. É tudo por sua conta!

Ou seja, se você pretende tirar um ano sabático em 2021 ou passar as férias no próximo verão em um cruzeiro para o Caribe, já sabe que vai ter que se planejar para isso, certo?

Porém, é bem provável que você não tenha o hábito de colocar os custos estimados dessa sonhada viagem em uma planilha, nem faz reunião com a família para definir mudanças no orçamento nos próximos meses – como corte de gastos para alcançar essa meta.

Você precisa profissionalizar, ou seja, levar a sério as suas finanças e objetivos.

Para isso preparamos esse texto com dicas de aplicações e muito mais.

Se o seu objetivo é investir a longo prazo, comece assistindo ao vídeo a seguir: 

Boa leitura!

Por que Você Deve Fazer Investimentos Para o Longo Prazo

Uma mão desenhando um alvo e setas em uma lousa em referência aos investimentos a longo prazo
Pensar a longo prazo é um dos fatores mais importantes para o sucesso

É difícil para o ser humano pensar a longo prazo, principalmente o brasileiro que possui uma herança cultural de incerteza econômica. 

Existe um experimento bastante popular que revela como desde cedo as crianças já mostram como é difícil pensar a longo prazo e não ser imediatista. O teste consiste no acordo com a criança: 1 marshmallow agora ou 2 daqui alguns minutos. Você pode ver o experimento aqui.

Obviamente, todas as crianças sofrem pelo doce. Mas algumas conseguem esperar porque adotaram estratégias do tipo cantarolar, virar de costas para a mesa e etc. 

As crianças que conseguiram resistir por mais tempo, estatisticamente, conseguiram notas melhores, empregos com salários mais altos e até mesmo se encontraram com condicionamento físico melhor do que as crianças que não conseguiram resistir.

No mundo dos investimentos tende a funcionar da mesma forma. Quanto mais tempo você deixar seu dinheiro aplicado, mais ele renderá graças aos juros compostos. Além disso, quanto mais aportes você fizer, mais rápido você atingirá os seus objetivos.

Todavia, você precisa resistir a todos os prazeres do curto prazo.

Claro que também é possível investir a curto prazo. Mas não é recomendado aplicar 100% do seu dinheiro nesse tipo de investimento.

O produtos de alta liquidez da renda fixa, por exemplo, costumam ter uma rentabilidade mais baixa, como é o caso do Tesouro Selic. E os produtos de renda variável de curto prazo costumam implicar em altos riscos.

Então, pensar a longo prazo é o que fará você aplicar mais, manter o dinheiro investido por mais tempo e ter o melhor rendimento.

Investimentos x Objetivos

Zoom em um dardo em um alvo em referência aos investimentos a longo prazo
Organize os seus objetivos para planejar seus investimentos

Tudo isso que falamos acima é normal para uma minoria super organizada quando o assunto é planejamento financeiro. Mas se esse não é o seu caso, vamos te ajudar a se organizar e entender quais investimentos são indicados para o prazo que você quer.

O que você precisa saber e entender antes de traçar um objetivo de investimento:

1 – Antes de mais nada saiba quanto você ganha e quanto você gasta

2 – Feito isso, separe o quanto você pode investir nesse objetivo por mês

3 – Defina se o seu objetivo é para investimentos de curto, médio ou longo prazo conforme abaixo:

Curto prazo de 6 meses a 2 anos
Médio prazoaté 5 anos
Longo prazo+ de 5 anos

4 – Escolha o investimento adequado de acordo com o período

Quais São Seus Objetivos ao Investir

Você pode ter diversos objetivos na hora de escolher uma aplicação financeira. 

O que deve ser prioridade, caso não tenha ainda, é criar uma reserva financeira equivalente a 6 meses do seu custo de vida. 

Depois você pode ter outros como:

  • Trocar de Carro
  • Comprar uma casa
  • Reserva para aposentadoria
  • Alcançar a independência financeira
  • Pagar a faculdade dos filhos
  • Entre outros

O Que Saber Antes de Traçar Objetivos de Investimentos

Antes de traçar um objetivo e escolher entre os investimentos de curto, médio e longo prazo, coloque as prioridades da sua vida em ordem.

É comum que as pessoas tenham diversos tipos de sonhos, mas são raras as pessoas que transformam os sonhos em planos.

Um sonho vira um plano a partir do momento que você torna ele prioridade em seu dia a dia.

Então, anote em um caderno agora mesmo todos os seus sonhos e objetivos de vida.

Feito? Agora numere os objetivos de acordo com a importância que eles têm na sua vida. Por exemplo, pagar a sua faculdade ou limpar o nome deve ser mais importante do que tirar férias.

Nem sempre o que é importante a curto prazo trará o mais benefício no longo prazo.

Qual o Melhor Investimento a Longo Prazo – Planeje seu Futuro em 2019

Uma mulher à mesa mexendo no notebook, em referência aos investimentos a longo prazo
Estes são os investimentos mais recomendados para longo prazo

Aqui você pode diversificar mais a sua carteira e selecionar opções que variam entre o perfil conservador, moderado e arrojado.

Vamos sugerir alguns tipos de investimentos para períodos superior a 5 anos e com objetivos de conservação de patrimônio e aposentadoria, por exemplo.

1. LCI e LCA

As Letras de Crédito são títulos de renda fixa emitidos por bancos com objetivo de financiar o setor imobiliário e do agronegócio.

É seguro, de baixo risco e com a grande vantagem de ser isento de IR. Atualmente, a LCI/LCA têm atraído muitos investidores devido a essas vantagens somadas às opções que podem render mais de 100% do CDI dependendo do banco.

Lembrando que a LCI e a LCA não tem liquidez diária, ou seja, não é possível resgatar a qualquer momento.

#DICA: Há opções de investimento em LCI/LCA com rentabilidade vantajosa e com prazo de 90 dias, por exemplo, podendo ser uma alternativa de curto prazo.

Mas lembre-se que por não ter liquidez diária é bom manter uma reserva em outro investimento que você possa resgatar sempre que precisar.

2. Tesouro Direto

Confira os títulos disponíveis e você verá que há opções com vencimento em 2045, por exemplo. Vale a pena dar uma olhada na NTB Principal 2045, isso mesmo 2045! Estamos falando de longo prazo, não é mesmo?

Essa é uma opção interessante para quem está pensando em aposentadoria, por exemplo. A NTB-Principal é indexada ao IPCA (inflação) e a expectativa é seguir em alta e assim se manter com rentabilidade superior a poupança.

3. Fundos de investimento

Um alternativa para investir em ações é por meio de Fundos de Investimentos, assim a seleção dos melhores papéis fica por conta do gestor do fundo. Para conferir os fundos disponíveis na plataforma de fundos Rico clique aqui.

4. Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas. Basicamente, você empresta o seu dinheiro para uma empresa. Em troca, recebe um rendimento anual acertado no momento da compra, por exemplo, 6,0% + IPCA.

Estes ativos pertencem à renda fixa. Portanto, a taxa de rentabilidade deve se manter até a data do vencimento. 

5. Ações

As ações podem ser interessantes para o longo prazo e como estão sujeitas as oscilações, eventuais perdas podem ser recuperadas ao longo do tempo. Lembre-se que ao investir em ações você se torna sócio da empresa.

E como um sócio, o ideal é conhecê-la antes de investir. Escolha ações de empresas sólidas, com boa governança e que tenham um bom histórico.

Há investidores que preferem usar a análise técnica e outros a fundamentalista a fim de analisar as ações antes de tomar alguma decisão.

Caso você se sinta inseguro, é possível investir em ação através de Fundos ou seguir a carteira recomendada da corretora, como a Carteira 8+ ou a Carteira de Dividendos aqui na Rico.

Dicas Especiais para Fazer Bons Investimentos de Longo Prazo

Confira as nossas dicas para guiar as suas escolhas financeiras:

Não priorize apenas a rentabilidade

É comum que muitos investidores queiram sempre a maior rentabilidade possível. Ao investir a longo prazo, nem sempre é o ideal.

Você precisa ter uma rentabilidade boa, que no caso é a que é sempre superior à inflação. Afinal, você não sabe como será o futuro. Não adianta o seu investimento render 12% ao ano se a inflação, está em 10%.

O ganho real é de apenas 2%, sem contar taxas e tributos. Por isso, é bom escolher investimentos híbridos, que variam sobre o IPCA.

Adquira ativos de qualidade

O emissor do seu investimento precisa ser uma instituição consolidada, com bom fluxo de caixa e bons resultados.

Isso vale principalmente para investir na Bolsa de Valores a longo prazo. As ações de empresas boas sempre valorização.

E Quais os Melhores Investimentos Para Curto e Médio Prazo?

Um casal feliz deitado no chão com o tablet na mão em referência aos investimentos a longo prazo
Você pode aproveitar o melhor de cada prazo para formar sua carteira

Não existe o melhor prazo de investimento. Todos são muito importantes em uma carteira de aplicações equilibrada.

Como dito, a tendência comum é escolher o curto prazo. Afinal, é o âmbito da vida mais evidente.

No entanto, é por causa desse pensamento que muitos brasileiros não conseguem construir um patrimônio.

Pensar apenas no presente não trará bons frutos financeiros no futuro. É claro que o seu primeiro objetivo financeiro, caso nunca tenha investido, é ter uma reserva financeira para emergências de curtíssimo prazo.

No entanto, depois que você garantir o presente, está na hora de pensar a médio e longo prazo. 

O tempo é o melhor amigo do investidor. É ele que ativará os juros compostos em suas aplicações e fará o seu dinheiro crescer como uma bola de neve, com juros sobre juros.

Então, se o seu desejo é ter um patrimônio crescente, tenha paciência para aplicar agora e resgatar depois de alguns anos.

Agora vamos aos investimentos adequados de acordo com o prazo. 

Investimento para curto prazo

Como aqui estamos falando de pouco tempo, o ideal é escolher investimentos conservadores. Aqui você deve evitar ao máximo as perdas, pois não terá muito tempo para recuperá-las.

CDB

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por bancos e que rende um percentual do CDI – que é a taxa de referência usada no mercado.

A vantagem do CDB é que ele pode render mais que a poupança, é tão seguro quanto, pois é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito em até R$250 mil reais.

Importante lembrar que o CDB tem liquidez diária, assim você pode resgatar sempre que precisar e o IR é regressivo, ou seja, quanto mais tempo investido menos imposto você paga.

Pensando em curto período de investimento, para você ter uma ideia, há CDBs disponíveis com prazo de 30 dias e que rendem mais de 100% do CDI. 

E ações?

Investir em ações no curto prazo é indicado para investidores experientes que fazem day trade, operações iniciadas e encerradas no mesmo dia.

Ou swing trade, operações que são iniciadas e encerrada entre 7 a 10 dias. Para isso é necessário estudo e disciplina.

Se você quer saber mais, acesse a nossa agenda de palestras online e gratuitas que acontecem todos os dias e com diversos temas relacionados ao mercado de ações.

Investimento para Médio Prazo

No médio prazo é interessante diversificar, mantendo uma parte investida em algo conservador e outra em um tipo de investimento um pouco mais arrojado. Assim, caso haja alguma perda de um lado, o outro pode compensar ou amenizar o prejuízo.

Fundo Multimercado

Os fundos de investimento multimercado podem possuir um nível de risco conservador (raros), moderado e agressivo (mais comuns). 

O fundo multimercado não segue as mesmas regras de outros fundos limitados a uma categoria. Por misturar classes de investimento, ele pode ter uma rentabilidade melhor a médio prazo.

Bônus: Exemplos de Rendimentos de 3 Investimentos

Temos outra dica super importante na construção de uma carteira de investimentos: sempre simule e conheça a rentabilidade dos investimentos.

Esse é um passo vital para que você se torne um investidor consciente.

Caso você abra sua conta na Rico, poderá contar com o nosso simulador de investimentos online que é prático e gratuito.

Escolhemos três aplicações para você entender ver na prática a diferença entre curto, médio e longo prazo.

Simulação de curto prazo

Como dito, um dos investimentos mais populares a curtíssimo prazo é o Tesouro Selic. Ele é seguro e possui liquidez diária. Veja uma simulação a seguir:

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Tela capturada dia 4/4/2019. 

Essa simulação foi feita com a taxa Selic a 6,40%. Ou seja, trata-se de um período em que a renda fixa tem menos força. Mas quando o assunto é curto prazo, a rentabilidade não é o objetivo, mas sim a segurança e a liquidez.

Simulação de médio prazo

Essa simulação foi feita com a taxa Selic a 6,40%. Ou seja, trata-se de um período em que a renda fixa tem menos força. Mas quando o assunto é curto prazo, a rentabilidade não é o objetivo, mas sim a segurança e a liquidez.

cdb-longo-prazo
cdb-longo-prazo2
Tela capturada dia 4/4/2019. 

Esse CDB, como é de médio prazo, apresenta uma rentabilidade maior do que o Tesouro Selic. Ainda assim, ele é atrelado ao CDI que segue a Selic.

Simulação de longo prazo

A longo prazo, acima de 5 anos, a sua principal preocupação também não deve ser a rentabilidade, mas sim a proteção contra problemas imprevisíveis. É muito difícil estimar como estará a economia do Brasil ou do mundo em 5 anos.

Por isso, escolhemos um título do Tesouro que rende o IPCA (a inflação) mais uma taxa fixa.

tesouro-ipca-1
tesouro-ipca-dois
Tela capturada dia 4/4/2019.

Com uma rentabilidade atrelada à inflação, é possível manter o seu poder de compra, mesmo que a economia sofra turbulências.

Comece Agora a Investir para Garantir seu Futuro

É bem simples começar a investir com a Rico.

Passo 1 – Abra a sua conta

O primeiro passo para investir a longo prazo é procurar uma corretora de valores e abrir a sua conta. Basta inserir os seus dados pessoais, criar um login e senha.

Feito isso, transfira o dinheiro a ser investido da sua conta bancária para a sua conta da corretora através de TED de mesma titularidade. 

Passo 2 – Entre na sua conta

A próxima etapa é entrar na sua plataforma de investimentos. Aqui, você encontra as aplicações disponíveis para fazer o seu dinheiro crescer. 

Passo 3 – Conheça o seu perfil de investidor

Antes de aplicar o seu dinheiro, você deve conhecer o seu perfil de investidor. Na Rico, ao abrir a sua conta, você terá acesso a este teste. 

Periodicamente, ele é atualizado para acompanhar as suas estratégias de investimentos. Por isso, não deixo de fazê-lo. 

Você será avaliado pela sua situação financeira (renda e patrimônio), idade, conhecimento do mercado e, claro, seus objetivos.

Essas metas de vida normalmente possuem implicações financeiras. Então, é importante saber o prazo e a quantia de dinheiro necessária para os seus objetivos.

No final do teste, você tem o resultado do seu perfil e ainda conta com recomendações de aplicações que condizem com a sua tolerância ao risco. 

Passo 4 – Invista

Este passo é o mais importante. Uma dica é reservar um tempo para tomar a decisão com calma e assertividade. 

Na Rico, disponibilizamos o Simulador de Investimentos. Ele é um grande aliado na hora de escolher os títulos em que você deseja aplicar. Simule quantas vezes quiser!

Já encontrou o título ideal? Então, clique em “Comprar”. Insira a sua assinatura eletrônica, a quantidade de compra e clique novamente em “Comprar”.

Pronto! Você acaba de se tornar um investidor de longo prazo. 

Conclusão

Uma mulher sentada no sofá mexendo em um notebook que está em uma mesa à sua frente, em referência aos investimentos a longo prazo
Pronto para aplicar em investimentos de curto, médio e longo prazo?

Em resumo, a sua carteira de investimentos deve refletir os seus objetivos de vida. Mas tome cuidado para não cair no erro de pensar apenas em objetivos de curto prazo.

Se você deseja construir um patrimônio que vai durar gerações, é primordial incluir objetivos de médio e longo prazo na sua vida.

Continue aprendendo com outros artigos do nosso blog:

Por exemplo, se você tem um filho pequeno, por que não traçar uma meta de pagar a faculdade dele? Pode parecer algo caro no presente, mas se você começar a investir agora, pode desembolsar bem menos.

Tudo é questão de organização e disciplina.

Tudo é possível se você tiver esses dois atributos de investidor. E claro, a paciência. Por mais que você queira realizar sonhos, tudo tem o momento certo.

E se você quer saber as vantagens do Tesouro Direto em relação à poupança sugerimos a leitura do eBook “Como ganhar mais que a poupança com o Tesouro Direto”. Clique no botão abaixo para fazer o download gratuito.

Todos os investimentos que listamos acima podem ser feitos por você mesmo aqui na Rico através do site ou do home broker.

Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário abaixo!

Bons investimentos!

Clique e abra sua conta na Rico

março 15, 2019

Diversificação de investimentos: Como montar sua carteira  

Você sabia que a diversificação dos investimentos é um dos segredos dos grandes investidores? 

Diversificar aplicações ajuda você a mitigar riscos e garantir uma boa rentabilidade no médio e longo prazo.

Qual é o seu objetivo? Comprar um carro, viajar ou construir sua casa?

A verdade é que a diversificação é muito importante na construção de patrimônio e deve ser elaborada de acordo com os objetivos do investidor.

Em 2019, como há diversas mudanças previstas na economia e na política brasileira, além dos movimentos no exterior, a diversificação de investimentos pode ser a melhor estratégia para proteger e fazer o seu dinheiro render mais. 

Provavelmente, você já deve ter ouvido o ditado popular “nunca coloque todos os ovos na mesma cesta”.

Ele resume bem o conceito de uma carteira diversificada. Significa evitar que toda a sua rentabilidade esteja exposta ao mesmo tipo de risco de um segmento, mercado, indexador.

A diversificação de investimentos também garante a busca por novas oportunidades.

Afinal, por que estar em único ambiente quando é possível garantir presença em vários mercados para garantir uma rentabilidade melhor e mais segura?

Na prática, a diversificação de investimentos consiste em formar uma carteira de ativos com uma estratégia ancorada em diferentes indexadores.

Eles devem responder de formas distintas às intempéries do mercado.

As estratégias de diversificação de investimentos representam o equilíbrio entre diferentes ativos. Eles podem ser atrelados à inflação, CDI, Ibovespa, dólar, Tesouro prefixado e Fundos Multimercado.

O balanceamento correto entre esses investimentos é a questão a ser respondida por você na hora de investir. 

Neste texto, você encontrará muitas dicas sobre como fazer investimento, o que é diversificação de investimentos e como ter a carteira de investimentos ideal a partir de hoje:

  • O que significa diversificar os investimentos?
  • Por que é tão importante fazer a diversificação dos investimentos?
  • Vantagens da diversificação dos investimentos
  • Como dividir seus investimentos e diversificar para ter mais segurança
  • Exemplos de diversificação de investimentos
  • Pensando estrategicamente para minimizar os riscos
  • É necessário ajustar a diversificação de tempos em tempos?
  • E se for preciso resgatar o dinheiro antes do previsto?
  • Diversificação de mercados é interessante?

Afinal, o que Significa Diversificar Investimentos?

A diversificação dos investimentos consiste em distribuir o capital entre diferentes ativos do mercado financeiro. 

Ela pode ser feita em apenas uma classe de aplicações, renda fixa ou renda variável. E também alocar o capital nas duas categorias. 

O grau de diversificação dos investimentos depende, principalmente, de fatores pessoais e do mercado no momento atual. 

Este termo surgiu na década de 50, através de Harry Markowitz. A sua teoria da carteira mostrou matematicamente que os investidores não devem colocar todos os ovos na mesma cesta. 

Assim, o principal objetivo da diversificação de investimentos é maximizar os retornos e minimizar os riscos ao longo do tempo.

Os grandes investidores, como Warren Buffett e Benjamin Graham estão entre os defensores da teoria da carteira. 

Nos próximos tópicos, vamos mostrar como você deve aplicar a diversificação dos investimentos para trazer bons resultados ao seu patrimônio. 

Por que é Tão Importante Fazer a Diversificação dos Investimentos

Um homem com a mão no queixo olha para a tela do notebook com uma expressão pensativa, em referência à diversificação de investimentos
É possível minimizar os riscos ao investir e garantir uma rentabilidade acima da média do mercado. 

Para entender o que é a diversificação de investimentos, é preciso ter em mente que o mercado e o cenário macroeconômico são muito voláteis.

Mesmo analisados a longo prazo, é complicado prever com 100% de certeza que um investimento será o mais rentável disponível.

Por isso, é arriscado alocar todo o seu capital em ativos da mesma classe. Até o mais competente dos analistas não arrisca uma aposta total de recursos em único investimento. 

Assim, é vital que a diversificação de investimentos seja realizada de forma balanceada de acordo com o seu perfil de investidor, garantindo uma rentabilidade acima do mercado ao custo de um risco controlado.

Tenha em mente que existem muitas opções de investimento. E cada uma delas reage de formas diferentes aos movimentos políticos, econômicos e sociais.

Mesmo fazendo a melhor escolha possível de um produto, fatores externos podem mudar o jogo em pouco tempo, tornando o que é um ótimo investimento hoje em um negócio pouco atrativo daqui um dia ou um ano.

Por exemplo, Maria trabalha com um tipo de produto do agronegócio voltado ao mercado exterior, mais especificamente ao mercado norte-americano.

Mesmo que nunca antes na história ela tenha experimentado uma baixa. Pode ser que o presidente Trump resolva fechar as portas para esse produto com uma política restritiva.

Com certeza, a Maria estaria em maus lençóis se todo o seu capital estivesse alocado neste mercado. 

Entendeu por que é importante garantir diferentes posições diante do mesmo mercado.

Clique e acesse o guia do investidor

Vantagens de Ter Uma Carteira Diversificada

Uma mulher olhando com expressão tranquila para o horizonte. À sua frente, um notebook aberto, em referência à diversificação de investimentos.
A tranquilidade de estar bem posicionado diante das incertezas do mercado é um grande benefício.

Redução de Riscos

A redução de riscos é uma das maiores vantagens ao conseguir elaborar uma carteira diversificada. Com a segurança, o investidor consegue ficar mais tranquilo com seus investimentos.

E independente do gosto ao risco, todos os investidores sentem alívio ao saber que estão mais protegidos. Isso ocorre porque ao fazer uma boa diversificação de investimentos, não basta um indexador cair, é preciso que todos façam isso juntos.

O que é improvável já que a carteira de investimentos será formada por diferentes classes de ativos.

Potencialização De Ganhos

Ao diversificar carteira de investimentos, você abrirá diversos caminhos para uma boa rentabilidade. Caso alguns deles despontem como grandes oportunidades, você estará elevando o retorno da sua carteira de investimentos como um todo.

Equilíbrio

Até day traders profissionais costumam ter parte dos seus ganhos alocados em outros investimentos. O nome disso é equilíbrio. E ele só é alcançado com a diversificação de investimentos.

Algumas vezes, garantir esse equilíbrio é diminuir o ritmo de crescimento do seu capital, mas é a melhor forma de construir um patrimônio a longo prazo

Comodidade

A diversificação dos investimentos pode trazer mais comodidade ao investir. Como sabemos, os ativos de renda fixa possuem prazos de vencimento e o ideal é mantê-los até o final deste período. 

Caso você tenha todo o seu capital em apenas uma aplicação e ela não ofereça liquidez imediata, é possível ter problemas frente às adversidades. 

Na diversificação dos investimentos, esse fator pode ser minimizado. Isso porque, você terá a possibilidade de investir em ativos com diferentes prazos e, até mesmo, nos que possuem liquidez diária, como o Tesouro Direto

Assim, a distribuição do capital também permite que você ajuste a sua carteira conforme os seus objetivos, como alocar para a reserva de emergência e para viver de renda ao mesmo tempo. 

Como Dividir seus Investimentos e Diversificar Para Ter Mais Segurança

Duas imagens sobrepostas. Na primeira, uma mão adiciona moedas a uma pilha e, na outra, prédios de uma cidade à noite, em referência à diversificação de investimentos
O primeiro passo para a diversificação de ativos é conhecer a si mesmo.

Como dito, o conceito parte da escolha de produtos de investimento que reajam de formas diferentes às circunstâncias e variáveis que afetam a rentabilidade.

Então, não se engane pensando que ao escolher produtos muito semelhantes ou de diferentes emissores, você estará diversificando investimentos. Afinal, todos esses ativos serão afetados de forma muito semelhante pelas mudanças do mercado.

Assim, diversificar não é escolher produtos, mas escolher classes de ativos, mercados e segmentos com a proporção correta para o seu perfil de investidor.

Veja o passo a passo a seguir para montar a sua carteira de investimentos ideal.

1) Entenda em que Ciclo Financeiro sua vida está

Você pode estar em um dos três tipos de ciclos: o de acumulação, rentabilização ou preservação de capital. Esse ciclo é definido pela relação entre gerar riqueza e possível rentabilidade de capital disponível.

Se você está no começo da vida profissional e não possui capital, então o seu ciclo deve ser o de acumulação. Caso já tenha capital, mas a sua principal fonte de riqueza ainda seja o seu trabalho, está na fase de rentabilização. Aqui você deve buscar a maior rentabilidade possível.

No entanto, caso o seu ciclo produtivo tenha diminuído e você já tenha formado um patrimônio, você deve preservar ele e fazer investimentos que garantam o seu padrão de vida sem corroer o patrimônio.

2) Conheça o seu perfil de investidor

Não existe uma carteira de investimentos ideal para todos, pois cada pessoa possui uma personalidade diferente. Você pode ser conservador, moderado ou agressivo.

Tudo depende do seu gosto ao risco. Ele depende essencialmente do seu desconforto diante de possível problemas de rentabilidade que podem ocorrer.

A capacidade de tomar riscos varia de acordo com a idade, estabilidade no trabalho, capacidade de poupar, objetivos a longo prazo, se possui dependentes, nível de renda e etc.

Imagine que os principais ativos de sua carteira sofrem uma forte queda e 10% do seu patrimônio é posto em risco. Como você se sentiria? Venderia tudo para estancar a sangria ou estaria seguro para manter a posição já que a sua posição é de longo prazo?

Responda essa questão. O autoconhecimento é fundamental na formação de uma carteira diversificada.

Sabendo o seu perfil e ciclo financeiro, então você deve traçar uma meta de rentabilidade para a sua carteira de investimentos.

Nova call to action

3) Defina as classes de ativos 

Agora você deve selecionar as classes de ativos que deseja possuir em sua carteira de investimentos.

Eles podem ser de renda fixa, renda variável, multimercado, previdência, fundo imobiliário e cambial.

4) Escolha a proporção ideal de cada classe

Nesse momento, você analisará os fatores macroeconômicos como inflação, taxa de juros, expectativas políticas e etc.

Com esse estudo, é preciso equilibrar a porcentagem das classes em sua carteira de investimentos. 

A média de rentabilidade e volatilidade dos seus ativos deve estar de acordo com os passos 1 e 2 para que você esteja confortável com a carteira escolhida.

5) Selecione Os Produtos de Investimentos

Somente agora, que você deve se preocupar com quais ativos escolher, seja LCI, LCA, título pré ou pós fixado, ações, fundos DI e etc.

Nesse momento, é importante contar com uma boa corretora como a Rico, que vai disponibilizar uma lista completa de produtos, apresentando sempre a melhor rentabilidade do mercado. 

6) Acompanhe e Rebalanceie sua Carteira

Se a carteira de investimentos foi montada de forma consciente, o acompanhamento dela deve ser mínimo, pois todos os ativos já foram escolhidos de acordo com os seus comportamentos naturais.

O que deve ser realizado é o rebalanceamento periódico. Por exemplo, você definiu que a renda fixa seria 25% da carteira e agora ela representa 50% da carteira porque sua rentabilidade foi positiva.

Você deve resgatar esse lucro e realocar de acordo com a proporção inicial. 

Quantos Ativos São Necessários e Como Escolher Os Melhores?

Isso depende bastante do tamanho do seu capital, do tempo que quer levar acompanhando e do seu perfil de investidor. Para quem já possui um patrimônio de mais de R$ 100 mil, 5 classes de ativos divididas em menos de uma dezena de produtos é o bastante.

Na hora de escolher, leve em consideração o emissor do ativo, o tipo, carência, liquidez, rentabilidade, rating e o aporte mínimo. Por isso, sempre siga a sua estratégia inicial.

Agora, confira as dicas do vídeo abaixo e entenda como continuar sempre investindo:

 Exemplo De Carteira De Investimentos Diversificada

A diversificação pode ser realizada com qualquer perfil de investidor. Perceba que mesmo na renda fixa, há ativos que possuem riscos elevados.  

Se você é iniciante, é comum ter dúvidas na hora de escolher as aplicações para a sua carteira, principalmente, na renda variável.  

Diante disso, trazemos algumas dicas e exemplos práticos para você aplicar a diversificação de investimentos agora mesmo. Veja:

Exemplo 1: Perfil Conservador

O perfil conservador é conhecido por priorizar a estabilidade de rendimentos e a segurança. 

Neste caso, a diversificação dos investimentos deve ser feita a partir dos ativos de renda fixa. 

Tenha em mente que é possível diversificar no Tesouro Direto, por exemplo, um portfólio com 80% de Tesouro Selic, 15% em Tesouro IPCA e 5% em Tesouro Prefixado. O rendimento médio tende a ser 100% do CDI.

Note que esta diversificação com títulos públicos pode ser feita com menos de R$ 500,00, ou seja, não é preciso de grandes montantes para formar um portfólio de qualidade. 

Outros produtos de renda fixa que costumam ser vistos nas carteiras conservadoras são CDB, LCI, LCA e a LC. Isso porque, eles possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até R$ 250 mil. 

Portanto, caso o emissor dos títulos quebre, você não perderá o que investiu. 

Exemplo 2: Perfil Moderado

Se você possui perfil moderado, a gama de ativos para diversificar é maior do que para o investidor conservador. 

Neste caso, você pode incluir também os investimentos da renda variável, como os ETFs e as ações

A proporção entre renda fixa x renda variável depende de fatores pessoais e do mercado financeiro. 

Ao considerar o cenário atual, com juros baixos e perspectivas favoráveis às empresas, ter uma exposição entre 10 a 40% do seu patrimônio em ações pode ser uma boa alternativa. 

Mas, como você já sabe, é fundamental fazer a diversificação incluindo as aplicações de renda fixa, como o Tesouro Direto e os CDBs.

Elas serão responsáveis por proteger a maior parte do seu capital e evitar que as variações da bolsa de valores tire a sua tranquilidade. 

Caso você seja iniciante e moderado, o ideal é manter uma pequena exposição na bolsa de valores. Com o tempo e a experiência, você pode reajustar a sua carteira.

Exemplo 3: Perfil Arrojado

O perfil arrojado possui alta tolerância aos riscos. Assim, ele possui todos os ativos do mercado financeiro à disposição, principalmente, os de renda variável. 

A diversificação dos investimentos pode conter maior proporção de papéis, como as ações, opções e câmbio

Mesmo assim, lembre-se de que os riscos são altos e deixar todo o seu dinheiro sob ativos sem previsibilidade de rendimentos futuros tende a não ser uma boa ideia. 

No Brasil, o mercado financeiro ainda é jovem e propenso a variações bruscas. Então, ter parte do patrimônio em ativos de renda fixa pode ser uma escolha assertiva, por exemplo, em debêntures e em CRAs.

Benjamin Graham, o pai do Value Investing, costumava recomendar que a diversificação dos investimentos contivesse cerca de 15 ativos. 

Então, um exemplo de carteira arrojada seria ter em torno de 10 ações, 3 Fundos Imobiliários e 2 opções. 

Por conta da alta tolerância aos riscos, é possível incluir Small Caps, opções com potenciais explosivos e FIIs de setor pouco explorados. 

Pensando Estrategicamente Para Minimizar os Riscos

Essa é a melhor forma de construir uma estratégia de investimento que mira não somente na redução de riscos, mas na distribuição de oportunidades de mercado.

Afinal, ao ter um bom plano, você dificilmente fechará uma posição em um investimento para alocar em outro.

É Necessário Ajustar a Diversificação de Tempos em Tempos?

Um homem segurando um copo de café olha para a tela do notebook, em referência à diversificação de investimentos
O ajuste deve ser feito conforme os seus resultados e expectativas futuras

Uma carteira de investimento não é feita para ficar realocando capital o tempo todo. Isso gera custos e tributos desnecessários. Esse equilíbrio só deve ser alterado caso o seu perfil e planos de vida mudem.

Por exemplo, você e seu cônjuge estão esperando um filho ou então, de forma inesperada, a sua empresa vai à falência ou você perde o seu emprego. Nesse caso, o seu apetite ao risco mudou, fazendo necessário um ajuste na diversificação de investimentos.

E Se For Preciso Resgatar Dinheiro Antes Do Previsto?

Essa é uma questão sensível. Se isso aconteceu, é porque o seu planejamento foi falho. Prepare a sua carteira de investimentos prevendo um fundo de emergência onde a liquidez seja imediata. 

Esse fundo é calculado em torno de 6 a 12 vezes o seu custo de vida mensal. Ou seja, se esse custo é de R$ 3.000 ao mês. Um bom fundo de emergência deve totalizar pelo menos R$ 36 mil.

Um fundo DI é uma ótima opção de ativo para alocar o seu fundo de emergência. Ele é atrelado à taxa Selic e apesar de possuir uma rentabilidade menor, o fundo possui a vantagem de ter uma grande liquidez.

Diversificação de Mercados é Interessante? 

Um casal sentado na grama. Ele aponta algo no notebook que ela segura no colo, em referência à diversificação de investimentos.
Quanto mais cestas (mercados), mais seguro o seu capital estará.

Esse é um conceito básico, mas que pode ser motivo de tropeço até para investidores mais experientes. Principalmente àqueles que começam a sofrer por excesso de confiança.

Claro que é possível manter todo o dinheiro investido em produtos de renda fixa, mas ao fazer isso, você não estará otimizando a sua rentabilidade, mas congelando todas as suas chances de crescimento a longo prazo.

Também é possível investir tudo em variável, nesse caso você terá uma chance de rentabilidade grande, mas também sofre o risco de não ter rentabilidade ou pior, de perder parte do capital.

Ao entrar em novos mercados, você ganha diferentes posições diante dos mesmos movimentos econômicos. 

Conclusão – Conte com a Rico Para Diversificar Investimentos

Duas mãos mexem em um notebook, em referência à diversificação de investimentos
Pronto para diversificar o seu patrimônio?

A diversificação dos investimentos é essencial para todos os perfis de investidores.

Mesmo que você seja conservador, colocar todo o seu capital em apenas um ativo pode trazer resultados pouco atrativos. 

Como mostramos, é possível fazer a diversificação de investimentos com menos de R$ 200,00, através dos títulos do Tesouro Direto. 

Em 2019, há inúmeras oportunidades de fazer o seu dinheiro render. Ao mesmo tempo, os riscos relacionados ao Brasil e ao exterior exigem cautela. 

Continue a aprender sobre investimentos com estes outros artigos do nosso blog:

Portanto, a diversificação de investimentos tende a ser uma boa pedida, principalmente, se você quer investir com foco no médio e longo prazos. 

Aplique os conhecimentos deste artigo agora mesmo! Para isso, você só precisa abrir a sua conta na Rico.

Aqui, você terá acesso aos melhores ativos do mercado e poderá contar com todo o auxílio do nosso time de especialistas. 

Este artigo foi útil para você? Então, deixe o seu comentário.

Obrigado por ler até aqui!


outubro 9, 2018

Onde investir com a alta do dólar? Descubra aqui!  

Está em dúvida sobre onde investir com a alta do dólar?

Muitas pessoas acreditam que o melhor investimento a ser feito com a alta do dólar é a compra da moeda.

No entanto, isso nem sempre é verdade. Entenda o porquê: existem diversas opções que podem ser bem mais rentáveis em curto, médio e longo prazo.

Se você quer lucrar com a alta do dólar, optar pelos seguintes ativos pode ser mais vantajoso do que investir em dólar:

Nesse artigo, você vai aprender como se beneficiar da valorização do dólar, além de:

  • Entender as causas e consequências da alta do dólar
  • Saber se o dólar em alta é bom ou ruim para os investimentos
  • Entender se investir em dólar é a melhor aplicação quando o dólar está em alta
  • Conhecer as melhores opções de investimento com a alta do dólar
  • Saber qual é a tendência do dólar para o fim de 2018: se é subir ou descer

Boa leitura!

Alta do Dólar: Causas e Consequências

Causas e consequências da alta do dólar

Diversos fatores influenciam a variação cambial do dólar.

A variação cambial da moeda norte-americana está atrelada a diversos fatores do cenário internacional. 

Então, se o seu objetivo é saber onde investir com a alta do dólar, você também precisa conhecer os motivos pelos quais essa alta acontece.

Motivo do aumento do Dólar hoje

Por conta do baixo índice de desemprego e forte crescimento da sua economia, inclusive superando as expectativas do mercado, a previsão é de que a inflação dos Estados Unidos continue avançando.

Diante disso, o governo norte-americano aumentou por duas vezes a sua taxa básica de juros desde o início do ano, a fim de controlar a elevação dos preços nos produtos vendidos no país.

A taxa de juros americana está na faixa de 1,75% e 2,0% (dados de 05 de setembro de 2018).

Segundo o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, essa taxa continuará sofrendo elevação gradual até o fim do ano.

Por apresentar juros mais altos, investidores que possuem dinheiro aplicado em países emergentes, como o Brasil, acabam preferindo migrar seu capital para o Tesouro americano.

O treasure é considerado por muitos um dos papéis mais seguros do mundo.

Este é um dos fatores que fazem com que o dólar avance. A moeda está se valorizando em relação à brasileira.

Quanto menor é a oferta de dólar no mercado de câmbio nacional, maior é o seu preço.

Além disso, também existem os fatores internos que influenciam na volatilidade do mercado cambial

O principal deles, sem dúvidas, é baseado nas perspectivas do cenário eleitoral quando a população brasileira vai escolher o próximo presidente da república.

Isso acontece porque alguns candidatos apresentam uma postura menos rigorosa em relação à economia. Por exemplo, adotando uma postura diferente daquela que o mercado acredita ser a ideal.

Assim, muitos investidores optam por outros mercados, de modo a se proteger de uma possível mudança.

Consequências

Uma das maiores consequências da alta do dólar é a sua influência na inflação brasileira.

Nos últimos 12 meses, até julho de 2018, a inflação oficial acumulada do Brasil foi de 4,48%.

Com a valorização da moeda norte-americana, produtores nacionais tendem a dispor de maior parte da sua produção para a exportação.

Com isso, o valor dos produtos vendidos no Brasil tende a aumentar. As importações também são afetadas pela diminuição do poder de compra do importador.

Dólar em alta é bom ou ruim para os investimentos?

A alta do dólar é boa ou ruim para os investimentos?
Você também pode lucrar com a alta do dólar.

Independente do cenário econômico e da volatilidade da moeda norte-americana, sempre vão existir boas opções de investimentos.

Para escolher onde investir com a alta do dólar, é fundamental que tanto investidores experientes quanto iniciantes conheçam as melhores opções.

A principal dica é ler bastante e ter cautela ao decidir comprar dólares ou investir em fundos cambiais, por exemplo. 

Alguns investidores escolhem estas opções porque o dólar ainda pode subir mais até o final do ano. No entanto, não é possível ter certeza de que os aumentos ocorrerão. Além disso, a moeda já se encontra em um patamar relativamente alto historicamente.

Se o seu objetivo é investir durante a alta da moeda norte-americana, é recomendável optar por investimentos de baixo risco. Principalmente se você quer se proteger contra a possível volatilidade do mercado cambial.

Algumas alternativas de baixo risco são os investimentos em Tesouro Selic e fundos DI. Os CDBs com liquidez diária são uma boa pedida se o objetivo for resgatar o investimento em um curto espaço de tempo.

Agora, se você busca uma boa rentabilidade, pretende resgatar seu dinheiro em um período um pouco maior de tempo e não correr muitos riscos,  investir em um CDB pós-fixado pode ser uma ótima opção.

Contudo, se o seu perfil de investidor é um pouco mais arrojado, optar por fundos multimercado ou caso seja ainda mais arrojado, o mercado futuro pode render ótimos lucros e se adequar melhor aos seus objetivos. 

Investir em dólar é a melhor aplicação quando o dólar está em alta?

Onde investir com a alta do dolar?
Entenda melhor onde investir com a alta do dólar.

Se o seu objetivo for comprar dólar diretamente, talvez esse não seja o melhor momento para isso. Existe uma chance desse ser o pico da cotação.

Mas lembre-se: não é possível ter uma certeza quanto a isso. Portanto, o mais indicado é aplicar em opções mais previsíveis.

Existem diversas opções para investir com a alta do dólar e lucrar com isso, além das opções mais seguras da renda fixa.

Onde Investir com a Alta do Dólar? Recomendações

alta do dolar onde investir
A variação cambial pode render para você.

Existem algumas opções para investir com a alta do dólar, hoje, que podem fazer você lucrar com a variação cambial.

Ou seja, é possível aproveitar a alta dessa moeda, de forma a melhorar a rentabilidade da sua carteira de ativos. 

Pensando nisso, selecionamos as melhores e mais rentáveis opções para você. Confira:

1. Ações de empresas específicas

Ao decidir onde investir com a alta do dólar, você pode optar por ações de empresas que se beneficiam com a valorização dessa moeda. 

Algumas companhias brasileiras, por exemplo, possuem parte de suas receitas em dólar. Com isso, seus lucros aumentam com a variação cambial. 

Uma dessas instituições é a Suzano (SUZB3), que possui atualmente em torno de 60% de sua receita proveniente da moeda norte-americana.

2. Mercado Futuro

É possível investir na alta do dólar (e também na baixa) optando pelo mercado futuro através da BM&F Bovespa.

Com isso, você pode comprar mini contratos de dólar que pagam o valor da diferença da valorização da moeda norte-americana durante o período do contrato.

Ele nada mais é do que um contrato de compra ou venda dessa moeda, por um preço previamente definido.

Assim, no vencimento do contrato, o comprador recebe a rentabilidade da operação se ela tiver sido bem sucedida.  

Investindo em dólar futuro no médio e longo prazo, você tem mais chances de lucrar e de proteger o capital que foi aplicado. 

3. Fundos multimercados

Um fundo multimercado, diferente de um fundo de investimento de classe específica, operam com ativos mais diversos. Eles podem incluir papéis de renda fixa, ações empresariais, derivativos e moedas, por exemplo.

Como em qualquer fundo de investimento, você conta com um gestor para direcionar as estratégias. Ele, por sua vez, dispõe de maior flexibilidade para agir de acordo com as mudanças no cenário econômico e mercado financeiro neste tipo de fundo.

É justamente essa versatilidade que torna os fundos multimercados tão atrativos em momentos de grande volatilidade nos mercados. A diversificação é essencial para reduzir os riscos e potenciar os ganhos.

Existem fundos mais agressivos, que oscilam mais, tem mais riscos e consequentemente, trazem maiores retornos. Assim como existem os fundos mais conservadores, que possuem menos risco, e retornos um pouco mais baixos. Por isso, nunca deixe de considerar seu perfil e estudar as opções disponíveis antes de tomar uma decisão.

Também é importante ficar atento à liquidez do fundo escolhido. É comum que o investidor precise esperar algum tempo antes de ter acesso aos recursos.

O prazo varia, portanto, é fundamental que você leia atentamente o regulamento e o prospecto antes de fazer os aportes. Essa é, na verdade, uma recomendação válida para qualquer tipo de investimento.

Qual a tendência do dólar?

quais as tendências para o dólar?
Qual é a tendência de variação do dólar?

Pode ser que o valor do dólar avance ainda mais até o fim de 2018, visto que muitos especialistas acreditam que a taxa de juros americana ainda possa subir por mais duas vezes.

Além disso, a instabilidade política vivida pelo Brasil também está influenciando o valor da moeda.

Lembre-se: é impossível prever com total certeza se o valor do dólar vai subir ainda mais ou cair. A expectativa de alta é apenas uma previsão.

Por isso, você deve estar preparado e protegido para as duas situações.

Para 2019, segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, a estimativa é que o dólar fique próximo a R$3,70 com a alta da taxa de juros dos Estados Unidos. Contudo, o Boletim Focus expõem apenas a expectativa dos agentes e pode acontecer caso eles ainda não tenham revisado suas projeções. 

Esse cenário pode mudar de acordo com as variáveis internacionais e domésticas.

Conclusão

Você pode lucrar com a alta do dólar.
Você pode se beneficiar com a alta do dólar.

Existem diversas variáveis políticas e econômicas que podem influenciar o valor do dólar.

Dentre os fatores internacionais, destaca-se o acelerado crescimento econômico dos Estados Unidos. Com isso, o país aumentou a sua taxa de juros básica para controlar o aumento dos preços e proteger o poder de compra da população. 

Agora, entre os fatores nacionais que mais podem impactar esse aumento, estão a instabilidade política e a mudança de foco de mercado em relação aos produtores brasileiros. 

Com a alta do dólar, esses produtores costumam optar por exportar seus produtos ao invés de vendê-los em território nacional. 

Mesmo com a alta da moeda norte-americana, você ainda pode ver o seu dinheiro render.

As melhores opções para esse momento são:

  • Fundos multimercados
  • Ações de empresas específicas
  • Mercado Futuro

A Rico foi eleita em 2018  a melhor corretora de valores para os pequenos investidores, e também é a que oferece o melhor custo-benefício do mercado. 

Então, tudo o que você precisa fazer para investir é abrir a sua conta gratuita na Rico agora mesmo. 

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Gostou do artigo? Tem alguma dúvida? Então deixe o seu comentário logo abaixo.

Obrigado por ler até aqui e bons investimentos.


abril 18, 2018

Dólar Futuro: como funciona e dicas para operar melhor  

Você sabia que o dólar futuro pode ser utilizado para a proteção do seu patrimônio?

O dólar futuro é uma ótima forma de investir nesta moeda.

Nos últimos três anos, ele tem ganhado amplo espaço nas carteiras dos investidores.

No atual cenário econômico, aplicar em câmbio pode trazer retornos bastante expressivos. Para as empresas exportadoras, ele representa uma proteção.

Quer aprender a ganhar muito dinheiro na bolsa de valores? Leia este outro artigo e conheça as melhores dicas para você investir em ações agora mesmo

Antes de começar, você precisa entender como o investimento em dólar funciona e quais são as melhores estratégias de ganhos.

Preparamos um guia completo com tudo o que você precisa saber sobre o dólar futuro para investir com rentabilidade e segurança:

  • O que é dólar futuro?
  • Dólar futuro: como funciona
  • Como operar no mercado futuro de dólar
  • Como funciona a cotação do dólar futuro 2018
  • Custos para investir em dólar futuro
  • Dúvidas comuns sobre o mercado futuro e investimento em dólar

Se você tiver qualquer dúvida, deixe um comentário no final da página.

Boa leitura!

O Que é Dólar Futuro?

Notas de dólares plantadas na terra, em referência ao dólar futuro
O objetivo do papel é ganhar dinheiro com a variação entre dólares e reais

Como ganhar dinheiro com dólar é uma das perguntas que mais recebemos.

O dólar futuro é uma commoditie financeira negociada na bolsa de valores. Ele consiste em um contrato de compra ou venda da moeda norte-americana por preço e datas definidas no momento da compra.

No vencimento, você exerce o direito escolhido. Há duas possibilidades de investimento, que são os contratos cheios e os mini contratos

O objetivo de negociação é obter lucros a partir das variações do dólar em relação ao real. Os lotes são padronizados de forma que a cotação em reais (R$) seja equivalente a US$ 1.000,00.  

Dólar Futuro: Como Funciona

Uma mulher fala ao celular e escreve algo em uma agenda, em referência às informações sobre dólar futuro.
As cotações são influenciadas pelo cenário brasileiro e americano

O vencimento dos contratos de dólar futuro acontece no primeiro dia útil de todos os meses os meses do ano na Bolsa de Valores. Ela é muito utilizada pelas empresas que lidam com o câmbio e que precisam garantir uma determinada cotação em uma data específica. 

Entenda melhor com esse exemplo. Você é dono de uma companhia e precisa exportar os seus produtos em três meses. Hoje, o preço do dólar está R$ 3,10 e o seu objetivo é que ele chegue a R$ 3,60. 

Então você compra os contratos apostando na alta do dólar para o período almejado. Note que esta é uma maneira de proteger os seus ganhos e tornar a operação mais lucrativa. 

Para os investidores, o dólar futuro funciona no mesmo princípio. Porém, investidores costumam vender os contratos de forma antecipada, quando o valor da cotação gera retornos atrativos. 

Na B3, os contratos funcionam da seguinte forma:

Cada um dos papéis tem uma nomenclatura diferente. O contrato cheio é conhecido pela sigla DOL, enquanto o mini contrato é o WDOL

O mini contrato foi criado para o investidor pessoa física que não deseja realizar operações que envolvam grandes quantias de dinheiro. Por isso, embora o contrato esteja negociando um grande montante, o investidor coloca em risco apenas uma fração dele, que na Rico está em torno de R$ 65,00 por contrato.

De uma maneira geral, o contrato cheio equivale a 5 mini contratos. Nesse caso, o mínimo necessário para realizar uma operação com 1 contrato cheio está em aproximadamente R$ 325,00

A data de vencimento é identificada por dois dígitos que correspondem ao ano e pelo mês, que por sua vez, segue a tabela abaixo:

MêsCódigo
JaneiroF
FevereiroG
MarçoH
AbrilJ
MaioK
JunhoM
JulhoN
AgostoQ
SetembroU
OutubroV
NovembroX
DezembroZ
Tabela de identificação do mês de vencimento dos contratos futuros – Fonte: BM&F Bovespa

Ao utilizar o exemplo do papel DOLF18, ele corresponde a um contrato cheio com data de vencimento em janeiro de 2018. 

Abaixo, acompanhe o gráfico do comportamento dele no período de um ano. O número de negociações começa a aumentar conforme o dia de vencimento se aproxima, por isso é possível observar o aumento das barras verde e vermelha no gráfico.

dolar futuro grafico
Gráfico da cotação de DOLF18 – Tela capturada em 13/12/2017

Note que desde agosto de 2017, as cotações aumentaram cerca de 3,7% e o dólar subiu também. 

O volume de negociação partiu de 5.000 contratos para cerca de 400.000 em dezembro. Isso mostra que os investidores estão se prepararam para os cenários de 2018

Pelo gráfico, note que esta quantidade representou um movimento de compra da moeda norte-americana. 

Entre as justificativas deste comportamento estão: aprovação da reforma tributária de Trump pelo Senado, pesquisas eleitorais favoráveis ao Lula e as incertezas que haviam sobre a reforma da previdência

Como Operar no Mercado Futuro de Dólar

Uma mulher espia o que um homem mostra para ela no notebook, em referência ao dólar futuro.
Invista na moeda norte-americana no conforto da sua casa

Agora que você já sabe como funciona o dólar futuro, chegou a hora de conhecer quais são as estratégias mais utilizadas para a negociação.

Você vai conferir, também, algumas dicas que podem ajudar na hora de investir. 

Os contratos são negociados através do home broker ou da mesa de operações da sua corretora. Basta escolher os papéis desejados e enviar a ordem. 

Um dos pontos importantes é que este ativo exige margem de negociação. Que hoje, conforme falamos, gira em torno de R$ 65,00 para o mini e R$ 325,00 para o cheio.

Esta margem pode ser em dinheiro ou investimentos, como CDBs, ações e Tesouro Direto

Entre as vantagens de operar com o dólar futuro, está a alavancagem. Com ela, você pode movimentar muito mais valores do que tem efetivamente em conta. 

Assim, uma das estratégias é o Day Trade. Ele é uma operação de curtíssimo prazo (1 dia), em que você investe no dólar futuro com o objetivo de ganhar dinheiro com a alta ou queda das cotações. 

Com o capital alavancado, você pode negociar mais do que tem investido, visando obter lucratividade maior do que a própria margem. 

Outra forma de operar no dólar futuro é investir com prazo maior e mudar as suas posições conforme os movimentos do mercado. Neste ponto, é essencial conhecer sobre a análise técnica.

A partir dela, é possível identificar os pontos de entrada e saída dos contratos. Conforme as movimentações do mercado, ela fornece as tendências do dólar e cotações. 

Ao investir em dólar futuro a médio e longo prazo, é possível ter maior lucratividade e proteger o seu patrimônio.

Muitos investidores utilizam esta estratégia diante de cenários mais arriscados e também para a diversificação.

Como o dólar é uma moeda forte, se o mercado brasileiro passar por turbulência, as cotações dos contratos sobem e você pode equilibrar os rendimentos da sua carteira

Por fim, para investir e ganhar muito dinheiro com o dólar futuro você precisa acompanhar as notícias relacionadas ao mercado interno e externo. Elas influenciam nas cotações e ajudam na sua tomada de decisão. 

Como Funciona a Cotação do Dólar Futuro 2018

Uma mulher à frente de uma parede rosa segura notas de dólares e tem a mão no queixo, em referência à questão sobre o dólar futuro
O dólar pode ser um bom investimento para esse ano

Ainda não é possível definir as cotações do dólar futuro para dezembro de 2018. Como sabemos, os ativos da bolsa de valores estão sujeitos a qualquer tipo de variação. 

Segundo o boletim Focus do dia 13 de abril 2018, a projeção é de câmbio em torno de R$ 3,30 para 2018. Ou seja, a mesma tendência que para o final de 2017. 

Então, o dólar futuro deverá passar por período de oscilação até o final de 2018.

É importante lembrar que as definições dos candidatos à presidência podem impactar.

Considere também o cenário dos Estados Unidos, dados de inflação e emprego, possíveis aumentos de juros, desempenho do governo Trump e suas mensagens pelo Twitter de e os próximos passos da reforma tributária. 

Portanto, você pode utilizar o dólar como proteção contra quedas na bolsa e da volatilidade dos investimentos. Porém, este deve ser um percentual seguro do seu patrimônio. 

Custos Para Investir em Dólar Futuro

Uma mulher debruçada em uma mesa olhando para a tela do notebook aberto, em referência ao dólar futuro
Os tributos podem comprometer a rentabilidade do ativo 

Antes de investir em Dólar Futuro, você deve considerar todos os custos relacionados à operação. Tanto de tempo quanto de dinheiro. Aplicar o próprio capital, sem experiência, pode ser uma aposta muito arriscada.

Conheça mais sobre esses custos:

Taxa de corretagem

A taxa de corretagem é cobrada pela corretora, que varia conforme a instituição e a opção desejada. Geralmente, para a compra/venda é um valor, enquanto que, para o Day Trade é outro. 

Taxa de liquidação

A Clearing de Derivativos da BM&F Bovespa cobra a taxa de liquidação, que equivale a US$ 0,60 por cada centavo de dólar futuro liquidado no prazo de vencimento. 

Taxa de permanência

A BM&F Bovespa faz a cobrança pela atualização e geração de relatórios das suas posições em dólar futuro.

Atualmente, o custo é de R$ 0,0116600 por dia. Se você movimentar mais contratos, o valor poderá ser mais baixo. 

Taxas BM&F Bovespa

Ao negociar o dólar futuro, a BM&F Bovespa recolhe a alíquota dos emolumentos e da taxa de registro.

As duas incidem no momento da liquidação das ordens. A taxa de registro também aparece na venda antecipada do seu contrato. 

Dúvidas Comuns Sobre o Mercado Futuro

O mercado futuro ainda é um dos nichos pouco conhecidos na bolsa de valores. De acordo com a BM&F Bovespa, para o dólar futuro em 2017, apenas 6% dos investidores são pessoas físicas. 

Isso acontece, porque há muitas dúvidas sobre como aplicar e quais produtos estão disponíveis para a negociação.

Assim, vamos responder os questionamentos mais frequentes em relação ao mercado futuro. Confira abaixo:

1. O que é negociado no mercado futuro? 

No mercado futuro, os investidores negociam direitos de compra ou venda de ativos como, dólar, índice Ibovespa, açúcar e boi gordo

Se você mantiver os contratos até a data do vencimento, você não vai adquirir, de fato, os produtos. Apenas exercer os termos acordados anteriormente. 

Para você entender melhor, vamos utilizar um exemplo ilustrativo. Você negociou um contrato de vender o café a R$ 50,00 a saca em janeiro de 2018. 

Chegou nesta data e você ainda possui o contrato na carteira, então você exerce o direito de fazer esta venda.

Caso as cotações estejam a R$ 60 a saca, a sua operação terá prejuízos. Se elas estiverem em R$ 40, você obteve ganhos.

Na venda/compra antecipada, a negociação é como no mercado de ações. Ao identificar boas oportunidades de lucros, você vende ou compra os papéis desejados. 

2. Quais são os riscos do mercado futuro? 

Assim como qualquer investimento, o mercado futuro também possui riscos. Antes de começar, é importante conhecer cada um e confrontar com a sua tolerância, segundo o seu perfil de investidor. 

  • Risco de alteração de margem: a qualquer momento, a BM&F Bovespa pode alterar as margens de garantia acertadas no contrato sem aviso prévio. Então você terá que diminuir as suas posições ou até mesmo deixar os papéis. 
  • Risco de oscilação: a negociação dos ativos ocorre diariamente. Assim, as margens de garantia também são alteradas em valores. Portanto, a possibilidade de prejuízos e ganhos oscila no tempo. 

3. O quanto é possível ganhar com este investimento?

Não é possível afirmar com exatidão os lucros gerados no mercado futuro. Assim como as ações, eles variam conforme o desempenho dos papéis. 

Ao mesmo tempo que é possível ganhar muito dinheiro, há chances de perdas. Portanto, o recomendado é que você invista uma pequena parte do seu patrimônio.

4. Quem pode investir no mercado futuro?

Todos os investidores que tiverem a acesso ao home broker ou à mesa de operações. Considere também que é necessário ter a margem de garantia suficiente para o ativo desejado. 

De forma geral, ele é mais indicado para investidores experientes e arrojados, pois, os riscos são mais elevados. Assim, conhecer sobre o mercado financeiro é importante na negociação.

5. Como aplicar no mercado futuro?

Para começar a investir no mercado futuro, o primeiro passo é ter uma conta em uma corretora de confiança, como a Rico

Aqui, o cadastro é muito simples e rápido. Basta inserir os seus dados pessoais, criar um login e uma senha. 

Depois disso, transfira do seu banco para a conta na corretora o valor desejado para adquirir os contratos através de TED. 

Pronto! A partir de agora, acesse o seu home broker e escolha em quais commodities você vai investir. Neste momento, reserve um tempo para uma boa análise técnica e gráfica delas. 

Considere também os seguintes pontos: 

  • Margem de garantia
  • Capital alavancado
  • Liquidez dos ativos 
  • Riscos oferecidos

Já escolheu? Então basta inserir a quantidade de papéis desejada e enviar a ordem para a corretora. Agora é só acompanhar o desempenho deles. Simples, não é?

Conclusão

Uma mulher sorridente olha para a câmera enquanto mexe em um tablet e, com a outra mão, segura uma folha, em referência às informações sobre o dólar futuro.
Invista e ganhe muito dinheiro com o câmbio

O dólar futuro representa a cotação futura da moeda norte-americana. A negociação desta commoditie ocorre através de contratos cheios e de mini contratos

A opção dos mini contratos é mais atrativa para o pequeno investidor, pois, o valor é menor e os riscos, também. 

Enquanto que, para os mais experientes, os contratos cheios são oportunidades de obter ganhos mais expressivos.

As empresas que lidam com exportação utilizam o dólar futuro como forma de evitar a oscilação de preços e também de garantir uma negociação futura com a cotação do câmbio desejado. 

Os contratos são identificados da seguinte forma: DOL (cheio) WDO (mini), letra do mês e dois números representativos na data de vencimento.

Caso eles permaneçam na sua carteira até o prazo final, você exercerá o direito que foi acordado ao adquirir os dólares. Por exemplo, comprá-los a R$ 3,00 em maio de 2018. 

O objetivo deste investimento é ter lucros a partir das variações das cotações do câmbio. Portanto, é possível ganhar dinheiro com dólar futuro em 2018 apostando na alta ou baixa delas. 

Aqui na Rico, para adquirir o dólar futuro são apenas cinco passos. O primeiro é abrir a sua conta. Aproveite que você já está aqui e faça agora mesmo! 

Você já investiu em dólar futuro? Conte sua experiência nos comentários abaixo!

Continue aprendendo sobre o mercado de ações através destes outros artigos do nosso blog:

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dezembro 18, 2013

Como investir no exterior  

Sabemos que o Brasil atravessa por uma fase de alta nos juros e no câmbio, bem como por um constante sobe e desce da Bolsa que têm deixado muitos investidores e economistas cautelosos em relação ao mercado nacional.

investir exterior

Cautela essa que acompanha principalmente aqueles investidores que sofreram perdas ao concentrar muito capital em carteiras pouco diversificadas. Afinal, a regra de ouro no universo do mercado financeiro é diversificar sempre, para assim minimizar os riscos de prejuízo com os ativos em alta compensando as prováveis perdas causadas pelos ativos em baixa. 

Diante desse cenário, muitos investidores brasileiros buscam diversificar a sua carteira investindo no exterior, seja em ações, títulos públicos e privados, câmbio e inclusive commodities.

O Banco Central conceitua como “investimento no exterior” aquisições de ações das empresas estrangeiras. Essas aquisições podem ser formalizadas no próprio Brasil por meio das BDRs (“Brazilian Depositary Receipts”) ou diretamente pelo exterior. 

Tal qual os investidores estrangeiros que colocam dinheiro no mercado brasileiro, o inverso vem se tornando uma prática cada vez mais comum, principalmente a partir de 2006, ano em que o Banco Central autorizou os brasileiros a aplicarem em fundos de investimento internacionais.

Pra quem não sabe, fundo de investimento é uma aplicação financeira que funciona como se fosse um condomínio, onde as pessoas somam recursos para investir em conjunto. Comparado ao que um investidor comum costuma aplicar, os fundos envolvem grandes volumes em negociações a custos menores, o que confere ganhos em rentabilidade. Logo, os fundos proporcionam grande acessibilidade, uma vez que mesmo aqueles que não possuem grandes montantes para investir podem se beneficiar com o fracionamento da aplicação.

Os fundos são compostos por cotas, onde o investidor aplica seu dinheiro. O patrimônio de um fundo é formado pelo conjunto de cotas adquiridas por diversos investidores, que oscilam de acordo com a rentabilidade dos ativos em carteira. Basicamente, os fundos de investimento podem ser abertos, onde é possível aplicar no momento em que o investidor preferir, ou fechados, no quais só é permitido investir por um período pré-determinado e fazer o resgate no vencimento.

Para se ter uma ideia, nos últimos anos a BM&FBovespa vêm juntando recibos de ações de companhias consagradas no mercado mundial como a Amazon, Google, Coca-Cola, Apple, Amazon, McDonald’s e Nike, entre várias outras.

E como faço pra investir no exterior?

Pra quem possui vontade de se aventurar no mercado internacional, é recomendável estudar minuciosamente os riscos e a política do mercado estrangeiro considerando o câmbio, o momento da economia etc. Aqueles que não se sentirem seguros o suficiente ou não tiverem tempo para acompanhar o mercado lá fora podem contar com empresas gestoras de capital focadas no mercado estrangeiro. Tais empresas costumam alocar recursos em fundos de investimento, o que diminui o risco de perda e busca rentabilizar o investimento ao concentrar o capital em ativos escolhidos a dedo sob um olhar clínico de especialista. 

Antes de enviar dinheiro pra fora do país, é imprescindível que o investidor entre em contato com um representante comercial do fundo desejado e analise todos os trâmites necessários para a aplicação. Paralelamente, é recomendável avisar o gerente do seu banco sobre a troca de câmbio e ficar a par das instruções da instituição bancária sobre como o dinheiro deve ser enviado. 

Além disso, investir lá fora requer um montante inicial nada modesto e deve ser declarado no imposto de renda da mesma forma como se faz com os investimentos feitos no Brasil. Só é importante atentar-se que se o valor for igual ou acima de US$ 100 mil dólares é importante prestar contas ao Banco Central também.

investimento global

Por fim, é importante ressaltar que conforme a disponibilidade de ativos financeiros for aumentando, a confecção da carteira se tornará cada vez mais trabalhosa para o investidor. As inúmeras opções de fundos disponíveis no mercado deixam muita gente confusa na hora de decidir qual é o ideal de acordo com seu perfil e objetivo. Portanto, nessa hora será fundamental contar com a figura de um gestor de recursos para extrair máximo de ganho que um investimento pode proporcionar.